faíscas

Do simples ao complexo, do real ao abstrato e umas faíscas de ideias.

Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'

Sobre o idiota que já fui

Porque falar bem de si e disparar frutos bons da nossa jornada é fácil. Difícil é nos encararmos com nossas incompletudes e lições que podemos tirar. E nesse meio tempo, algumas vezes, somos bem idiotas.


tumblr_mfmj9mjafo1qbskx5o4_500.gif De linha em linha vou escrevendo para lembrar as coisas que já fiz e me envergonhei, e outras as quais me orgulhei. E nisso vou indo de vírgulas, interrogações, exclamações e pontos finais enquanto o assunto dessa jornada for crescer e aprender.

De linha em linha, vou escrevendo para lembrar as coisas que já fiz e me envergonhei, e outras das quais me orgulhei. E, nisso, vou indo entre vírgulas, interrogações, exclamações e pontos finais, enquanto o assunto dessa jornada for crescer e aprender.

É incrível como vamos perdendo-nos entre rimas e entrelinhas da saga que é viver. Porque nossa vida inteira nós estamos indo e voltando, dia após dia.

Já choramos, sorrimos e nos embriagamos, disparando coisas que mais pareciam o ego vomitando do que algo pensado, e se realmente era significativo, porque nós temos que nos orgulhar disso e, de outras, nos envergonhar? Vai saber...

Simplesmente, confessamos questões nas paredes da morada que levantamos, , realizamos considerações e disfarçamos como quem não quer nada sobre o que realmente dói. Mas, por mais insuportável que essa dor possa ser, é graças a ela que agradecemos e dela libertamos um ser humano mais consciente, caçando cada detalhe real do que é se sentir vivo.

Tiveram aquelas vezes que éramos obcecados pelas novidades, aquelas que queríamos aventuras repletas de adrenalina, mas sem sentido algum, e, também, experiências supérfluas, situações inacabadas, corações despedaçados, desabafos necessários e amores acabados.

Sabemos que não somos santos, muito menos exemplos, nem modelos ou espelhos, porque ainda estamos nessa de se perder entre becos e vielas da vida, de parar e apenas respirar, de olhar e cuidar do que e de quem realmente vale a pena.

E vamos indo entre essas mesmas vírgulas, interrogações, exclamações e pontos finais, mas chega uma hora, apenas UMA, em que percebemos que, talvez, nunca vamos compreender tudo, e essa incompletude é o que nos faz ser quem somos.

Nossas histórias, apatias, confissões, o quanto fomos fúteis, dispersos, inacabados, tolos, mas estendemos a mão pra nós mesmos e nos vimos idiotas e advérbios similares, mas fomos com fé que poderia escolher o quer somos. E escolhi.

Tentaram tomar nossa fé, a realidade, a dor, o amor, a fúria, a certeza, a dúvida, a alma dilacerada e o coração apagado. Mas não tiraram minha consciência cósmica de que posso ser apenas um simples homem, com arquétipos e sonhos - bobos -, mas sinceros, que podemos compartilhar e, com eles, propagar sentimentos bons.

Inevitavelmente já fui idiota, mas busquei em mim mesmo não uma parceria com a malícia, mas a bondade de que a ingenuidade e a maldade não deixam mais você continuar no mesmo patamar.

'Has someone taken your faith? It's real, the pain you feel The life, the love You die to heal The hope that starts The broken hearts You trust, you must Confess Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?'

Texto originalmente publicado aqui!


Jonas Sakamoto

Jonas Sakamoto é descendente da Terra Nipônica, graduando em Jornalismo, guitarrista, cinéfilo, apaixonado por música e fotografia. Ás vezes viajante, mas segue a vida 'paciente, confiante, intuitivo'.
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