faíscas

Do simples ao complexo, do real ao abstrato e umas faíscas de ideias.

Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'

Sandman: Os Perpétuos e o Sonhar

Sandman ou Os Perpétuos, conta a história de uma família formada por Sonho (Morpheus ou Devaneio), Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio. Todos são reflexos de nós humanos e o que sentimos, ou vivemos. Suas histórias são bem entrelaçadas e com um certo sentido que vão além de viagens ao mundo e ao nosso subconsciente. A ideia de ter uma família responsável por cada coisa que interfere no Mundo e o fato todos possuírem uma personalidade, egos e passarem por problemas, nos leva a analisar esta temática com um olhar mais aprofundado. Sandman é um obra um tanto neo-psicodélica, em que abrange as nuances da nossa mente e testa nossos limites, fazendo com que nós nos debrucermos com anseios e aventuras aleatórias do intelecto da nossa mente.


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Criado por Neil Gaiman, eles não são deuses, mas sim entidades de seres vivos, responsáveis pela ordem no mundo real. Cada um é responsável por aquilo que os humanos vivem, e alguns deles até brincam com isso, como Desespero, Morte, Sonho em um dos capítulos da Casa das Bonecas, em que um homem pensa em se matar, o que origina uma aposta entre estes Perpétuos (Quem será que ganhou?). O que pretendo abordar aqui é a riqueza e nuances do que são as histórias de Sonho e os Perpétuos, são aventuras e viagens a mundos e realidades possíveis, com questionamentos ricos e um tanto, psicodélicos.

Para os leigos, Sandman é um prato cheio de impacto editorial, roteiro e imagens daquelas que vocês pára e observa por 5 minutos de tanto vislumbramento. As histórias tem como protagonista Morpheus, o rei do Sonhar, um lugar que todos seres vão todas as noites em busca de sonhos belos e realidades inteligíveis. Por pertencer a editora Vertigo e que é uma divisão da DC Comics, vários personagens como Doutor Destino, Batman, Lanterna Verde, John Constantine, entre outros aparecem nas tramas que se sucedem. Além disso, personagens como Caim e Abel, Lúcifer e outros seres dão ao enredo de Sandman algo sem limites, sem esquecer de ambientações que na maioria das vezes é no Sonhar, mas existe passagens em lugares como o Reino dos Céus, o Inferno, o nosso próprio Mundo etc.

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Uma dica para quem não sabe por onde começar, quais são a ordem das HQ's e deseja conhecer as história de Sandman é a Edição Definitiva que foi lançada um tempo atrás, no qual já existem dois volumes com capa dura, extras, etc, e um pouco sobre as histórias (um salve pra minha amiga Izabel que me apresentou), enfim, vale bem a pena.

Arrisco a dizer que Sandman é uma das melhores histórias que já vi, tanto pelos seus personagens, quanto seu enredo e arte. Só o fato de Lúcifer simplesmente fechar o inferno, expulsar todo mundo e tirar umas férias (spoiler) é um tanto diferente e nos faz refletir sobre este desfecho bem aí, imagina o que os demais capítulos abordam. Os diálogos arrebatadores e reflexivos, aonde aponta sempre para os nossos devaneios mais profundos são os mais presentes possíveis, com acompanhamentos de letras de músicas e elementos bem presentes no nosso mundo.

SandmanObvious_3.jpgEm pé: Morte, Destino, Sonho, Destruição, Desejo / Sentados: Desespero e Delírio

Lógico que o que foi abordado aqui é somente um ensaio do que é a riqueza desses contos, em que é possível ir das profundezas do inferno ao mundo possíveis do Sonhar. Personagens marcantes e as vezes uma batalha de egos nos mostra que aspectos mostrados em alguns capítulos são tão presentes no mundo real do que no mero devaneios da nossa mente. Sandman é sim digno de uma obra literária, pois possui elementos marcantes e histórias fascinantes, para deixar qualquer amante de leituras e imaginações simplesmente, apaixonado.

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Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'.
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