gincobilando

do espetáculo, há vida.

Arthur Krokovec

Mistura cósmica do lúdico e do lúcido. Escreve cartas para si mesmo e por vezes se esquece do remetente. Seria poeta, se não fosse o destinatário.

Da música que só as crianças sabem ouvir

Porque os nossos ouvidos já são muito atentos para isso.


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Falar de infância é mais que lembrança. É um tom diferente. É um tom feito dança.

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Mesmo se não for boa, a infância é “ingêna”. Que na pior das formas, dá na mesma.

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Infância tem cheiro de mofo. De porão sujo, suor e livro novo. Tem cheiro de choro alto e tem rosto de riso rápido

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Infância tem som de “manhê” e tem som de “paiê”. Infância é adulta bebê.

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Sua cor é amarelada. Parece que tava sempre quente. Parece que já nasceu gargalhada.

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Infância não se questiona. Se vive. E só. E mais nada.

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Infância não escolhe os amigos e não te magoa. Não quer magoar ninguém.

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Infância não mente e se mente; tudo bem.

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Infância não se preocupa. Nem em não se preocupar.

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Infância é uma nuvem que não busca formato. Que não quer uma razão pro mundo e nem pra estrelas no espaço.

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Infância é mais que razão, pois infância é abraço.

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Infância tem cara de gira-gira. De gostei ou não gostei. De peguei ou não peguei.

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Infância não tem rima, já é a perfeita métrica. Infância é sábia, nem sabe quanto tempo resta.

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Infância cativa e ensina sem nada em troca Infância não canta. Já é a música própria.

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Nota: As fotografias são amadoras e de autoria do próprio dono do blog.


Arthur Krokovec

Mistura cósmica do lúdico e do lúcido. Escreve cartas para si mesmo e por vezes se esquece do remetente. Seria poeta, se não fosse o destinatário..
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