esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

O Santo Graal e a Linhagem Sagrada

"O Santo Graal e a Linhagem Sagrada" é um trabalho historiográfico sensacional apesar de louvar uma heresia a igreja cristã como todo ao propor que Jesus deixou descentes. Fica claro no trabalho de pesquisa histórica dos três hábeis autores - Michael Baigent, Richard Leich e Henry Lincoln - que o mito de tal descendência era real, mas assim como não há provas de muitos fatos da vida de Jesus para este muito menos. O estudo sobretudo mergulha ao sintetizar a origem das principais sociedades secretas e seitas em tempos medievais, da maçonaria, rosa-cruzes ao famoso priorato de sião e como elas se relacionam ao mito de correntes subterrâneas do graal sanguíneo.


"O Santo Graal e a Linhagem Sagrada" é um trabalho historiográfico sensacional apesar de louvar uma heresia a igreja cristã como todo ao propor que Jesus deixou descentes. Fica claro no trabalho de pesquisa histórica dos três hábeis autores - Michael Baigent, Richard Leich e Henry Lincoln - que o mito de tal descendência era real, mas assim como não há provas de muitos fatos da vida de Jesus para este muito menos. O estudo sobretudo mergulha fundo ao sintetizar a origem das principais sociedades secretas e seitas em tempos medievais, da maçonaria, rosa-cruzes ao famoso priorato de sião e como elas se relacionam ao mito de correntes subterrâneas do graal sanguíneo.

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Transcorrido em tempos o qual os grão-mestres eram selecionados por sua exuberância intelectual e talentos por vezes geniais, assim como por herança familiar, parece explicar o glamour de outrora de tais sociedades secretas e sua posterior decadência ao deliberadamente associar-se a mitos de conspirações que permeavam desde a revolução francesa e uma aura de crueldade e obstinação na busca pelo poder e dominação onde a moral acaba degradada - acompanhando a queda vertiginosa no QI e criatividade de seus pares.

"Qualquer distúrbio público, incidente menor ou ocorrência inconveniente era atribuído a uma atividade subversiva, à ação de organizações clandestinas trabalhando insidiosamente atrás do palco, desagregando instituições estabelecidas, perpetuando toda sorte de sabotagem. Esta mentalidade levava à adoção de medidas de intensa repressão. E a repressão, frequentemente dirigida contra uma ameaça fictícia, gerava por sua vez opoentes reais de conspiradores subversivos que se formavam segundo os padrões fictícios. Mesmo com fragmentos da imaginação, as sociedades secretas alimentavam uma paranoia penetrante nos altos escalões do governo; e essa paranoia conseguia mais que qualquer outra sociedade secreta poderia ter conseguido. Não há dúvida de que, se não foram as próprias sociedades, o mito das sociedades secretas desempenhou um papel maior na história européia do século XIX. Um dos principais arquitetos desse mito, e possivelmente uma realidade atrás dele, foi Charles Nodier." p.118

"O texto advoga uma conspiração de cabeça de hidra, com múltiplos tentáculos, dedicada à desordem e anarquia, para derrubar certos regimes existentes..." P.153 - sobre os protocolos dos Sábios de Sião

Os historiadores que conduziram esse trabalho parecem imparciais ao debruçar-se sobre a vida de muitos ilustres grão-mestres a procura de peças para o mosaico do graal que culmina a seu fim. Muito mais aprofundado que o superficial e fictício 'O Código Da Vinci' de Dan Brown (que se inspirou nesse livro) os relatos do extenso trabalho de investigação histórica é ímpar ainda que as conclusões sejam inócuas a não ser para a existência do mito que inspirou mesmo Leonardo Da Vinci.

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Porém, do começo triunfante que marca na primeira impressão é imprescritível ao leitor que se identifica com a busca dos autores pela verdade ainda que eles próprios aparentam entrar na ideia do graal e passam, eles mesmos, a acreditar que a lenda é verdade. Mas o ponto central é o retrospecto da época de glamour de sociedades secretas e seus personagens, passando pelos infames e arrogantes templários até os tempos atuais quando estas sociedades secretas e seitas se tornaram apenas um reduto para o tráfico de influência, institucionalização do crime e de todo tipo de corporativismo por pessoas inúteis e ávidas pelo poder, mais interessadas em humilhar do que produzir bons frutos.

"O papa João XXIII foi também responsável por outras mudanças. Revisou a posição da igreja sobre a maçonaria, por exemplo, quebrando pelo menos dois séculos de enraizada tradição e afirmando que um católico podia ser maçom." P.125

O livro segue das pistas iniciais deixadas em Rennes-le-Château, aos Cátaros e Templários até chegar ao Monastério de Sinais ou como conhecido popularmente o Priorato de Sião, mostrando esquemas hierárquicos, seu suposto funcionamento e seu lugar nos dias atuais e o centro de seu poder, um segredo envolvendo a linhagem merovíngia. Aos interessados e conspirações, sociedades secretas e mistérios medievais o livro é um prato cheio historicamente falando.


Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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