horizonte distante

cinema, música e tudo aquilo que se pode avistar

Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro.

O Pêndulo

Porque a vida é muito mais que meras escolhas. É o exercício constante de edificar formas, pensamentos, ideais e principalmente, sentimentos.


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Escolhas não são fáceis. É difícil reconhecer que realizar uma escolha significa abrir mão de um outro caminho. Na atual urgência do mundo no qual vivemos, a sensação de estar de mãos atadas acabou tornando-se mais evidente. Diariamente somos jogados num furacão de escolhas e temos pouquíssimo tempo para ponderar sobre elas, e talvez, escolher aquilo que de fato nos deixaria satisfeitos. Plenos.

Ainda assim, enxergo ser possível edificar tais escolhas. Por mais momentâneo e agressivo que seja o ímpeto da vida lá fora, nossas perdas não devem ser tratadas como obstáculos. Faz-se necessário crer que a perda de um presente pode gerar novos futuros. Novas escolhas. Acorrentar-se ao passado que poderia ter sido é também privar-se de um novo começo. Certamente não é prazeroso assumir uma perda, mas quem pode sacramentar existirem caminhos mais fáceis? Existem sim, caminhos menos tortuosos, mas mais fáceis? Penso ser bem diferente.

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De qualquer modo, a inabilidade de fazer escolhas é o maior obstáculo. Trabalhar com o agora no lugar do "se". Escolha. Agir e não reagir. Não existe garantia da melhor escolha para nada, absolutamente nada daquilo que venha a escolher, mas continuamos. Escolhemos porque toda escolha implica em perdas, mas também implica em ganhos inorgânicos como viver em paz consigo.


Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro..
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