horizonte distante

cinema, música e tudo aquilo que se pode avistar

Guilherme Moreira Jr.

Um inquieto sobre o viver e o estar. No cinema, na música ou em qualquer outra janela. Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro.

Uma preciosidade chamada Pato Fu

Com 22 anos de carreira, a banda mineira retorna após um hiato de 7 anos sem músicas inéditas com o álbum “Não Pare Pra Pensar”, o décimo da rica história da banda.


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O Pato Fu há muito tempo conquistou o país com suas letras diversificadas, suas melodias envolventes munidas de uma guitarra poderosa e é claro, da voz inconfundível da vocal Fernanda Takai, que até então, quebrou diversos paradigmas com a sua desenvoltura e personalidade para uma banda de rock alternativo.

Não Pare Pra Pensar” é o décimo disco da banda, mas o primeiro de músicas inéditas em sete anos, o último havia sido “Daqui Pro Futuro”, de 2007. De lá pra cá, a banda lançou o aclamado “Música de Brinquedo” em 2010, trabalho que até hoje rende inúmeros shows para Fernanda, John Ulhoa e cia., além dos trabalhos solos da própria Takai.

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Contendo 11 faixas, Não Pare Pra Pensar é mais uma vez o Pato Fu no auge, mostrando que o rock nacional está distante de ficar sem representantes à altura. O álbum começa com o hit “Cego Para as Cores”, que pontualmente diz: “Abra os olhos, volte a respirar”. Se isso não é um presságio das músicas a seguir no potente álbum, ao menos leva o ouvinte para mais uma jornada musical da banda. Ulhoa é o principal compositor da maioria das faixas e até comandou os vocais em duas faixas, sendo “Ninguém Mexe Com o Diabo” a mais simbólica. O único cover do álbum foi uma releitura para “Mesmo Que Seja Eu”, sucesso de Roberto e Erasmo Carlos.

Sons definidos e definitivos, o Pato Fu permanece fazendo aquilo que sabe fazer melhor: música com sentimento e autoridade. Confortáveis e conscientes da sua carreira, a banda inova sem perder a essência e transita entre pilares musicais de encher os ouvidos. Letras que vão desde relacionamentos até filosofia, a banda mineira é daquelas na qual a identificação é suave e rasgada ao mesmo tempo, e mesmo quando absorvidas na tristeza, suas músicas amenizam dores, no formato agridoce, mas sempre através de caminhos inesquecíveis.


Guilherme Moreira Jr.

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