grecificar

Regressar às origens... quando tudo falha

Luís Pereira

Chamo-me Luís Pereira e quero acreditar que o homem tudo pode. Só não consegue mudar a sua própria condição, de quem vai com Caronte. Só nos resta ouvir a prosa e a poesia da "nossa Grécia".

Palavras?

O que dizer quando não temos palavras? E quando as queremos e elas menos parecem surgir? O que fazer se queremos definir algo mas que apenas a sentimos, mais uma vez, sem palavras?


A mistura entre o "naturalmente sentido" e o "racionalmente pensado" não deve ser menosprezado, principalmente, por ser imprevisível. Os efeitos no ser humano assemelham-se a uma sobrecarga eléctrica cujo previsível curto-circuito não se sabe se resulta em quebra pura e simples da "corrente" ou numa "explosão" de grandes dimensões. Tudo isto porque existem "indefinições" que nos emocionam e dão sentido à vida humana, em geral.

Existem formas de arte que acabam por ser um hino à nossa condição humana, cuja crítica pejorativa, quando a há, reveste proporções de atentado para o outro que ouve. Normalmente, o que mexe com as emoções não se fica no meio termo mas desloca-se, sim, para os extremos.

"A tua cara não me é estranha", "remake" português do programa espanhol, "Tu cara me suena", que passou na "TVI", canal 4 da televisão portuguesa, mais não pretendia ser do que um programa de entretenimento. Contudo, à custa do empenho e do talento humano, teve sucesso e revelou os efeitos que a apresentação pouco frequente e comum de certas formas de arte pode ter na sociedade. À custa deste programa, melhor se percebeu a diferença entre uma muito boa "performance" e uma autêntica "obra de arte". Só a emoção as distingue, o que passa, ou não, do limite superior do espectro racional para o espectro sentido.

Este artigo mais não pretende ser do que uma simples apologia da emoção e da sensibilidade que são essenciais para a "humanização" da vida das pessoas e para a percepção da condição humana, uma condição imperfeita mas que parece sempre cultivar o desejo (e o objectivo?...) de atingir a perfeição. Os vídeos demonstram o que resulta quando essa perfeição parece dar-se


Luís Pereira

Chamo-me Luís Pereira e quero acreditar que o homem tudo pode. Só não consegue mudar a sua própria condição, de quem vai com Caronte. Só nos resta ouvir a prosa e a poesia da "nossa Grécia". .
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