horizonte distante

cinema, música e tudo aquilo que se pode avistar

Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro.

Rumo ao Hexa? Os brasileiros ainda buscam o seu primeiro título

Cadê as bandeirinhas para o povo aplaudir? No país do futebol a Copa do Mundo apresenta os seus contrastes: obras atrasadas, sistema de transporte em constante greve e educação sem livros para educar. Mas e o futebol? Será que nem mesmo isto pode fazer o brasileiro sorrir por dias melhores?


brasil-campeao.jpg A Copa do Mundo no Brasil prestes a ter o seu pontapé inicial e os brasileiros ainda encontram-se por decidirem-se: torcer para a seleção ou protestar contra os inúmeros problemas? Há quem diga ser impossível realizar o feito de agir em ambas as vertentes. Qual o motivo da tamanha desconfiança na capacidade do brasileiro para discernir sobre aquilo que deve ser feito?

O futebol é intimamente ligado ao processo histórico nacional. Não são teorias, e sim, fatos. Ano de Copa do Mundo é ano de eleição, mas exacerbar que um título mundial é protagonista do descontentamento nacional por condições melhores? Fato termos uma bagagem que apoia essa pergunta, mas isso foi antes. Antes da internet, antes da efervescente globalização cultural e social, e principalmente, antes dos acontecimentos de junho de 2013. Hoje, não nos cabe mais o discurso de vítima frente conspirações televisivas. Ao gigante não basta acordar, mas também saber reconhecer a força pulsante dentro de si para avaliar, filtrar e refletir sobre toda e qualquer informação recebida. É um caminho fácil? De modo algum. Necessário? Sem sombra de dúvida.

Enquanto os gringos chegam ao país apenas para torcer, temos a difícil missão de nos dividirmos entre uma paixão universal e o dever cívico de lutar por nossos direitos. Podemos fazer ambos com sabedoria. Ir contra 11 jogadores correndo atrás de uma bola não é protesto. É birra. Ninguém deve consumir futebol. Não é serviço obrigatório. Mas explique como não gostar para alguém que foi ao Maracanã em um domingo qualquer?

No fim, vivências experimentadas e particulares de cada indivíduo. Quanto aos protestos? Ordenadamente e legitimamente devem continuar, mas não por oportunismo da competição, porque a Copa vai acontecer. Gritemos alto todos os dias do ano. No Pós-Copa, nas urnas, na hora de escolher algo para assistir na TV, ao escolher um livro, filme, música. Vamos brandir de bom senso na hora de pedir licença, respeitar o espaço do outro. Vamos transbordar sorrisos nessa merda que estamos submersos, mostrar aos gringos e a FIFA a razão maior pela qual somos Penta – a descompassada sintonia apaixonante de ser brasileiro. Rumos ao primeiro e mais importante título: Taça Orgulho de Ser Brasileiro.


Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro..
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