esquina do Óbvio

Porque a genialidade está à esquina do óbvio

William Fontana

Pseudônimo literário do novelista, contista e ensaista Gerson Machado de Avillez, fotógrafo, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da autismo com dupla excepcionalidade (superdotado), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas e em diversos sites. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica), Academia Internacional de Literatura Brasileira número 408, UBE (União Brasileira de Escritores), Academia Independente de Letras (Ordem Scriptorium) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve mais de 50 contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Site CLFC, Conexão Literatura, Revista Literomancia, Creepypasta Brasil e nas antologias Arte do Terror: História e Apocalipse, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag e Louge. Autor de teorias filosóficas sobre o tempo e o Ethos, finalista de diversos concursos literários, tendo os contos 'O Poço' (2017) e ‘Inominável do Além’ (2018), 'Império de Tendor' (2019) e 'Assassino do 7' (2020) selecionados como um dos melhores de seus respectivos anos pela revisa Litera Livre. Tem 35 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções), 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco) e 'O Império do Tempo' (2021).

A Filosofia da Escrita

Mais que profissão, diferente de ciência mas como uma filosofia de vida, a escrita mais que uma vocação é uma arte que aspira a filosofia de vida dos quais o que aprendi e prático compartilho nesse breve artigo.


A arte da escrita ainda que envolvendo técnica como a ciência não atende seus critérios por envolver o aspecto subjetivo da criatividade humana. Talvez por esse motivo ser escritor não é profissão, mas filosofia de vida. Como o fato de queimarem uma placa mãe de seu notebook esse ainda assim escreve livros e dezenas de contos no celular, caso perca o celular escreve a mão. O verdadeiro autor usa as letras para expressar seu âmago em seus sonhos, anseios e modo de ver o mundo, como o pintor ou compositor a arte demonstra uma expressão intrínseca ao autor sendo parte mais indelével de si mesmo do que da ciência fria por métodos e técnicas exteriores e objetivas ainda que não tire o crédito de quem descobriu algo novo.

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Todavia critérios de isenção discernem claramente o relés preconceito e inveja de crítica embasada e bom gosto. Um crítico de futebol nem sempre é bom jogador pelo mesmo motivo de que o mero pedantismo gramatical não é prova da inferioridade de uma obra. Quanto mais hoje na rede onde qualquer um que escreve engomadinho se acha dono da verdade em condenar um talento, sendo se escondendo sob tentativas pseudopedagógicas ou meramente moralista ou ofensiva. Na verdade sempre medimos a envergadura de um talento, intelecto e criatividade por suas obras e frutos indissociáveis. Ao contrário do charlatão em sua ruidosa poluição informacional inchada que apenas intoxica, engana e sufoca a legitimidade do talento é medida não pela mera habilidade retórica e sofística de persuasão, o que difere um Adolf Hitler de um Albert Einstein, mas a capacidade dedutiva e preditiva tanto na habilidade de autenticidade o quão as provas da qualidade sempre serão refletidas na mera quantidade de imitadores a que influenciam. Disso fica clara a diferença entre o que se inspira e o que plagia de modo antiético e desdenhoso, a mescla referenciada de ideias onde a identidade da autoria de quem a faz prevalece ao contrário do autor menor que tenta apenas obscurecer e rebaixar a autoria do original.

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O bom autor basta a si mesmo, ou seja, não precisa se comparar para julgar-se maior ou menor, muito menos desdenhar alheios na incapacidade de supera-los, porém busca por bases de conhecimentos prévios, nos clássicos e obras de referência dos temas que ambiciona escrever uma base do que presta ou não, na sua formação de pensamento, estilo e identidade. Não se trata da mera leitura a esmo ante um mundo estagnado por excesso de informação, mas da busca e pesquisa sistemática por conhecimento substancial que preencha, não aumente o vazio como do grande número de demagogos que tem por roteiro todo guia de falácias. Sobretudo, livros de escritores e roteiristas de sucesso sobre a escrita como 'A Jornada do Escritor' de Christopher Vogler, 'Sobre a Escrita' de Stephen King são exemplos de quem apenas é sucesso de crítica tem posição para dar aula sobre qualidade. Similarmente àquele que busca escrever sobre ficção científica ou fantástica é versado em Philip Dick, Isaac Asimov, Arthur Clarke tanto como nos pioneiros, de Júlio Verne, Mary Shelley a Lovecraft. Outro aspecto é o que separa um autor sério de um mero tiozão letrado é a precisão do léxico e a substancialidade objetiva da gramática. Ainda que na filosofia o jogo de palavras tenha importância termos de duplo sentido, por exemplo, ficam bem apenas dentro de um contexto próprio e não generalizado e a esmo na dissociação objetiva e factual apenas a gerar ruído social. Por fim o ato da escrita se trata de um ato inacabado em si mesmo, o aprendizado constante na busca perfeccionista pelo melhor de si nunca se farta de si mesmo, mas está sempre insatisfeito com seus próprios textos como reconhecimento humilde de possíveis falhas ainda que autoconhecimento de sua vocação. O autor da seiva assim nunca acredita ter a posição final sobre o próprio escrito e ideias como um petulante dono da verdade, antes sabendo de sua condição humana sabe que pode errar e assim está sempre aberto tanto a críticas embasadas como a revisão como garantia aos olhos alheios de que seu texto atende critérios publicáveis.


William Fontana

Pseudônimo literário do novelista, contista e ensaista Gerson Machado de Avillez, fotógrafo, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da autismo com dupla excepcionalidade (superdotado), trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas e em diversos sites. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica), Academia Internacional de Literatura Brasileira número 408, UBE (União Brasileira de Escritores), Academia Independente de Letras (Ordem Scriptorium) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve mais de 50 contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Site CLFC, Conexão Literatura, Revista Literomancia, Creepypasta Brasil e nas antologias Arte do Terror: História e Apocalipse, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag e Louge. Autor de teorias filosóficas sobre o tempo e o Ethos, finalista de diversos concursos literários, tendo os contos 'O Poço' (2017) e ‘Inominável do Além’ (2018), 'Império de Tendor' (2019) e 'Assassino do 7' (2020) selecionados como um dos melhores de seus respectivos anos pela revisa Litera Livre. Tem 35 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções), 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco) e 'O Império do Tempo' (2021)..
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