faíscas

Do simples ao complexo, do real ao abstrato e umas faíscas de ideias.

Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'

Algumas versões interessantes de músicas

Na música temos a possibilidade de nos desligar do mundo material de maneira que palavras as vezes não conseguem descrever isto. Músicas brotam a todo instante, podendo se tornar um clássico jamais esquecido, ou uma mera peça no enorme quebra-cabeça que abrange o mundo musical. A gente se perde, se encontra e muitas das vezes se deleita com a orquestra de instrumentos que ela nos transmite e releituras e versões sempre nascem, umas pra acabar com uma obra e outras para a nossa alegria, nos surpreender. Aqui vai uma singela lista de 5 versões de músicas que você tem o dever de conhecer.


Thumbnail image for Finger_Pickin___Good_by_Tonsatz.jpgFoto: Finger Pickin' Good por Tonsatz

Do Rock 'N' Roll ao Jazz, e eletrônico, algumas versões chamam bastante atenção não pela execução, mas pela sua proposta. E para um bom apreciador de música, é um prato cheio para um bate-papo numa mesa de bar entre os amigos.

5º lugar:

Que os músicos que compõe o Audioslave são uns monstros, isso todo mundo sabe, e é por isso mesmo que eles merecem destaque neste top 5. As músicas do Audioslave são vicerais e ricas, Show Me How To Live, Be Yourself e Cochise mostram muito disto, mas como estamos falando de versões, a que entra aqui é a versão de uma música do The White Stripes que reverberou pelo mundo, a música Seven Nation Army. Chris Cornell e cia souberam executar a música a sua maneira e procuraram deixar sua marca dela, por meio de arranjos na bateria como viradas e mais bumbo, no baixo com os graves da corda B (si) e os gritos na guitarra. Olha só como ficou:

*Seven Nation Army versão original*

4º lugar:

No artigo anterior sobre o Top 5: Músicas para o Fim do Mundo, citei o quão musicalmente a banda Deftones conseguiu chegar. Eles são responsáveis por uma das versões que até os próprios fãs do Duran Duran ficaram de queixo caído, presente na música The Chauffeur. A versão feita por eles é bem peculiar pelo fato de ter a pegada do grupo sem perder os traços da obra original.

*The Chauffeur versão original*

3º lugar:

O quarteto formado pelo Arctic Monkeys é responsável por músicas que apesar do pouco tempo de carreira já é hino pra muita gente, principalmente do público do indie rock. E eles provaram que são bons também em elaborar versões, prova disto é a versão de uma música da cantora que nos deixou em 2011, a Amy Winehouse. A música escolhida por eles foi You Know I'm No Good, em que com situleza e muito feeling eles souberam executar com maestria a música. A versão foi gravada em um programa na rádio BBC e ficou imortalizada entre os fãs tanto do grupo, quanto da cantora. Ficou curioso? Confere aí:

*You Know I'm No Good versão original*

2º lugar:

No segundo lugar, temos algo meio que ao contrário do 4º lugar, dessa vez temos alguém fazendo uma versão de uma música do Deftones. Navegando pela internet e pelo Youtube podemos encontrar de tudo, e um belo dia procurando vídeos me deparei com uma versão que particulamente me deixou de boca aberta, é a versão de uma música do Deftones chamada Be Quiet And Drive. A versão que os dois irmãos do vídeo a seguir elaboraram é simplesmente leve, viajante e de um ecstasy que faltam palavras, é um mix de nuances e alegrias que muitas das vezes ficam escondida no nosso subconsciente. A música original também passa isso, mas da maneira do Deftones. Enfim, confiram aí:

*Be Quiet and Drive versão original*

1º lugar:

Em primeiro ligar, temos uma versão bem interessante da música de abertura de Millenium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. No filme mais recente do David Fincher (Clube da Luta, Seven, A Rede Social), a música feita por Trent Reznor & Atticus Ross que já trabalharam juntos na composição da trilha sonora do filme A Rede Social, é sem dúvida sombria e intensa. A voz de Karen O (da banda Yeah Yeah Yeahs) consegue transmitir um tom desesperador ao clímax da abertura do filme, e assim faz com que a música chame atenção não pela falta de arranjos presentes na versão original do Led Zeppelin, mas sim por conseguir transmitir exatamente os elementos anteriormente citados de maneira hipnotizante. E se você, ainda, não tinha conhecimento desta versão, confira:

*Immigrant Song versão original*

Enfim, como foi falado no início do texto, no universo da música uma versão é só mais uma peça de um quebra-cabeça enorme e com certeza existem vários pelo mundo a fora. Então vamos curti-las sem esquecer das obras originais!


Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'.
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