hepatopatia crônica

Close To The Edge, Yes (1972)

em Arte por em 17 de jul de 2012 às 05:39

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Lançado em 1972, Close To The Edge é o quinto álbum de estúdio do Yes, banda britânica de rock progressivo que é considerada como a representação perfeita do subgênero.

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O álbum é famoso não só por sua estrutura de músicas e seu conceito (o disco conta a história de um rapaz, Siddharta, em sua jornada de plenitude espiritual, onde precisa passar por diversas barreiras para total compreensão interna), mas também por ser o ápice da união da criatividade da banda com uma certa comercialidade em seu som. O termo “comercial” não é totalmente correto, pois não há como uma música com mais de 10 minutos ser de fácil consumo, entretanto, até este disco, ainda era possível escutar sem grandes dificuldades as harmonias sempre melódicas da banda.

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A primeira música, Close To The Edge, faixa-título, é a história resumida do alcance de uma verdadeira completude com o mundo pelo personagem principal, Siddharta, que se vê insatisfeito com uma vida admirada, entretanto, sem alegria vinda de seu eu. Arranja um emprego e se torna mais um homem tolo, mas não se mata quando a oportunidade e a consciência de sua mediocridade brotam. É no momento do suicídio que ele dorme e, ao acordar, concebe sua vida medíocre como uma vida passada, superada. Ele encontra a verdadeira plenitude espiritual.

Em And You And I Jon Anderson canta a sensação da perda da noção de tempo, portanto, da imortalidade, ao conseguir descobrir o eu e entender sua complexidade.

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Na faixa que eu considero a mais Rock, Siberian Khatru, o disco termina com uma música sem explicação aparente por parte da banda, mas que, tentando encaixar dentro do contexto do disco, se refere a um povo indígena na Sibéria que era muito ligado ao xamanismo, à noção de uma alma duo, que se desprega do corpo e eleva-se para um plano superior. Além de tudo, a letra também fala sobre as quatro estações – que todos os indivíduos precisam se aventurar para a plenitude total.

Reza a lenda que Jon Anderson e Stewe Howe dominavam todas as composições e, exatamente por conta disso, Bill Bruford deixou a banda para tocar com os rapazes do King Crimson, que o davam mais liberdade para composição. Outra peripécia de Bruford teria sido no meio de um ensaio quando, nervoso pela falta de atenção que o davam, jogou a caixa de sua bateria na parede para que o escutassem.

Abaixo a faixa título sendo tocada brilhantemente:


 

Artigo da autoria de Vinicius Siqueira.
Fascista desde criancinha .
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