Eunice Pimentel

Indiferença


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A ignorância, a frustração, a necessidade de pré-anunciar uma alardeada felicidade, são sinal de pobreza. Pobreza, neste caso, perigosa, porque de espírito, a que tolda os sentidos. Quanto mais ignorantes mais nos iludimos e acreditamos na prepotência da nossa própria (des)importância, existência, passagem, mera passagem existencial. Só há uma forma de lidar com a (des)importância de algumas almas em estádios inferiores de evolução: a indiferença. A indiferença raciocinada, naturalmente, aquela que distingue momentos e pessoas e sabe agir. Aquela que discerne. Existe um outro tipo de indiferença, a primitiva e cega, a que não discerne nada, a que tolda os sentidos e a razão. A essa devemos responder, sempre, com indiferença raciocinada, pois será essa, sempre, que nos encaminhará ao(no) caminho, à (na) Escada da Vida, à Paz Interior e paz interior é felicidade. Só é verdadeiramente feliz quem no caminho, degrau a degrau, encontra a Paz.


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