esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo, autor, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com superdotação (Qi 163), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura,Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve 35 contos selecionados e publicados na Revista Litera Livre, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil nas antologias Arte do Terror, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários. Tem 27 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco). Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

Da Beleza Sobre a Feiura

Discorro brevemente sobre as relações estreitas entre disciplinas originalmente filosóficas sobre a estética e ética, do qual hoje ainda que a despeito da dissociação de ambas, se torna mais importante do que nunca ante um mundo de aparências e por consequência, ilusório.


Do surgimento da filosofia mais que a compreensão do universo buscava-se a beleza de sua verdade. Ao contrários das sombras que permeavam a caverna de Platão, não se contenta com o parcial do mesmo, mas a correspondência total. De certo isso aplicado a filosofia moral como preceito estético ao abranger os comportamentos denota a busca de mesma beleza que aspire a padrões harmônicos ou simetrias complementares.

A ética é a estética de dentro, das ações, de modo que mesmo a moral sob a forma da lógica, ou a lógica sob a forma da moral, expressam beleza quando verdadeiras. Sendo assim a coerência demonstra uma elegância, um senso de belo além aparências, mas à lá inerência. Pois nem tudo que é belo é verdadeiro ou bom, mas tudo que é verdadeiro e bom é belo. Assim o erro de atitudes ou de lógica se tornam feios ainda que sob a camada lustrosa de retóricas e sofismas, que por isso lança mão do mesmo como maquiagem ao não corresponder a verdade.

Desse modo a beleza não é somente amiga das artes visuais ou musicais, mas também há de se manifestar na ciência, na filosofia, política ou mesmo modelos matemáticos e físicos os quais as resoluções apresentam maior elegância. A beleza que apresenta-se como uma harmonia de modelos comportamentais ou das formas físicas, são onipresentes ainda que se apresente sob variáveis.

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Sempre me atraí pelo belo, não obstante, quando esse corresponde a beleza interior da ética ou dos belos sentimentos que adornam a experimentação de sua beleza (a beleza é tudo, e nada mais belo que o amor e a felicidade que unicamente sabe enxergar o belo), mas como motivo de sê-lo, afinal flores não combinam com sangue, ou botas que as esmaguem. Esse senso de beleza equivale a correspondência estética do mal do qual advém o feio do medo, da dor e sofrimento catedráticos do inferno sob o eufonismo do caos que oculta o niilismo da feiura numa redundância existencial ao ferir o propósito sob a égide atroz do randômico. Ainda que esse senso de beleza esteja presente no mundo real, onde a desigualdade e injustiça predominam, a arte do belo se perfaz sobre este, como a flor que nasce das ruínas no deserto da abiose social. Os bons olhos assim buscam essa beleza não somente no aparente, mas no inerente da alma que representa o âmago de toda estética, da vela acessa na escuridão ao homem que dentre desonestos e corruptos permanece incólume. Enquanto a ilusão é a elegância da aparência, ou busca estritamente materialista do bom.

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Mais bela as comemorações de multidões sob a vitória, do que das possessões coletivas sob a guerra. Ainda que o fotografo saiba extrair de ambos belas fotos, nela consiste um triunfo do padrão estético sob o aleatório do qual que é a guerra, da luta sobre a dor, não do triunfo da dor sob quem luta.


Gerson Avillez

Fotógrafo, autor, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com superdotação (Qi 163), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura,Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve 35 contos selecionados e publicados na Revista Litera Livre, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil nas antologias Arte do Terror, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários. Tem 27 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco). Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
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