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O futuro em rede

Fabio Colatto

Um agenciamento atômico em trânsito ou se preferir, matéria orgânica em deterioração, escolha você o que melhor me define

A quase sempre censurada arte de Keith P. Rein

Eclético artista norte-americano possui uma variedade de meios para executar obras que resultam em uma distinta combinação entre arte moderna e tradicional


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Imagine um coquetel artístico que combine técnicas tradicionais e digitais, acrescente a essa mistura uma pitada de cultura nerd junto de belas mulheres em situações bastante sensuais. Consegue visualizar o resultado?

Se sua resposta foi sim, parabéns! Como eu, você está prestes a se tornar mais um fã incondicional do trabalho de Keith P. Rein, artista um tanto excêntrico que carrega em sua bagagem um ‘mix’ de técnicas que variam entre o que aprendeu na faculdade de fotografia na Universidade de Georgia nos EUA e os freelas que executava como ilustrador.

Desde os tempos de faculdade sua visão arrojada já era motivo de polêmica entre amigos e professores. Sem muita preocupação com aquilo que os outros pensam sobre sua arte, Rein encontrou no trabalho a liberdade para incorporar sua marca particular de expressão.

Um processo demorado que requer muitas sessões de desenho, digitalização e impressão que no final revela uma combinação distinta de arte moderna e tradicional, associada a seu senso de humor irreverente que fez dessa empreitada até aqui, muito bem sucedida o suficiente para viver apenas disso.

A vida artística de Rein começou muito cedo, quando criança, inspirado pelo avô, se inscreveu em aulas de arte. A partir deste momento nascia aquilo que no futuro resultou em uma complexa técnica que usa camadas de ilustração gráfica sobre a fotográfia.

Essa peculiar característica em sua grande maioria corresponde a censura! Em quase todas as feiras que participa precisa colocar tarja ou algo do tipo nas imagens que estão sendo expostas. O que acabou dando origem a um jeito bem engraçado de censurá-las.

Com figuras de hot-dogs, sorvetes, pirulito ou até mesmo uma espiga de milho coberta por manteiga derretida foram algumas das maneiras bem humorada encontrada pelo artista para driblar os críticos, sem perder sua originalidade.

Seus trabalhos podem ser reconhecidos de longe, seja pela ousadia ou pelo slogan um tanto curioso, 'The P. is for penis'O P. é de pênis – frase originária de uma brincadeira entre ele e uma ex-namorada que questionava o motivo pelo qual o levavá a assinar suas obras sempre com P abreviação de seu segundo nome, o P. é de pênis, ressalta Rein

Apesar de possuir a melhor das intenções, sua arte digamos 'um tanto ousada' ainda pode ter um tempo difícil pela frente, diante daqueles que não veem seu trabalho com bons olhos. Particularmente falando, quero adquirir vários exemplares e você? Abaixo sua resposta pode mudar, divirta-se:

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Em entrevista concedita a revista VIP em Maio de 2014 Keith P. Rein, revelou dar asas a imaginação e desenvolver suas obras ao som do cantor canadense Jim Guthrie, o que me deixou bastante curioso. Ouvi vários álbuns e agora compartilho com vocês aquele que mais gostei, Children of the Clone.


Fabio Colatto

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