ideias de guerrilha

Um arsenal de ideias contra a resistência do ócio

Eduardo Silva Ruano

Redator na Obvious, Whiplash e La Parola. Sempre buscando novas inspirações para transformar ideias em palavras

Os 14 Principais Motivos Para as Pessoas Não Responderem Suas Mensagens

Você fica nervoso(a) quando manda mensagens para alguém, e parece que a pessoa não dá a mínima importância? Saiba que o problema pode estar em você (ou então no senso de urgência). Veja os 14 motivos que o farão aceitar mais e se frustar menos quando suas mensagens não forem respondidas.


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Você fica nervoso(a) quando manda mensagens para alguém, e parece que a pessoa não dá a mínima importância? Saiba que esse problema provavelmente está em você, basicamente na forma como administra suas expectativas em termos de atenção.

Quando nossas mensagens são evitadas ou esquecidas, pode ser inevitável reagirmos de maneira frustrada ou desiludida. Então, de modo a amenizar esses sentimentos decepcionantes e chatos, é bem melhor entendermos os reais motivos para nossa atenção não estar sendo correspondida.

De acordo com consultores de comunicação, analistas de mídia e especialistas em relacionamento digital, existem 14 motivos principais para as pessoas não responderem suas mensagens de texto:

1. Algumas pessoas não respondem suas mensagens porque simplesmente não querem.

2. Algumas pessoas realmente precisam trabalhar para viver e estão sempre ocupadas. Ou seja, suas mensagens podem exigir um tempo que elas não têm (e não poderiam ter sem que isso prejudicasse o cumprimento de suas obrigações).

3. Algumas pessoas não gostam de dispender o tempo necessário para responder mensagens, principalmente se forem extensas. Quando o texto é muito grande, a preguiça pode desmotivá-las a conversar sobre um assunto que poderia ser discutido mais facilmente ao vivo e em cores.

4. Algumas pessoas não te respeitam nem te consideram o bastante para responder suas mensagens.

5. Algumas pessoas não respondem suas mensagens conscientemente por vários fatores que envolvem apelo emocional: mágoa, constrangimento, indignação e outros sentimentos desagradáveis que seriam reanimados se dessem cabo à conversa.

6. Algumas pessoas são simplesmente rudes.

7. Algumas pessoas não respondem suas mensagens pois elas podem se esquecer de respondê-las, talvez por conflitos na memória de curto prazo, pelo simples fato de sua atenção estar concentrada em alguma tarefa prioritária, ou então, elas podem estar muito envolvidas em outra distração.

8. Algumas pessoas não respondem suas mensagens porque isso aumenta seu senso de importância (ego) no ínterim do tempo em que sua atenção é solicitada.

9. Algumas pessoas não respondem suas mensagens porque talvez isso afete seu ego de maneira negativa, por vários motivos possíveis.

10. Algumas pessoas não respondem suas mensagens porque estão sendo bombardeadas com inúmeras outras.

11. Algumas pessoas não respondem suas mensagens porque a bateria acabou ou está na iminência de acabar (na maioria das vezes isso é usado como desculpa).

12. Algumas pessoas, especialmente as mais velhas, não respondem suas mensagens pois não se importam com mensagens de texto. Elas retornarão a telefonemas eventualmente, mas não sentem essa mesma necessidade com métodos de comunicação mais avançados.

13. Algumas pessoas não respondem suas mensagens porque elas são naturalmente lentas para retornar textos. Elas não escolhem vacilar, apenas seguem seu fluxo de comunicação habitual, que é devagar.

14. Algumas pessoas não respondem suas mensagens pois realmente não gostam de você.

Um problema de senso de urgência

Como constatou o executivo, escritor e consultor de marketing Victor Lipman:

"Na última década, parece haver uma queda acentuada em termos de regularidade e aumento proporcional no fator de imprevisibilidade com que todos os tipos de mensagens são enviadas e respondidas."

Mas então, o que mudou de 10 anos para cá? Talvez, o senso de urgência tenha diminuído com o passar do tempo e o consequente avanço tecnológico.

Os motores cada vez mais potentes da tecnologia aceleram vertiginosamente a nossa dinâmica de comunicação, e isso deveria nos fazer trabalhar para adaptarmo-nos ao maior volume de dados e conexões criadas quase que instantaneamente e a todo instante. No entanto, o que existe atualmente são grandes bolhas de informações nas quais as pessoas se fecham para evitar serem sufocadas. Nossa atenção é disputada por infinitas distrações, uma parecendo mais atraente e interessante do que a outra, todas dificultado nosso processo de concentração.

Por exemplo, se abrirmos a caixa de e-mail após cinco dias sem checá-la, é possível encontrarmos mais vírus e spams do que mensagens úteis, e mesmo estas podem passar despercebidas se não estivermos esperando por resposta. Uma solicitação no Facebook pode demorar nove meses para ser aceita; uma do Linkedin, mais de um ano, dependendo do caso. Um áudio no WhatsApp pode nunca ser ouvido se ultrapassar 15 segundos de duração, e 10 mensagens seguidas serão filtradas em duas ou três.

Nosso processamento cerebral de atenção é limitado por razões evolutivas. Sendo assim, é totalmente compreensível (e aceitável) a necessidade atual de reduzir o senso de urgência em detrimento da overdose de dados e informações.

Não estamos mentalmente preparados para lidar com centenas de mensagens aleatórias e/ou simultâneas: nós precisamos filtrá-las. Agora, isso não quer dizer que as mensagens descartadas ou esquecidas sejam menos relevantes, significa que selecionamos as mensagens processadas como úteis às variâncias circunstanciais.

O senso de urgência diminuído é "oprimido" pela tecnologia moderna em constante ascensão. Uma situação generalizada e condicionada na sociedade informacional.


Eduardo Silva Ruano

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