faíscas

Do simples ao complexo, do real ao abstrato e umas faíscas de ideias.

Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'

Arquitetamos e controlamos nossa vida? Sei não.

Das coisas mais impressionantes e marcantes da vida, com certeza algumas delas são os baques e momentos difíceis pelos os quais, inevitavelmente, temos que passar no processo de subir os degraus ou amadurecer. Mas e aí, temos que nos ligar sempre em exercer o correto? Nos policiar se estamos agindo de modo verdadeiro? Como ouvi outro dia: “O destino é só um palpite”. Talvez nós estejamos apenas em busca de algo que muita das vezes não sabemos o que é, mas a grande verdade é que na vida real, a gente tem que respirar, se é que você me entende. Puxa uma cadeira e um café aí que vamos falar sobre viver.


1 - Don Corleone conversa com Jhonny Fontane.jpgVocês não vão acreditar se eu disser o que é. (Foto: Reprodução)

Tudo bem, nos habituamos e crescemos num molde e padrão de correr atrás dos nossos sonhos e ser, de fato, uma pessoa bem sucedida na vida. Quando falei de tornar tudo ao nosso redor em algo com mais sentido, questionei o fato dessa busca desenfreada por realização, entrega pro lado ruim e coleção de sentimentos ruins que se fazem presente no nosso querido dia a dia. Experimenta pensar/agir exatamente o oposto disso tudo, é incrível o mundo que se fará presente diante dos seus olhos.

Sempre, eu disse, sempre, buscamos alguém em que nos espelhar, seja nos nossos pais, estrelas do rock, aquele amigo sábio, com quem estamos nos relacionando ou aquele personagem do filme que você tanto gosta. Mas será que o caminho é bem por aí mesmo? Quando questiono isto, eu quero chamar atenção pra algo que está dentro de mim que redige este texto e pra você que está lendo na tela do seu computador, notebook, smartphone ou tablet: Você tem total controle das coisas que você vive? Sim, seus pais, amigos, caso, paquera, ex-namorado (a), chefe, colega de trabalho, professor da faculdade, etc?!

Eu sei, é uma pergunta difícil, e já adianto que, assim como qualquer pessoa, eu posso não ter a resposta, mas que vale a pena uma discussão.

O verbo controlar vem do latim: controlar - Conjugar (francês contrôler) v. tr. 1. Examinar, fiscalizar, inspeccionar. 2. Exercer o controlo de. 3. Ter sob o seu domínio, sob a sua vigilância.

Isto acima nos remete a ter tudo em uma aparente ordem, mas lembre-se: Desordem, também, se faz necessária na nossa vida. Controlar sentimentos, metas pra alcançarmos aquele sonho e tentar controlar a vida é algo bem complexo e ao mesmo tempo difícil. Somos cercados de pessoas pelas as quais nos relacionamos, e elas, assim como nós, têm seu mundo caótico particular. Parece loucura né, talvez.

Outro dia sentado numa churrascaria com alguns amigos levantamos uma conversa muito boa sobre vários assuntos interessantes, dentre eles o que estamos abordando aqui. Assuntos sobre como as coisas acontecem na nossa vida, quão loucas elas são e mais sábios ficamos com o aprendizado em que estamos submetidos. São situações, desafios e lições pelos quais valem à pena e mostram o sentido e o porquê estamos aqui, somos exploradores.

Thumbnail image for sylvester-stallone-rocky-balboa-wallpaper-for-1920x1080-hdtv-1080p-830-15.jpgA vida malándre, não é apenas existir, é viver! (Foto: Reprodução)

Exploradores sedentos por saber e querer sempre mais, numa fome de conhecimento e experiências. As pessoas sensatas fazem valer a pena cada momento pelo qual estão vivendo, tentam de tudo, buscam, caem, brigam, choram, sorriem e por aí vai, sabe por quê? Porque lá na frente ela vai saber exatamente lidar com aquilo pelo qual passou e com certeza um aprendizado se fez presente ali. Em outras palavras, evoluímos.

Entretanto, uma frase que vi uma vez me chamou muita atenção e desde então ela ecoa pela minha mente, eis ela: ‘As pessoas são muito loucas’. Sim, talvez sejamos pelo fato de estarmos habituados a nunca sermos satisfeitos com o que nos cerca e inquietos nós ficamos.

Por que somos tão escravizados pelo medo? Pelo novo? Pela mudança? Não é porque algo saiu da normalidade e não é mais a mesma coisa que o tudo acabou, pelo contrário, talvez algo novo tenha iniciado-se. Tudo tem um começo, meio e... fim? Isso é assunto pra outro texto.

Por fim, quero dizer que temos que encarar a vida como ela é, perceber que muita gente existe e poucas, bem poucas mesmo, vivem de fato. Somos mutáveis, adaptáveis, inquietos, curiosos e de eterna contradição (o que não deixa as relações não menos interessantes). Viver é isso: Não é arquitetar e controlar as coisas, é se equilibrar numa linha tênue de sentimentos e emoções inconstantes, em que não queremos o sentido da vida, queremos viver experiências.


Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'.
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