esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

Gerson Avillez

Pseudônimo literário do novelista, contista e ensaista Gerson Machado de Avillez, fotógrafo, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da autismo com dupla excepcionalidade (superdotado), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas e em diversos sites. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica), Academia Internacional de Literatura Brasileira número 408, UBE (União Brasileira de Escritores), Academia Independente de Letras (Ordem Scriptorium) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve mais de 40 contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Site CLFC, Conexão Literatura, Revista Literomancia, Creepypasta Brasil e nas antologias Arte do Terror: História e Apocalipse, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag e Louge. Autor de teorias filosóficas sobre o tempo e o Ethos, finalista de diversos concursos literários, tendo os contos 'O Poço' (2017) e ‘Inominável do Além’ (2018), 'Império de Tendor' (2019) e 'Assassino do 7' (2020) selecionados como um dos melhores de seus respectivos anos pela revisa Litera Livre. Tem 34 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco).
www.facebook.com/Filoversismo

A especulação do definir o indefinível

Compreendendo que mesmo que a palavra não seja sinônimo da verdade ao qual corresponde, a exemplo das mentiras, apenas podemos compreender algo mediante sua definição por meio de palavras ou símbolos o qual a medida de sua precisão nos tira do obscuro e vago do qual a ausência de termos precisos não permitem a compreensão. Porém e se tivermos termos ao qual refere-se a algo inexistente, esse passa a existir?


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Tanto como a diferença entre o hipotético e comprovado, como as diferenças entre o "mapa e o território" observamos que no tocante ao próprio contexto de 'filoversismo' seria possível a própria criação de uma palavra tornar seu conceito verdadeiro tanto como existente? A não existência definida no 'nada' apenas denota a existência do conceito, não de si mesmo. Logo, mesmo o conceito é uma especulação, uma vez que apenas existindo a definição o 'nada' não pode ser praticado como um exercício de não existência. Ao contrário do 'acaso' que denota um ato não implícita a inexistência de causa primeira, mas de causa direta como no caos. Sobretudo como o oculto não prova a inexistência de modo similar que o 'nada' possa ser apenas algo não conhecido. Isso ocorre pois os limites da linguagem são os limites do conhecimento, pois quando não temos definições de algo, não somos capazes de ter a aquisição do entendimento. Palavras que inexistentes por dizer-se isso não significam existir ou inexistir, mas que precisam ser criadas para dimensionar a compreensão de algo incompreensível.

Todavia palavras erradas pode trazer a sensação de ignorância como conhecimento quando tais palavras vão além do conhecido. Porém, assombro ao absurdo, o surreal que perfaz o contra intuitivo não necessariamente contradiz o lógico ou comprovado, mas sobre o conhecimento sobre algo, mas que ao contrário de 'coisa' não demonstra não aceitação ou discriminação, mas a ausência de parâmetros que o validem. Conforme demonstrado o mesmo podemos dizer que o relativismo é uma especulação uma vez que afirmar que tudo é relativo demonstra-se contraditório em si mesmo ao ser uma afirmação absoluta. Uma vez sabendo que os parâmetros são as bases para a aquisição da compreensão e conhecimento o mesmo podemos dizer da singularidade ou do infinito e eterno como especulações delineadas apenas por palavras que são contraditoriamente apenas parâmetros não explicando-lhes a essência ou o conceito em si. Logo, o 'nada' não define o que é nada, mas apenas o que não pode ser.

Trecho do livro 'Filoversismo' de William Fontana.


Gerson Avillez

Pseudônimo literário do novelista, contista e ensaista Gerson Machado de Avillez, fotógrafo, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da autismo com dupla excepcionalidade (superdotado), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas e em diversos sites. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica), Academia Internacional de Literatura Brasileira número 408, UBE (União Brasileira de Escritores), Academia Independente de Letras (Ordem Scriptorium) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve mais de 40 contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Site CLFC, Conexão Literatura, Revista Literomancia, Creepypasta Brasil e nas antologias Arte do Terror: História e Apocalipse, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag e Louge. Autor de teorias filosóficas sobre o tempo e o Ethos, finalista de diversos concursos literários, tendo os contos 'O Poço' (2017) e ‘Inominável do Além’ (2018), 'Império de Tendor' (2019) e 'Assassino do 7' (2020) selecionados como um dos melhores de seus respectivos anos pela revisa Litera Livre. Tem 34 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco). www.facebook.com/Filoversismo.
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