fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia

O primeiro romance de Silvestrin

Após 10 biografias, autor resgata pensamentos do tempo de estudante em uma obra de aventura, história e amor


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Ele entra no jornal com um livro reluzente, cuja capa remete às paragens europeias. Uma obra com toda a pompa de profissional, escrita por um contador com veia literária. Alvirio Silvestrin apresenta o seu primeiro romance: “Os Sinos de San Silvestro”, de 2012. O primeiro romance, mas não o primeiro livro: já foram 10 biografias de importantes figuras elitistas, escritas entre os anos de 1970 e 2012.

Quando indagado sobre quando contará a história de uma pessoa “comum”, ou seja, que está longe de integrar a elite, Silvestrin responde: “quando escreverei a minha história.” O autor comenta que aprecia a humildade e que não tem, nem nunca teve, o sonho da grandeza.

O filho da cidade gaúcha de Serafina Correa, nascido em 28 de abril de 1942, é especializado em colonização italiana. Carrega desde pequeno a paixão pelos sonetos, publicados com regularidade em um importante jornal da capital Porto Alegre (RS), o Correio do Povo. “Era aquele jornal grandão, standard”, conta. Silvestrin adotou o Oeste do Estado de Santa Catarina de 1964 a 1996. Agora, se dedica à vida de escritor em Balneário Camboriú (SC).

A formação em Contabilidade lhe rendeu empregos na administração pública, onde foi, além de contador, secretário de prefeito. Também foi assessor de Comunicação Social da antiga Secretaria do Oeste. Um autodidata que ama a leitura, em especial Alexandre Dumas Filho e o rebuscado Érico Veríssimo.

Aos, 72 anos, Silvestrin conta que o desejo intenso de tornar-se escritor surgiu quando morava em Coronel Freitas (SC), a partir do interesse profundo de registrar a vida de Frei Helvico Meyer. Assim, publicou no ano de 1970 a obra “A Cruz da Estrada”, tendo arcado com as despesas de quatro mil exemplares.

- Qual é a importância que o senhor vê nos escritores, que fazem livros com a intenção de preencher o mínimo tempo livre que as pessoas possuem hoje em dia?

- Eu vejo muitos problemas. O primeiro grande problema é que são poucas as pessoas que escrevem e o segundo é que o povo não está habituado à leitura. Têm muitos que compram o livro, mas já dizem de cara que não vão ler. É uma pena. Mas o grande problema mesmo é o Governo Federal com o tal de PAC, que sai muito caro. É uma fortuna mandar um livro como este para o Rio de Janeiro.

“Os Sinos de San Silvestro” é uma obra permeada de aventura, história e amor, que conta a luta de Luciano Andreatta, que descobre um triste feito da inquisição. “A ideia foi escrever aquilo que eu pensava no tempo de estudante, há 50 anos. Ele parte de um fato histórico, a invasão francesa no Norte da Itália, e a partir dali surge a minha criatividade em cima daqueles locais, daquelas vilas. É um romance profundo. Quem leu, adorou.”

Serviço

Onde comprar: Livraria Educativa em Chapecó (SC)

Contato com o autor: (47) 8408-0770 ou (47) 3366-0085


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Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia.
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