horizonte distante

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Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro.

Skank: uma banda nacional que abraça todos os públicos

Depois de um jejum de 6 anos sem músicas inéditas, a banda mineira retorna aos holofotes com um disco maduro, mas sem deixar os hits inspiradores de outrora de lado. O Skank novamente prova o seu valor para figurar entre uma das bandas nacionais mais importantes da história.


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Após seis longos anos sem lançar um álbum de inéditas - o último foi Estandarte (2008), a banda mineira Skank está de volta ao cenário nacional. Velocia é o novo álbum de Samuel Rosa (vocais e guitarra), Haroldo Ferreti (bateria), Henrique Portual (teclados) e Lelo Zanetti (baixo), que chegou às lojas nesta semana.

O jejum de novas canções justifica tanta espera, o Skank novamente consegue realizar um trabalho que abraça todos os públicos. São 11 faixas bem trabalhadas e com participações especiais, seja no estúdio ou apenas nas composições, incluindo BNegão, Nando Reis, Emicida, Lucas Silveira (Fresno), Lia Paris (considerada uma promessa da cena de São Paulo para 2014) e o sempre parceiro de Samuel em todos os álbuns, Chico Amaral. O resultado? Velocia parece um disco diferente em cada faixa.

Começando com "Alexia", que encaixa perfeitamente em um clima de Copa do Mundo, seguido por "Multidão", música forte e com uma letra discutindo diversos problemas sociais, muito em reflexo dos últimos acontecimentos no país. A terceira faixa, "Do Mesmo Jeito", é um hit puro. Melodia e letra encaixam-se perfeitamente para casais e amigos cantarem em plenos pulmões, característica crucial do Skank, que como poucas bandas nacionais, sabe fazer uma música fácil de tocar em rádios, mas sem perder a qualidade de uma letra sentimental e entusiasmante.

Todavia, Velocia não é composto apenas de hits. Como citado anteriormente, cada canção remete a estilo diferente e com uma mensagem diferente. Foi o caso de "Aniversário", "A Noite" e "Rio Beautiful", construídas de arranjos muito bem trabalhos e que a princípio, talvez soem estranhas em uma primeira ouvida. Ainda assim, tudo partindo dos elementos inovadores para propiciar novas experiências aos fãs. Mas em "Ela Me Deixou" e "Esquecimento", Samuel e cia. mostram o selo Skank de qualidade. Nessas duas, certamente você se recordará de trabalhos anteriores da banda e antigos sucessos. "Périplo", "Galápagos" e a faixa que encerra o disco, "Tudo Isso", mostram o amadurecimento de uma banda que completa 23 anos de estrada chegando ao nono disco de estúdio.

Parte importante da história da música nacional, reconhecida internacionalmente, o Skank é o tipo de banda que você pode até não gostar, mas se dedicar alguns minutos para ouvir, e não somente escutar os seus trabalhos, reconhecerá o esforço ímpar do quarteto sempre estar realizando algo diferente, ou seja, longe do mais do mesmo tão presente no cenário musical atual.


Guilherme Moreira Jr.

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