fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia

Os 55 anos de Cazuza

No dia 4 de abril, um dos maiores compositores da música brasileira faria aniversário


Cazuza

Amanhã, dia 4 de abril, Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, completaria 55 anos. Ariano, poeta urbano e exagerado, Cazuza parecia eterno. E é. Morto pela doença do século (deste e do anterior) em 7 de julho de 1990, o vocalista de rock com um pezinho no samba ainda move uma legião de fãs.

Já ele era fã de um cantor de nome Angenor, mais conhecido como Cartola. Cazuza, ainda no Barão Vermelho, cantou a tristeza tão bem representada por Cartola, e foi criticado. Era um artista de faces múltiplas, que respirava poesia e inconsequência.

Supervalorizado no Brasil, Cazuza, desde muito cedo, conheceu o mundo e fez dele o seu quarto. Queria experimentar tudo, desinibido, gritão e transgressor. O menino bonito do Rio, de pele bronzeada e de grandes cachos, não deixou a vida passar, mesmo em fase terminal. Queria estar rodeado de amigos e de ondas, queria estar na roda e ainda falar mais alto.

A magreza excessiva, a cabeça envolvida na bandana, a voz cavernosa, a composição ideológica, por vezes contendo ateísmo, egoísmo e outros ismos, a postura cruel e libertária e tudo o que lembra Cazuza permanece intacto na lembrança dos brasileiros, dos diferentes ritmos e apreços. Cazuza foi e é um ícone e, para quem não gosta, lança ainda hoje um “baby suporte”, descarado e estridente.

Cazuza


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Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia.
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