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Fotografia, cinema, literatura e o que mais der na telha

Fran Bubniak

Curitibana que não gosta de frio, fotógrafa que não sai bem em foto nenhuma e jornalista que odeia o lead. Olé

Edgar Allan Poe, uma Academia e um crime

Em "O Pálido Olho Azul", o autor americano é personagem de uma trama que envolve assassinato, sociedades secretas e vingança.


1000509261001_1852371187001_BIO-Biography-42-American-Authors-Edgar-Allan-Poe-SF.jpg Imagem: biography.com

Nunca imaginei que gostaria de livros policiais até ler Agatha Christie pela primeira vez. E, depois disso, achei que nunca leria uma história de crime tão intrigante até O Pálido Olho Azul, de Louis Bayard (Editora Planeta, 2007), cruzar o meu caminho. 432 páginas de um crime tão bem elaborado que até quem não gosta muito de suspenses não consegue parar de ler.

A trama acontece na Academia de West Point, no (imagino) charmosinho EUA do século XIX. O corpo de um cadete é encontrado. Pendurado. Com o coração faltando.

Não morreu de amor. Foi assassinado, e para solucionar o caso, um civil da região é contratado. Augustus Landor é um detetive famoso que vive nas redondezas da Academia para respirar o ar puro da região. Apesar de viver recluso, Landor aceita o caso e contrata um astuto assistente: ninguém menos que Edgar Allan Poe.

Landor e Poe, que logo demonstra seu aguçado poder de observação, estabelecem uma amizade profunda enquanto a investigação os leva a um universo de sacrifícios rituais, novos cadáveres e sociedades secretas. O final, que, é claro, não posso contar, é nada menos que surpreendente.

A descrição das cenas, tão cheia de detalhes, deixa claro que o autor teve um longo trabalho de pesquisa ao escrever O Pálido Olho Azul. Em alguns momentos, quase é possível sentir o cheiro das velas queimando ou das bebidas servidas nas tabernas, ou ouvir os passos pesados dos cadetes em marcha.

Para quem gosta de suspenses e histórias policiais, recomendo, e para quem não gosta, recomendo também. É sempre bom deixar a mente aberta para novas ideias.


Fran Bubniak

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