feminalis

Um pouco da essência feminina

Carlos Mion

Terapeuta neuropsicanalista e coach com ênfase em comportamento feminino, palestrante, escritor, neurocientista clínico, e advogado. Minha missão é utilizar o que eu sei para fazer a vida de alguém melhor. Assim tudo valerá a pena.

Manual prático de como ser uma vagabunda

E aí? Cansada de viver a vida pisando em ovos para manter sua imagem intacta, e mesmo assim, vez ou outra, vez ou sempre, ser tachada de mau caráter, promíscua, egoísta e sem valor?

 

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Nasça. Nasça mulher, ou pelo menos torne-se uma depois. Viva a sua vida, experimente, faça o que qualquer um pode fazer. Seja apenas você mesma. E não tropece! Se cometer qualquer erro. Pronto, essa vagabunda já está fazendo cagada.

Seja difícil, não fique com qualquer um, e quando alguém tentar ficar com você, a força ou não, resista, continue com a sua filosofia de vida e diga não quero. Pronto, essa vagabunda não quer ficar comigo. (Se você só quer permanecer com alguém legal, leia esse meu outro texto)

Seja fácil, fique com qualquer um. Se der vontade vá mais longe, explore seu apetite sexual, mesmo que seja favorável ou não a você. Encontre alguém, converse um pouco, transe com ele. Pronto, transei fácil com essa vagabunda.

Namore um homem egoísta e machista, dedique-se a ele. Submeta-se e respeite sua autoridade fictícia. Tenha apenas ele como exemplo de masculinidade. Converse e seja simpática com algum amigo seu que seja homem. Pronto, essa vagabunda já está dando moral pra esse cara!

Case-se. Viva intensamente a relação até perceber que o homem da sua vida é chato, rotineiro, sem graça, preguiçoso, egocêntrico. Sinta-se mal por isso e depois decida por romper o que não mais dá certo. Busque vida nova. Recomece. Pronto, essa vagabunda quer me largar depois de tudo o que eu fiz por ela. 

Seja mãe, por querer ou sem querer, mas seja mãe. Seja abandonada social e emocionalmente por aquele que contribuiu com tudo. Perceba que sua vida continua, e tem que continuar. Crie novas esperanças. Volte a se relacionar. Conheça pessoas novas. Pronto, essa vagabunda já tem filho, não presta para namorar. (Se você é mãe solteira leia esse meu outro texto)

Seja o que você for, seja o que você quiser ser, querendo ou não, a sociedade colocará você onde ela quiser. Não importa o caminho que você siga, a forma como as pessoas interpretam suas ações depende mais delas e da cultura em que estão inseridas do que do fato de você ter agido certo ou errado. É difícil, eu sei que é, mas o que eu tenho a sugerir para você, mulher, é que evite definir-se pelo que falam e pensam de você. Afaste-se de quem vive da máscara da santidade e possui atitudes de verme. Não é errado as pessoas terem opinião sobre o que é certo ou errado, bom ou ruim, o que é inaceitável é que essas pessoas queiram definir outras pessoas com base nos seus “achismos” e pré-conceitos mais primitivos. Não espere aceitação de ninguém, mas exija respeito sempre! Se você não fizer isso por você, pouquíssimos farão.

Se você for ligar para o que é que vão falar, você não vai fazer nada. Pior ainda se se culpar por uma culpa que não é sua. Resista!

NOTA IMPORTANTE:  Não sou feminista e não apoio qualquer grupo afim. É  uma escolha minha e espero que respeitem. O texto é uma crítica a tentativa secular de tentar padronizar e definir a vida alheia com base em experiências extremamente pessoais. Eu direciono-me a mulheres pois meu espaço aqui no Obvious é para elas. Isso em nada exclui o mesmo tipo de comportamento por parte das mulheres, na vã tentativa de achar que todo homem é igual. Não apoio qualquer frase do tipo: "somos todos alguma coisa". Seja você mesmo! Não inclua ninguém sem permissão, seja para o que for. Dessa forma, não disse que todos homens fazem isso, o que é óbvio, e também não excluí a parcela considerável de mulheres que fazem a mesma coisa contra elas mesmas. 

Aos que gostam de ofender nos comentários, deixo a seguinte citação de Nietzsche:

"Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno."

Vociferem à vontade.

P.S.: Sintam-se convidados para ler meus outros textos e me adicionar nas redes sociais. Os dados estão na descrição do autor.

 


Carlos Mion

Terapeuta neuropsicanalista e coach com ênfase em comportamento feminino, palestrante, escritor, neurocientista clínico, e advogado. Minha missão é utilizar o que eu sei para fazer a vida de alguém melhor. Assim tudo valerá a pena. .
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