insight sonoro

trilha sonora para suas ideas

Guilherme Espir

A música nunca está alta o suficiente, tampouco satisfeita, ela aparece algumas vezes aqui, no Insight sonoro, e cai todo dia no Macrocefalia Musical (macrocefaliamusical.blogspot.com.br) mas não... ela nunca está alta o suficiente.

Classitude - Música & Arte

''Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.''

Jack Kerouac

O Classitude quer, acredita e vai mudar o mundo.


Desde sempre ouvimos dos nossos pais e avós que a melhor fase da vida é até os 25 ou 30 anos, e o motivo (segundo eles) é que nessa fase nós (ainda) somos capazes de sonhar. Ainda temos aquele brilho em nossos olhos, queremos, e o mais importante, acreditamos que podemos mudar o mundo.

Não acredito que exista uma idade boa ou ruim para levantar do sofá e mudar alguma coisa, acredito que quando você reune um número de pessoas com o mesmo ideal de mudança tudo é possível,

E é nesse ponto que sempre gosto de citar um fragmento do poéta psicodélico Jim Morrison. Dentre a vasta obra do The Doors, existe uma música que retrata tudo que foi dito em apenas uma frase. Todo o frenesi por mudanças, toda a sede pelo novo e a ânsia por novos padrões, falo da suite ''When The Music's Over'' do LP ''Strange Days'' lançado em 1967.

O fragmento é: ''We Want The World And We Want It... Now''

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Nós queremos o mundo, mas nós não só o queremos, como queremos AGORA. E é exatamente neste ponto que queria chegar, na fagulha do algo mais, no ponto Classitude da coisa.

Além de uma força descomunal essa música estava inserida em um patamar de absoluta mudança. Era o fim dos anos 60 e o movimento Hippie estava batendo à porta. O Doors queria mudanças, queria arte, cultura, e o mais importante, queria deixar claro que bandas como a sua eram plenamente capazes de compor conteúdo palpável, e o fariam com a mesma relevância do que qualquer projeto governamental, e não só isso, eles AFIRMAVAM que isso iria mudar o mundo.

E eles de fato mudaram, expandiram a percepção abrindo o maior número de portas possíveis, e é isso que o Classitude procura, expandir o hall de percepção das pessoas, mudar o mundo, mudar o mundo de quem nós (como coletivo) conseguimos atingir.

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E para mudar isso, o foco é disseminar cultura, afinal de contas a falta desta é o principal indicador de nossas mazelas sociais, e não importa a camada social ou o tipo de conteúdo, o que vale é a interação. E o movimento visa exclusivamente essa troca de influências, que além de beneficiar a parte de conteúdo ainda estimula a troca de relações, algo que aos poucos vai sendo deixado de lado.

O movimento classitude não possui número fixo por que sempre chega uma nova voz, com novos planos e novas ideias. Tentamos nos politizar perante o equilíbrio ideológico e trabalhamos em prol de uma causa, a ajuda, e neste primeiro ato, neste primeiro evento, todo nosso foco está na casa de apoio à Criança com câncer vida divina (CADV).

A entidade sem fins lucrativos trabalha auxiliando crianças com câncer vindas de outros estados desde 2002. Porém nesses 12 anos de trabalho o impacto e alcance desse projeto foi aumentando, porém a estrutura do local acabou não seguindo o mesmo padrão.

Hoje a casa não só recebe as crianças de outros estados, como além de recebê-las ainda mantém suas famílias, ajuda com alimentação, e o que for possível dentro da luta pela tratamento nos hospitais públicos. Ajudando com medicamentos, exames, internação, quimioterapia e radioterapia.

Sentimos uma empatia imediata pela casa pois além de todo esse bem que eles já fazem, para tentar fazer os moradores esquecerem dos problemas, eles apoiam atividades culturais como forma de lazer E em nosso primeiro projeto gostaríamos de ajudá-los a comprar uma casa e poder aumentar ainda mais o sentimento de segurança e carinho que sentimos quando visitamos o lugar.

O Classitude almeja algo maior, desejamos produzir cultura e poder alastrà-la pelos alvéolos da sociedade, queremos oxigenação de ideias, e que todos que façam um bom trabalho, sempre enquadrado na aresta slogan e base para nosso trabalho de música e arte, tenham a chance de serem ouvidos, mas neste primeiro momento o foco é dar voz à CADV projeto situado no Ermelino Matarazzo.

Queremos ser o grito de ordem pela mudança, tal qual Jim Morrison grita em ''When The Music's Over'', nós também queremos fazer barulho por algo que ainda toca todos nós, a manifestação artistica, que usando o The Doors como exemplo, deixa claro tudo que este movimento visa fazer e obter, ajudar por pura e espontânea vontade, promover o trabalho honesto e sincero como revolução filosófica e ser lembrado em futuro não tão próximo assim... Estamos em 2014 e a música que serviu de inspiração para essas linhas é de 1967... No fim das contas a arte é atemporal, a verdadeira arte.

Classitude música e arte - expressão sem data marcada que quer fazer o bem, e dia 07 de dezembro será nosso primeiro passo, o primeiro de muitos dentro da trilha que vamos aos poucos traçar. Abaixo temos o link da vaquinha para ajudar a conseguir o dinheiro e o Facebook do Classitude!

Vaquinha: http://www10.vakinha.com.br/VaquinhaE.aspx?e=301593

Facebook: https://www.facebook.com/classitudeoficial


Guilherme Espir

A música nunca está alta o suficiente, tampouco satisfeita, ela aparece algumas vezes aqui, no Insight sonoro, e cai todo dia no Macrocefalia Musical (macrocefaliamusical.blogspot.com.br) mas não... ela nunca está alta o suficiente..
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