horizonte distante

cinema, música e tudo aquilo que se pode avistar

Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro.

Cinema: A era digital no lugar da clássica película

O fim de uma era: o cinema em película é tomado pela era digital. Após uma década de transição, o primeiro grande estúdio de Hollywood decide encerrar as atividades do formato para aderir somente ao moderno.


88_1.jpgNo último fim de semana, a Paramount Pictures anunciou que está encerrando suas atividades em Hollywood com a técnica de filmagens através de películas. Começando pelo mais recente lançamento, e forte candidato ao Oscar 2014, O Lobo de Wall Street, agora todo o formato lançado pelo estúdio será de conteúdo digital. Apesar da Pramount ter sido o primeiro grande estúdio a sacramentar esta mudança, diversos outros já haviam notificado os distribuidores que isso ocorreria mais cedo ou mais tarde. O motivo? Dinheiro.

O início da transição dos formatos em película para digital começou a cerca de 10 anos, visando diminuir as despesas cinematográficas na Terra do Tio Sam. Uma cópia rodada em película custa aproximadamente 2 mil dólares para ser produzida e distribuída, enquanto o formato digital fica na casa de apenas 100 dólares. A diferença abismal entre os formatos já fez com que quase em sua totalidade os cinemas americanos aderissem ao formato moderno. Conservadores dizem que a mudança é necessária e prerrogativa, mas que se perde não apenas uma identidade visual como também a magia do cinema. Eles estão certos?

Impossível ignorar os benefícios trazidos pelo aumento da tecnologia nos últimos anos e nos mais variados campos, mas até onde esta mesma modernidade desconstrói um passado glorioso? A velocidade com a qual percebemos mudanças no cenário atual é realmente assustadora, e lidar sob as consequências acerca desse novo modus operandi é um trabalho árduo, impreciso e muitas vezes, desgastante. Todavia, por que não necessário?

Grandes blockbusters somente foram possíveis de serem produzidos na última década, graças este avanço – tanto na sua produção quanto comercialização. O consumidor/espectador, hoje pode desfrutar de uma jornada intensa em uma sala de cinema assim como no conforto de sua própria residência. Talvez, a identidade visual do passado ainda deva ser conservada, mas nem por isso devemos olhar para o “novo” de forma prejudicial. Película ou digital, aquilo que sempre foi determinante para o sucesso de um filme fora a sua história; a mensagem contada, ilustrada, vívida na tela e de um legítimo encantamento. Não por acaso, cada vez mais surgem apaixonados e atuantes na sétima arte.


Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro..
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