Vinicius Siqueira

Fascista desde criancinha

Quando O Muro Fala: As Pinturas No Muro de Berlim


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O colapso do comunismo do século XXI, simbolizado pela queda do Muro de Berlim, nos deixou muitas marcas sócio-político-econômicas, entretanto, também reservou uma parte de seu impacto para a arte. O muro ainda exibe as suas pinturas, as manifestações registradas num objeto que estava fadado a permanecer eternamente na história do ocidente.

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Pode-se ver na primeira pintura do texto, intitulada "My God, Help Me Outlive This Deadly Love", a figura de Brezhnev, secretário-geral da União Soviética, à esquerda, e Honecker, secretário-geral da Alemanha Oriental, à direita. Foi por ordens de Honecker que o muro foi construído, além de também ter sido uma de suas lei a "Befehl 101" - Ordem de atirar em qualquer um que tentasse atravessar a fronteira entre os dois Estados.

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Agora a obra mais objetiva sobre a queda do Muro:

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Com esta pintura de Boris Zaborov, chamada "Face A Face", conseguimos sintetizar a posição dos cidadãos da Alemanha durante a guerra-fria. Percebe-se que as setas acima dos personagens são constituídas pela cor do personagem do outro "lado do muro". As imagens opostas tem setas opostas com cores que se opõe às cores de cada sujeito caracterizado. O que isso significa? Reparem o movimento lógico das setas, sendo atraídas e atraindo os personagens correspondentes: o resultado é o encontro no meio da pintura. O encontro no muro, a unificação e a homogeneização. O quadro simboliza a vontade pela unificação do Estado e, por consequência, pela queda de diferenças entre as pessoas de cada lado do muro que, no início, não existiam.

É um símbolo daquilo que aconteceria "naturalmente". A identificação de ambos os lados da Alemanha, da mesma forma que um sabonete se fundi no outro, dentro da saboneteira do box do banheiro. A saboneteira é uma só, a Alemanha também.


Vinicius Siqueira

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