esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

A Genealogia da Maldade

Num mundo sofrendo de uma aguda crise de valores e de choques culturais pela globalização vemos a emergência cada vez maiores de crimes desferidos por extremistas, fanáticos e radicais de um lado e a franca decadência moral de modo generalizado. O problema é inerente a moralidade e conceitos de certo e errado que serão discutidos no artigo a seguir, a ambiguidade, e relativização da moralidade está criando um problema sem precedentes!


A moral pode ter sido relativizada, mas a ética não, usando-a como ponto fixo norteador podemos ter melhores definições da maldade e bondade dentro dos aspectos éticos de um Ethos ao menos.

A problemática do mal não fora resolvida com a relativização da moralidade ante a diversidade de culturas, na verdade isso apenas acentuou o problema a exemplo da culminância da crise de valores. Para isso talvez seja preciso retroceder na linha temporal compreendendo uma desconstrução genealógica da maldade.

Convém ao filósofo buscar pela ética o resgate de características norteadoras universais para a maldade e a bondade como modo de postular uma definição não menos universal do certo e errado. Um trabalho polêmico graças a antropologia, todavia de muita importância, de modo que aquele que resolver a problemática do mal, como antiga questão da filosofia estará respondendo à pergunta de um milhão de dólares da humanidade. A maldade existe tanto quanto a bondade, tenho convicção disso.

A humanidade sempre teve como uma de suas perguntas mais essenciais o que é a maldade? De onde vem e por que existe? Dos serial killers, aos atos dos líderes mais vis com suas mentes deturpadas levaram a massacres, torturas com um calculismo avassaladoramente cruel. Mas enquanto um impulso e os instintos possam levar a um ato de maldade dentre estes surge ideologias e filosofias que levam essencialmente a atos reprovados pela humanidade como inúmeros genocídios.

"Tanto Michel Maffesoli, Edgar MOrin e Garcia Rúbio salientam que a modernidade é vítimada pela crise de valores (ética), crise de referenciais. Esses estudiosos concluíram que a tão celebrada razão katiana iluminista, instrumental e mecanicista, prefigurada como o grande arauto da nova humanidade demonstrou-se ineficiente, na medida em que o ser humano moderno, apesar de possuir um conhecimento ampliado está cada vez mais menos humano. A ideia iluminista do progresso humano pelo conhecimento tecnicista desaguou num naufrágio vitimador de milhões." Prof.Marco Antônio de Oliveira

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Na encruzilhada de duas eras temos que aprender a ter o melhor de dois tempos, o velho e o novo, não provocar um choque temporal e de Ethos de ambos. A crise de valores denota problemas conceituais nas definições de certo e errado. Mas a ausência de âncoras a moralidade talvez seja a força motriz por de trás dessa crise. Identificar pontos fixos da moralidade é imprescritível a uma sociedade em crise de valores como nunca antes, pois graças a aspectos básicos da moralidade que são a base que torna possível a sociedade, sobre princípios de cooperação e reciprocidade ela é baseada, assim como os fundamentos das leis, pois a uma compreensão do Ethos comum as maiorias ao contrário de minorias que espalham o medo, como medidor razoável para ambos. Assim como heroísmo, a vilania, somente se atribuem comumente por ações de bondade/maldade. Para identificar um mal universal torna-se preciso estabelecer paradigmas que forneçam modelos. Assim como características como caridade e altruísmo podem ser atribuídos como atitudes de bondade, conhecer a bondade torna possível a conhecer e mensurar o mal. Lembrando que mesmo maus, assim podem ter momentos e algumas atitudes de bondade de modo que o fator determinante seja o conjunto de tais características. De exemplos que vive o padrão e convenhamos a exceção também é exemplo que pode perfeitamente ser padronizada dentro de certo âmbito. De Maquiável a Gramsci os métodos subversivos de uma guerra de crimes onde tudo vale para a vitória são explanados. Supõe-se assim que as guerras sujas consistem, essencialmente, numa guerra contra a ética e leis vigentes e os valores que estes defende para a inserção de uma ideologia divergente. Tenho a pretensa de não somente sintetizar essa ideologia essencialmente do mal como a identifica como a antiga problemática do mal confrontada por pensadores ao longo de milhares de anos, sendo assim uma crítica a mesma em seu contrassenso. Da filosofia à corrupção, espionagem e crimes de guerra, a toda dominação dos velhos métodos de emergência de crises que na atualidade somente se traduzem transmutadamente pela tecnologia, a velha luta pelo novo, que a doravante consiste num contrassenso: destruir o "velho" sendo a mesma uma velha metodologia reprovável unanimemente ainda que sob pretextos supostamente do "novo". Mesmo a constituição de uma luta contra o sistema soa contraditória ao ser sistemática, pois a vitória a todo custo pode ter um preço muito amargo a reputações e moral destes quando revelada. Isso nos leva a pergunta de que se vale a pena vencer ou estar do lado moralmente correto? Quando os meios não importam para um fim, esse fim será mesmo justificável? A ideia é expor a verdade única e onipresente em todas eras: a única vitória que importa e a moral, e o único meio é o conhecimento. A inspiração é por buscar de respostas do mau que o autor padece por uma implacável perseguição velada numa assombração inconstitucional que somente tem explicação na hipótese de um mal puro e simples por ser tão sistemático e calculista nos detalhes para afligir no sentido oposto do que deveria ser pago pelo que produzi, se equivale a uma doença pois não por menos a perversão e psicopatia assim são classificadas na psicologia e psiquiatria. Mas apesar de concordar com a abordagem bíblia do problema do mal, prefiro abordar de um modo mais acadêmico. Lembramos porém que tal recurso pode se tornar polarizante e maniqueísta e assim os resultados nem sempre são precisos, para que não seja acusado do mesmo. Igualmente excluo a bíblia para que não seja acusado de parcialidade ou aspecto ideológico meramente cultural/religioso.

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Gerson Avillez

Fotógrafo e homem da prática de letras nas horas vagas, teólogo e pedagogo por formação, filósofo autodidata e por vocação. Descendente direto do Tenente-General Jorge Avillez, portador da Síndrome de Aspeger, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, tendo fotos publicadas em jornais do Rio de Janeiro. Posteriormente trabalhou na Rede Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI especialmente na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro número 1017 do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), tendo escrito artigos para a Revista Somnium, teve contos selecionados e publicados na Revista Litera, Primeiro Capítulo e é autor de destaque da Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tem 21 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Editora Multifoco).Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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