fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia

Sensualidade, por favor, e uma boa dose de inocência

Pin-ups, as “garotas do calendário” que arrancam suspiros sem o apelo da vulgaridade


Pin-up de Gil

Os homens as desejam. As mulheres querem ser elas. As pin-ups transpiram uma sensualidade inocente que já estampou calendários, revistas e sonhos, proibidos para menores. Do desenho à fotografia, elas atravessaram avassaladoras as décadas, ultrapassando até mesmo o limite entre os séculos XX e XXI.

Entre os grandes nomes conhecidos pelo estilo, está o virtuoso Gil Elvgren, clássico ilustrador americano, especialista em retratar o ideal de mulher de seu país, Estados Unidos. Influenciado por ilustradores como Charles Dana Gibson, Andrew Loomis e Chandler Christy Howard, Elvgren também sofreu grande influência da Escola de Brandywine, fundada por Howard Pyle.

Digam o que disserem, as pin-ups da década de 1950 são muito mais encantadoras, saudosismos à parte. Hoje, é comum ilustradores, munidos de programas como o Illustrator, repaginarem as chamadas “garotas do calendário”. Além disso, as pin-ups ganharam o universo da fotografia e se tornaram um estilo de vida. As divas da cultura pop estão na pele dos adoradores da body art, principalmente dos apreciadores do estilo old school.

Uma das vertentes deste estilo são as plump pin-ups, ou seja, as pin-ups cheinhas e, por vezes, desastradas, como é o caso da famosa Hilda, uma pin-up ruiva, gordinha e toda atrapalhada, que apesar de estar longe do padrão desejado por muitas mulheres, preserva com toda a força o seu lado diva.

Hilda


fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia.
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