horizonte distante

cinema, música e tudo aquilo que se pode avistar

Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro.

Enamorar-se

Convencional ou através da tecnologia? Relacionamentos podem surgir em diferentes caminhos, mas talvez seja através do palpável que possamos vir a definir gestos, importâncias e sentimentos.


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Com o crescimento exponencial da tecnologia, hoje não é difícil encontrar redes sociais das mais variadas. Para trocas de experiências, amizades, mas principalmente, relacionamentos. Até que ponto o ser humano encontra-se em uma escala de carência para recorrer para tais meios? Será que é tão difícil obter algum tipo de ligação entre mentes e corações com outro ser humano sem ser por estradas digitais?

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Obviamente, existem inúmeros casos de sucesso por esses meios, mas a busca em alguns caminhos podem apresentar resultados tão refinados, que para muitos, resistir não chega a ser uma opção. É o simulacro dos relacionamentos. Gostos e características dispostas por ordens, subtraídas em categorias que podem espantar até o mais seletivo dos corações. Transpor escolhas naturais no cotidiano é complicado. Eu sei. Percorremos o tempo diário e ainda assim chegamos ao veredito de termos falta de tempo para conhecer o outro. Seja trabalhando, estudando ou muitas vezes, ambos, o exercício da paciência para admitir ceder horas da tão sagrada rotina para simplesmente mergulhar no desconhecido é quase um ultraje.

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Todavia, existem aspectos intangíveis nas relações humanas que nem mesmo a tecnologia pode antever: o medo ingênuo do discurso: “Como vou falar com ela? Será que ela tá reparando em mim? Não. Definitivamente ela é a mulher mais linda que vi essa noite”. Perguntas inerentes submetidas à repostas incalculáveis até mesmo para um sistema de busca. Você pode conhecer alguém especial cruzando o quarteirão, bebendo com amigos na happy hour, escolhendo um DVD na locadora ou mesmo no trajeto dos coletivos usados para chegar a qualquer destino aleatório. Imprevisibilidade. A sensação de o novo poder surgir diante da sua frente e te deixar paralisado, transpirando, sorrindo.

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A vida não é um filme, certamente. Por mais que venhamos a imaginar o momento ideal, mudando o trajeto dos olhos para conhecer “a pessoa”, por exemplo. Mas também a vida está distante de ser essa relação impessoal provocada pelo boom tecnológico. Ela aproxima, seleciona, mas não impera sobre o mais crucial nas relações humanas: o calor de dois corpos ocupando o mesmo lugar no espaço. É possível, sabia?


Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro..
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