faíscas

Do simples ao complexo, do real ao abstrato e umas faíscas de ideias.

Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'

Uma dose de amor, respeito e tesão

Ah, o amor. Um sentimento capaz de fazer coisas inexplicáveis e ao mesmo tempo carrega a responsabilidade de nos levar aos extremos na jornada maluca que se chama viver. Em pleno século XXI, será possível mesmo viver esse tal amor?
Como vi outro dia em um vídeo do TED em que palestrante Antonio Veiga falou: "Nunca o amor da pessoa fica na mão do outro. Nunca alguém pode nos trair, nos abandonar e nos rejeitar. Só nós podemos nos trair, nos abandonar e nos rejeitar". Vamos amar, mas amar do jeito correto.


AmeliePoulain.jpg'Os tempos estão difíceis para os sonhadores', disse certo Amelie, mas os tempos mudam também. / Foto: Reprodução

Este texto é para os apaixonados, os que sentem frio na barriga quando pensam na outra pessoa, pros desajustados, pros que compartilham um mesmo sentimento. E que vão curtir uma companhia hoje (12/06) seja num jantar, troca de presentes ou, simplesmente, a presença de um na vida do outro.

Um relacionamento saudável parte do princípio de levar e receber algo de bom com a outra pessoa, pois existe um mundo de coisas ao nosso redor que nos chateia, e então, pra quê mais problemas com a pessoa que a gente diz que ama?! Se não vai bem, tem algo ilógico aí.

Acredito que para um relacionamento dar certo existem 3 pilares, que são: O amor, que é o melhor sentimento do mundo (me diz outro que consegue te levar da tristeza profunda até a alegria suprema?), o respeito (não mude por e para ninguém, foi esse jeito que fez nascer uma história) e o tesão (sexual, sexo é bom pra caralho, mas de propósito também, propósito do que sustenta uma relação).

Amar não é ele carregar a bolsa dela, e ela comprar cuecas pra ele, ou exigir atenção e saber o que um fez detalhadamente durante o dia, não é questionar se ele a ama mesmo, não é ela está linda demais pra sair, ela está linda pra você, ela não liga pra opinião dos outros, ela se importa com a sua. É ele elaborar piadas extremamente sem graça só pra tentar te fazer sorrir, é te acompanhar nos momentos de realizações e nos difíceis virar e dizer 'Calma, vai dar tudo certo!'. É compartilhar muitas coisas, mas não tudo, é vital cada um ter seu próprio mundo. A gente nasceu só, e não com a pessoa, beléze?

É agir como homem pra ter uma mulher ao lado, e não como menino orgulhoso e preso numa bolha pessoal de prazeres momentâneos que só as meninas irão entender. Em outras palavras, agir como homem é corresponder uma mulher, agir como menino é corresponder uma menina.

Thumbnail image for TheDreamers.gifHomem que é homem faz uma mulher feliz, mesmo sem ela entender a princípio. / Foto: Reprodução - The Dreamers

Em tempos que psicólogos passaram a virar peça quase fundamental na vida das pessoas, se relacionar com elas e, principalmente, com a que a gente sente algo nos remete a pensar se existe o tal amor e se podemos ser felizes mesmo com ele. Digo que sim, a gente não tá aqui pra buscar o sentido da vida, mas a experiência de estarmos vivos, viva ao invés de apenas existir. O tal amor a gente não procura, ele nos encontra.

Amar é curtir, sorrir, brigar, brincar, aventurar, desbravar, errar e, sobretudo, aprender. Depois de um tempo você não olha a pessoa apenas como namorado (a), olha diferente, olha como companheiro, amigo, pai, mãe, confidente, conselheiro, parceiro. E na boa, quando saudável, isso é massa.

Mas não esqueça: Pra amar alguém, você deve primeiro amar a si mesmo. É impossível dar amor sem ter amor próprio.

Que o amor que une duas pessoas não fique preso nesta data, mas que vire prática constante.

Não é ser romântico, é simplesmente curtir algo que nos faz bem nesse mundo louco de pessoas com pensamentos e sentimentos inconstantes. Valorizem as coisas que trazem sentimentos bons. Como vi na mesma palestra que citei acima: Se eu fosse um padre, agora tivesse dado um sermão e pediria para vocês dizerem "Amém". Mas como não sou padre e não dei sermão, eu só peço: Amem!


Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'.
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