esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Fotógrafo, autor, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com superdotação (Qi 163), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura,Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve 35 contos selecionados e publicados na Revista Litera Livre, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil nas antologias Arte do Terror, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários. Tem 27 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco). Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo

O Pseudointelectualismo

Ao longo dos tempos contemplamos o verdadeiro gênio e talento por seus frutos e capacidade de influir revoluções ao pensamento nas áreas que tocam. Todavia o oposto de um pseudointelectualismo é conhecido pelo estrago que deixa em vidas destroçadas ou enganadas por estes. A pseudointelectualidade serve apenas para justificar a si mesma e erros, sejam éticos, morais ou legais.


pseudointelectual.jpg

Conhecemos o verdadeiro talento, gênio e inteligência pela capacidade de influir e inspirar o progresso nas áreas aos quais tocam, mas conhecemos os charlatões exatamente pelo oposto, a destruição que deixam em seu caminho. Ainda que historicamente mesmo gênios tenham cometido erros ou mesmo tendo manias e ideias excêntricas contra a ortodoxia científica, aprendemos uma indiferença ao limiar entre genialidade e loucura não haviam pretensões egocêntricas no erro e mera autopromoção. Um exemplo está na diferença entre Thomas Edison que apesar do gênio inquestionável ao lado de seu rival Nikola Tesla (não menos excêntrico e estranho), criou dentre inventos um aparelho para ouvir espíritos enquanto Tesla afirmou mesmo ter ouvido extraterrenos, e de outro lado os nazistas os quais as presunções deliberadamente pseudointelectuais tinham pretensos complexos de superioridade, egomania e mania de grandeza se escorando a exemplo de Goebells literalmente na mentira condicionante pela repetição.

A diferença entre os dois tipos são frutos atestados pela ciência, enquanto nazistas roubavam mesmo ideias de inimigos sob pretextos espúrios, Tesla e Edison criavam e revolucionavam a ciência. Tais gênios onde quer que fossem as áreas ao que atuavam estavam mais interessados em promover suas ideias do que a si mesmo, ao contrário de impostores e charlatões que tem menos compromisso com fatos e mais com o próprio ego.

Aragon.jpg

Mas assim como a mentira frequentemente serve para proteger e defender o erro, concluímos que um verdadeiro intelectual não pode ser mal pela razão de que não precisa disso, tanto como de sofismas, falácias, inversões e demagogias para afirmar atitudes moralmente duvidosas ou condenáveis. Tais artifícios buscavam atribuir valores enganosos como moedas falsas e pesos falsos para julgamentos errados.

Mesmo aquele considerado o homem mais inteligente de todos os tempos, William Sidis James, era um pacifista contra todo tipo de agressão e ativista ao lado de outros nomes conhecidos da inteligência como Albert Einstein, Jesus Cristo e mesmo Leonardo Da Vinci que chegou a destruir invenções de armas suas por temer um uso errado do mesmo.

download.jpg

Por isso nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que é metálico é prata. Ainda que um latão seja vendido caro como ouro, não há o valor do ouro, mas superfaturamento, assim como algumas demagogias não passam de niilismo inflacionados. Similarmente o ouro pode parecer sem valor na lama assim como as notas de dinheiro pisadas, mas o valor não muda. Como julgar o livro pela capa ou tirar o valor por uma vírgula equivocada os preceitos ilusórios nascem do engano de percepções artificialmente induzidas pelo engano, como na mágica.

O limite da liberdade, bondade e legítima intelectualidade é o direito alheio, ainda que doutrinas ideológicas preguem argumentos libertinos a imposição e a desproporcionalidade contra o direito alheio nunca será coerentemente argumentada sem recursos espúrios ao pensamento sensato. Não por menos por isso, ofensas, ameaças, chantagens, injúria, difamação e calúnia são considerados crimes. O mesmo motivo pelo qual o extremismo e radicalismo tanto como as ditaduras totalitárias necessitam recorrer a tais meios. O impostor impõe a força o além de seu direito cobrindo erro com erro, o sábio conquista mentes e corações livremente.

Frase.jpg

Mas assim há males e "crimes" mesmo indiretos contra alheios ainda que camuflados como ideologias. Um exemplo está na desigualdade ou radicalização capitalista que meramente ao empobrecer tira direitos constitucionais dos mais pobres como de ter moradia, acesso a educação, alimentação e saúde de qualidade e constituir família. Tais sofismas ideológicos podem assim se camuflar em todas as matizes sob pretextos variados, dos religiosos ou políticos, mas que sem essa roupagem demagógica lustrosa não passam de males pseudo-intelectuais.

download (1).jpg

Querem conhecer minhas ideias? Visitem meu site clicando aqui, meu artigo de pós-graduação sobre o tema clicando aqui e meu blog literário clicando aqui.


Gerson Avillez

Fotógrafo, autor, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com superdotação (Qi 163), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura,Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve 35 contos selecionados e publicados na Revista Litera Livre, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil nas antologias Arte do Terror, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários. Tem 27 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco). Convido-os a curtir minha página no facebook: www.facebook.com/Filoversismo.
Saiba como escrever na obvious.
version 8/s/artes e ideias// @obvious, @obvioushp, @obvious_escolha_editor //Gerson Avillez