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dos neandertais aos tais: sobre machifêmea e os amancebos

Ribamar Junior

estudante de Jornalismo que prefere toddy ao tédio

O medo do homem de não ser macho

Seria este um mal do século ou mal dos séculos?


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Desce na goela do Sapiens o intelectual orgânico, pra alimentar o instinto da fome ou do ser, que se expressa na fotografia rupestre as cenas de um tempo que em ações se repete. Parece que mesmo diante de camadas de terra e rocha, diante do que hoje é fóssil ou petróleo, o homem ainda vive nos ares da odisséia e joga a tíbia pro céu com orgulho de ter descoberto no ego da existência o poder. O ser que possui pênis, dito macho, é periódico desde o início dos tempos e sofre constante transformação psicológica e fisiológica do externo e do igualitário desde que fundamentou o conceito de coletividade. No entanto, sejam mudanças estas que firmem o conceito de masculino que hoje esculpem a estupidez do medo da fragilidade de não ser macho o suficiente. Mas será que ser homem no novo milênio é o mesmo que ser macho odisséico que suja a boca com carne crua pra saciar a fome? Vejo homens, réplicas de evolução, erguendo suas fêmeas pelos cabelos para se mostrar macho diante da sexualidade e dominação. O excesso de machidão, transforma os homens em máquinas machistas que não procuram muita coisa além de se preocupar com o tamanho do pênis, ao invés de fazer uma mulher se sentir bem no quesito sexo e papo e fazê-la feliz.

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Não que queiramos desmistificar a visualidade de homem/mulher no amor. Somos de uma natureza humana antes de uma natureza social. Mas, paradigmas cercados de preconceito e opressão designam as novas relações dos tempos modernos. O machismo limita a capacidade de ser homem, livre e feliz. O homem como carcereiro do homem. O gênero masculino no século XXI se torna comparado ao homem de Neandertal. Vejo que a depressão ainda é o mal do século, mas será que ainda há poetas pra senti-la? Seres celulares e masculinos capazes de não ter medo de ser macho? Ou o mal do século é exatamente o medo do homem de não ser macho? Não sei se esse receio é como o mal do século dos poetas depressivos da segunda geração romântica, e se torna o mal do século atual, ou se vem se alastrando desde as eras se tornando o mal dos séculos. Mas, já dizia Freud, ''poetas e artistas vão na frente''. Sendo assim, quero acreditar que seja apenas um tempo ruim para o ser homem, no qual precisamos desconstruir o pensamento diante do quão é ser homem. Pois ainda não construímos, apenas modelamos o que não foi pensado.


Ribamar Junior

estudante de Jornalismo que prefere toddy ao tédio.
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