fábulas do mundo esquecido

Das artes da simplicidade aos mistérios da verdade

Gustavo Padilha

"- Que ousadia é esta de questionar uma verdade tão dita por muitos, por que de tanto absurdo?
- Ora, as respostas mudam a cada tempo. Tola é a pessoa que vive em uma verdade tão clássica e intocável quanto uma moderna de hediondas pesquisas e teorias".

A trama “insider trading” econômica de a Terapia de Risco

De que forma conseguimos aceitar, ou a resistir sem uma reação imediata, a uma mentira? Uma calúnia deferida a nós sem que sequer tenhamos pensado e realizado tal ação, e assim, passarmos a ser alvos de julgamentos imediatos, inconclusivos, e sem qualquer prova de tal acusação? Somos vistos com olhares distintos e cruéis que passa a atingir não somente nossa vida pessoal, mas como profissional, e vice versa. Uma fraude pode acarretar não só aquilo que o planejamento sucedido conseguirá, mas a acabar com a vida de uma pessoa. Como aceitar sem, ao menos, se defender?


Quem pode prever uma mentira, ou o passado, ou a tristeza? A maior previsão do comportamento futuro é o comportamento do passado”.

De qual maneira conseguimos resistir após uma grande mentira? Uma reação inquieta surgida após o descobrimento de um falso acontecimento em que, envolvido da mesma área de especialização de conhecimento, o faz ser julgado por algo que jamais pensou em fazer. Como o poder da injustiça de uma falsa acusação pode arruinar a carreira e a vida de uma pessoa, a medicina pode se tornar uma ferramenta fraudaria, tanto da carreira profissional e vida pessoal, como um plano de golpe financeiro, e é sobre isso que o filme trata.

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Embora os conceitos e os estudos da medicina mundial proclamem o investimento da saúde como um todo, que nada pode ser “gasto” em troca do benefício humano, não é improvável que por trás de grandes princípios possa existir diversas intenções com sentidos opostos. A máquina financeira mundial consegue ser tão importante quanto vidas humanas, que seu princípio ideal, para cada empresa, para cada banco, para cada país, possa ser legitimado com um retorno econômico de breve ou imediato. A ciência pode se tornar um clássico exemplo de alterações conclusivas de uso ideal. O seu destino acaba sendo mudado e aproveitado para outros conceitos opostos ao que o grupo realizador (físicos, químicos, matemáticos) se dedicou para a amostra dos fatos comprovados da possibilidade questionada. Uma questão sem resposta, após analisada, desenvolvida e concluída, se prova a existência de fato que nele foi buscado e encontrado a resposta das dúvidas questionadas.

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A área da saúde não escapa de tais conspirações tão faladas e levantadas por boatos mundiais, das desvantagens financeiras da cura, do tratamento, que são ocultas ou proibidas para a não falência de indústrias globais, como pode acarretar uma queda na economia de diversos países, principalmente dos emergentes. Tais segredos políticos e financeiros atuais não possui uma comprovação, uma prova de negligência aos princípios humanos á destinos financeiros. Os mistérios exteriores tão buscados pela área das exatas sobre a vida existente em outros planetas, galáxias desconhecidas com outros “planeta Terra”, são tão duvidosos quanto a ciência e a medicina.

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Jonathan Branks (Jude Law), doutor psiquiatra, formado em Londres mas desempenhando a função nos Estados Unidos, enquanto atendia um haitiano que fora preso por ter roubado um taxi, já comprovando ao oficial de polícia que a cultura de seu povo consegue enxergar seus entes familiares que faleceram em um curto tempo, atende uma outra paciente já internada. Segundo a perícia da polícia, Emily Taylor (Patricia Rooney Mara) havia tentado se suicidar jogando o seu carro contra a parede do estacionamento. O Doutor Branks então a solicita como nova paciente em seu consultório, para analisar o desespero de depressão que a culminou na ação. Em busca de informações da vida dela, ela conta que o marido Martin Taylor (Channing Tatum) acabara de sair da prisão, e que havia passado uma mudança drástica econômica pela prisão dele. Também disse que tivera outra médica para o tratamento da depressão, a Doutora Victoria Siebert (Catherine Zeta-Jones). Enquanto a receitava diversos antidepressivos, que possuíam reações diferentes em Emily, o doutor, após ter sido indicado pela doutora em testar uma nova droga, decidi tratar a paciente com a nova pílula no mercado, que estava tão comprovada e com melhores resultados quanto os outros medicamentos. Após dado a nova receita, Emily, em um distúrbio de sonambulismo, acaba matando seu marido na própria casa. As consequências da morte ocorrida acabaram disparando uma calamidade médica na mídia nacional, duvidando a ação de Emily e questionando o tratamento do doutor Branks. Como uma avalanche de notícias, o psiquiatra estava sendo alvo de diversos erros profissionais, como possibilidades de envolvimento pessoal com a paciente. A nova droga utilizada para o tratamento tivera o mesmo tamanho julgamento quanto ao doutor, fazendo ele perder os pacientes, como também uma má vista na medicina, tendo sido afastado de projetos de pesquisa em que estava já comprometido a fazer.

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Em uma pesquisa maior sobre o novo medicamento, descobrira que no artigo médico sobre a nova droga, Ablixa, pesquisado e indicado pela doutora, continha, em outros efeitos colaterais, o efeito colateral de sonambulismo. A partir disso que a trama suspeita começa. O doutor fica surpreso por descobrir o artigo e começa assim a investigar o caso, descobrindo que uma grande mentira pode estar sendo aceitada, e ninguém estar percebendo o que está sendo enganado. Logo, quando lhe é passado o crescimento de investimentos financeiros da marca concorrente do medicamento, após o caso do homicídio pelo consumo de Ablixa, se percebe o “insider trading” tão ocorrido no mercado mundial, como o exemplo duvidoso na queda das torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001. Antes do acontecimento, houve uma alta na compra de ações de companhias aéreas, que depois a United Airlines caiu em 40%, fazendo a concorrência faturar muito dinheiro. Conspirações e mistérios existem até hoje, mas até agora não fora comprovado, embora tivera investigações internacionais de alguns países.

Não é ilegal, achar que alguma coisa vai acontecer não é ilegal. Burlar a lei para que aconteça é outra história”.

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Neste longa metragem que demonstra os golpes de investimentos empresariais, envolvendo a grande concorrência industrial (neste caso, de medicamentos), clareia as formas de burlar uma lei para uma "consequência benéfica". Embora se trate de um plano simplório (não em enorme escala), demonstra que tais ideias podem se alastrar e criar falsas ações, ocultas, em um nível muito maior, que se arquiteta um plano econômico crescente e instantâneo de uma empresa, ou de um governo. Um filme completo e muito bem desenvolvido, não havendo falhas em qualquer ação dos atores. Além de mostrar a “falsa construção da trama econômica”, envolvendo fortemente a psicologia burlada, nos torna amplos de visão mercantil de como uma fraude pode ser feita de forma tão inesperada, de imaginação não levada em conta, que um planejamento tão elaborado e oculto pode trazer um grande crescimento econômico imediato. Os segredos de um aumento econômico e do enriquecimento podem estar ligados a casos julgados sem qualquer investigação por trás de um "claro" acontecimento.

"- O que nos faz humanos? O que nos diferencia, digamos, dos insetos? É a consciência. Uma consciência do que pensamos e do que fazemos. Se, por exemplo, eu estou com fome, eu tenho consciência disso. Então, eu vou até a geladeira e faço um sanduíche.

- Então está me dizendo que para ter intenção tem que ter também consciência?

- A consciência fornece o contexto ou o significado para nossos atos. Se ela não existe, então estamos basicamente funcionando como um inseto, que responde somente instintivamente, sem o pensamento sobre o que seus atos significam.

- Quer dizer então que essa parte que dá sentido à ação existe quando estamos dormindo?

- Não.

- Então, sem a consciência, como podemos acessar a intenção?

- Acredito que não podemos”. – Terapia de Risco “Side Effects”(2013).

Recomendação:

• Escuridão Invisível: Uma memória de loucura “Darkness Visible: A Memoir of Madness” - Autor: William Styrom.

Como uma neblina venenosa passando, na minha mente, me paralisando”.


Gustavo Padilha

"- Que ousadia é esta de questionar uma verdade tão dita por muitos, por que de tanto absurdo? - Ora, as respostas mudam a cada tempo. Tola é a pessoa que vive em uma verdade tão clássica e intocável quanto uma moderna de hediondas pesquisas e teorias"..
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