fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia

“No rádio, é preciso ser inovador, é preciso ser criativo”

Super Condá completa 38 anos de história e Lang fala dos velhos e dos novos tempos da emissora


tumblr_l5t4r5XUdu1qc18a3o1_500_large.jpg

Ainda vivo na memória de Alfredo Lang está o dia 9 de julho de 1976. Foi neste dia que a então Rádio Índio Condá entrou no ar. Fundador, Lang fala um pouco dos 38 anos de história da rádio, hoje Super Condá. Quem liga o rádio na frequência 610 da AM ou acessa o site da empresa, costuma encontrar formadores de opinião que, segundo Lang, preservam a imparcialidade, tão debatida dentro do meio jornalístico. E jornalismo é o que move a Super Condá.

Em 38 anos de trajetória, muitos foram os dias marcantes, vividos próximosao povo chapecoense. A maior magia do rádio, nas palavras de Lang, é a instantaneidade. O rádio, de acordo com ele, é um meio que fugiude dois possíveis enterros e agora escapado terceiro: a FM, a TV e as redes sociais.

Gaúcho de Getúlio Vargas, Lang trouxe um pouco do Rio Grande do Sul para a programação e para as atividades da rádio. O advogado chegou em Chapecó no ano de 1970 e fundou, em 1976, um novo veículo, algo que era inimaginável na época, já que outra rádio já existia na cidade. Mesmo que tenha contado com a experiência, pois foi dono de uma rádio em Getúlio Vargas, a Rádio Sideral, encontrou desafios pelo caminho na Cidade das Rosas.

“A Rádio Índio Condá quebrou o padrão e não foi nada fácil. Ela entrou no ar com uma proposta inovadora, com uma programação diferenciada,”, comenta. Na saída dos colégios, lá estavam os repórteres da Índio Condá, munidos de gravadores gigantescos, mais conhecidos como tijolões. Era hora de romper as tradições e revolucionar.

Vieram campanhas de jardinagem, gincanas e mateadas. “Fizemos uma campanha de jardinagem em Chapecó, conhecida como a Cidade das Rosas. A campanha foi útil porquea cidade não tinha mais rosas. Cada escola podia cadastrar até cinco jardins. Flores foram plantadas nos canteiros da cidade. Foram atividades como essa que promoveram um despertar na cidade, pois tiveram grande movimentação.”

No ar, programas de auditório ao vivo encantavam a audiência, em um tempo em que a televisão não era tão acessível. Alguns programas ganharam destaque, como o “Retrato do Pago”, que trazia ainda mais o tradicionalismo gaúcho para Chapecó, e o “Linha Direta”, programa que Lang tem há 30 anos. Com os festivais, foram descobertos novos artistas.

“No rádio, é preciso ser inovador, é preciso ser criativo, para que o rádio não morra.” Por este motivo, a Família Lang não parou no tempo. Na FM, surgiram a Oeste Capital e, recentemente, a Sonora. Ainda hoje, a Super Condá se dedica aos projetos desenvolvidos em prol da comunidade que, no ar, tem a possibilidade de falar dos problemas enfrentados. “Temos o retorno, o reconhecimento, a manifestação do ouvinte. A interação que se mantém nos deixa enaltecidos.”

E é no "Estúdio Condá" que os debates acontecem. “Temos competentes colaboradores que, com graciosidade, contribuem com a emissora.” Esporte e política são assuntos que não faltam na pauta da rádio, emissora que se prepara para uma mudança. Em breve, fará a migração da AM para a FM, por conta de umaalteração na legislação. Na FM, possivelmente, conforme estudo preliminar, a Super Condá estará na frequência 78.3. Na 610 da AM, ainda poderá operar concomitantemente por cinco anos.


fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia.
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// @destaque, @obvious //fabita