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the end has no end

Mônica Alves

Dessas loucas do Jornalismo que tenta se aventurar pela Moda. Apaixonada por cinema, música e gatinhos, tento encontrar um jeitinho de ter todos os meus amores por perto pra conseguir seguir escrevendo sobre o infinito.

A criatividade e o coração partido

Vai doer e você vai estar lá embaixo, mas talvez seja só para dar o impulso necessário para chegar ao topo.


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É muito difícil lidar com a perda e a falta de controle sobre as coisas. Você se agarra a um sentimento invisível e tenta de qualquer jeito fazer com que ele dure e permaneça intocável, quando na verdade não depende mais de você. Você não consegue mais controlar o que existia antes e é aí que chega a tristeza e mais um batalhão de "amigos" que ela traz junto.

O foco se perde, as coisas não tem mais sentido. Seja pela perda real de alguém amado ou até mesmo a morte, as coisas se vão e, infelizmente, a vida é assim. Não adianta falar muito porque acontece, e acontece com todo mundo. O que é preciso é se conformar e tentar, de algum jeito, transformar isso em algo que valha a pena ser lembrado depois.

Muitos dizem que as melhores obras foram produzidas em períodos de profunda mágoa. Como se a decepção caminhasse de mãos dadas com a criatividade, as duas se tornam aliadas e impulsionam as pessoas a darem um passo rumo a um novo caminho, e muitas vezes isso nos leva a um resultado incrível. É como se a tristeza trouxesse a tona coisas que ficam escondidas lá no fundo.

Nossa mente trabalha de formas muito curiosas, e isso não é segredo pra ninguém. A dor é inevitável, mas o que a gente faz dela é o que nos transforma em pessoas mais fortes e preparadas para começar de novo. E não é nem questão de tempo, como muita gente gosta de falar. A questão é a consciência de pelo menos saber o que não se quer e dar o seu melhor para não cair nisso de novo. Mesmo a menor das atitudes já pode servir como uma porta de saída.

Não é bom e muito menos gostoso - acredite, eu sei muito bem disso. Enquanto digito seguro um coração partido, uma decepção gigantesca e inúmeras dúvidas, mas estou aqui escrevendo. Pode não ser ótimo, pode não ser uma obra prima, mas já é alguma coisa. E nessas horas, essa alguma coisa já é melhor do que uma tarde de lágrimas agarrada ao travesseiro.


Mônica Alves

Dessas loucas do Jornalismo que tenta se aventurar pela Moda. Apaixonada por cinema, música e gatinhos, tento encontrar um jeitinho de ter todos os meus amores por perto pra conseguir seguir escrevendo sobre o infinito..
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