fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia

Arnaldo Baptista da pós-tentativa

Um ser fantástico, ainda mais artístico, que voltou à vida graças ao amor de mãe e às novas criaturas em sintonia


Loki

Arnaldo Baptista, depois da tentativa de suicídio, ganhou uma fala mais amena, um comportamento mais ameno e ainda mais artístico. Se antes ele já tinha um mundo só dele, depois da decepção com Rita Lee criou um mundo ainda maior. Recluso, foi tido por Sean Lennon como o Syd Barret brasileiro.

Lucinha se tornou uma mãe, um braço direito, daqueles que não falham quando o cansaço vem. Kurt Cobain o admirava, admiração que acabou se estendendo aos fãs do Nirvana, que procuraram saber quem era o virtuoso ídolo do frontman. Zélia Duncan mal podia acreditar que dividia o palco com o criador dos Mutantes, banda adorada até mesmo na terra dos Beatles.

O andar mudou, a infância encontrou retorno e Arnaldo Baptista é uma lenda viva que vive no seio da natureza. Ele se tornou, ainda mais, um ser fantástico que, de quando em quando, dá o ar da graça. Falar de Arnaldo, para um público seleto, é falar de algo sagrado. O Loki é uma espécie de gênio, um imortal que alcançou um pedestal de onde jamais vai sair.

Os novos fãs trouxeram Arnaldo de volta à vida, assim como o novo amor. Mas algo morreu com a depressão, com o quase-suicídio, com a perda de Rita. Alguns detalhes, algumas pinceladas mais rígidas.

O que ficou foi um amor maior, às crianças, aos idosos e aos animais, um respeito e um carinho mais nítidos e uma inteligência de um nível acima. Ele está em uma sintonia só dele, alcançada por alguns seres fantásticos que, como ele, conhecem mais das coisas surreais que fazem a vida mais inspiradora.

Os Mutantes

wallpaper-ambrosia-rock-os-mutantes.jpg


fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia.
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/musica// @destaque, @obvious //fabita