fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia

Homem de lata


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Era uma vez um homem de lata. Ele não tinha coração, mas conheceu uma menina e ganhou o que tanto lhe faltava. Ops, eu conheço esta história! Há meio ano, logo que a primavera havia começado, conheci um homem assim. Homem é uma palavra forte e o define. Sim, ele é um homem, embora de pouca idade. A primavera passou, entrou o verão e agora chegamos ao outono. O inverno ainda não chegou em nossas vidas, mas, quando ele chegar, estarei preparada para esquentá-lo com todo o meu amor, com direito a chá, colo e cobertor, para que ele jamais fique doente de frio, que só é realidade quando há distância. A distância é o que faz com que o frio chegue. Ela é a condição primordial do frio. E, depois que ganhou um coração, meu homem de lata não passou mais frio. Ele se tornou um ser humano imenso, lindo, digno de orgulho. Se eu pudesse, faria um contrato com as forças do universo para que jamais me separasse dele, para que a nossa história jamais encontrasse um fim. Mesmo que um dia sejamos apenas pontos luminosos em algum lugar do espaço, que o amor nos embale e nos inspire a dançar uma dança cósmica que, de longe, fará as crianças pensarem que os silfos realmente existem...


fabita

Jornalista, amante de literatura, cinema e filosofia.
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