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Regressar às origens... quando tudo falha

Luís Pereira

Chamo-me Luís Pereira e quero acreditar que o homem tudo pode. Só não consegue mudar a sua própria condição, de quem vai com Caronte. Só nos resta ouvir a prosa e a poesia da "nossa Grécia".

"Não sejas urso!", no Metro de Lisboa.

É cada vez mais diversificada e apelativa a exposição de imagens que é feita, nos dias de hoje, principalmente, no seio das cidades. Em torno de marcas, produtos consumíveis, outros derivados do capitalismo... Mas também há espaço para simples ideias, para fins bem cívicos, por exemplo.


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Teve início, no 2.º semestre de 2011, uma campanha de consciencialização das mentes lisboetas (e também nacionais), em torno do conceito de civismo e do seu contrário. O "anti-social" surge corporizado na figura do "urso", em diversas situações da vida quotidiana e tenta-se representar, com isto, o que não gostamos de ver ou sentir e que criticamos mas que, por vezes, por podermos não ter tempo para pensar sobre isso, acabamos por não nos lembrarmos sempre do que não gostámos ou sentimos. Pior, podemos acabar por infringir as normas de bem-estar social, da mesma maneira que outros que criticámos, sem nos apercebermos disso, indo contra a nossa própria crítica.

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É uma campanha que tenta reflectir, como se de um espelho autêntico se tratasse, os comportamentos e as situações que o ser humano, facilmente, protagoniza e que, em muitas das circusntâncias, acabam por dificultar a vida das outras pessoas. São, muitas vezes, pequenos gestos que fazem toda a diferença e que manifestam respeito pelo outro. Ao mesmo tempo, a "Metro de Lisboa" aproveita para promover a necessidade do uso deste transporte como solução para certas ocorrências comuns.

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Em si mesma, esta campanha esgota possíveis palavras com as imagens que expõe. Pode até pretender, principalmente, promover a imagem da entidade responsável pela acção de comunicação mas acaba sempre por apelar à consciência do indivíduo, sem magoar directamente. O urso é o culpado. Mas, com isto, até que ponto o "efeito distanciamento"da realidade, provocado pelos cartazes expostos, promove uma alteração dos comportamentos? E o risco de a ideia se perder com o aspecto estético dos cartazes ou até a própria invulgaridade do tipo de comunicação?

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Luís Pereira

Chamo-me Luís Pereira e quero acreditar que o homem tudo pode. Só não consegue mudar a sua própria condição, de quem vai com Caronte. Só nos resta ouvir a prosa e a poesia da "nossa Grécia". .
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