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Que a arte nos aponte uma resposta...

Cláudia Zalaquett

Formada em Rádio e TV e pós-graduada em Jornalismo Cultural. Trabalha com produção audiovisual e escreve para internet.
Contato: [email protected]

Brincar é o melhor remédio

“Nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar” - Oliver Wendell Holmes


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O mundo pós-moderno vive em crise, seja ela de depressão, de estresse ou de solidão. Para aliviar o sofrimento psíquico, grande parte da sociedade compra, através de prescrição médica, remédios tarja preta. As pílulas antidepressivas, que prometem combater a ansiedade, a angústia e a tristeza, são vendidas aos bilhões pela indústria farmacêutica.

Mas será que essa é a única forma de amenizar as dores e as dificuldades que a vida traz? Psicólogos, psiquiatras e outros especialistas na área da saúde e da educação, afirmam que não. E uma das formas mais simples e eficientes de trazer de volta a alegria e a tranquilidade para o dia a dia é, acredite, brincando.

Caro leitor, não se preocupe com a sua idade, brincar é para todos. E o melhor, não possui efeito colateral, nem contraindicação. Para entender o que eu quero dizer, vou usar como exemplo o reflexivo e delicado documentário “Tarja Branca – A revolução que faltava”.

Dirigido por Cacau Rhoden e produzido pela Maria Farinha Filmes, o filme resgata a importância do “espírito lúdico”, que é desenvolvido na infância, mas que deve permanecer para o resto da vida. A narrativa é costurada através de depoimentos feitos por adultos de diferentes gerações, origens e profissões. Estes analisam a pluralidade do ato de brincar e ensinam como é possível que um adulto se relacione com a criança que existe dentro dele.

O nome “Tarja Branca” vem na contramão de uma sociedade impulsionada por medicamentos tarja preta. Diferentemente desta última, a tarja branca não deve ser ingerida pela boca, mas sim pelos ouvidos. Ela está fundamentada na palavra, no autoconhecimento e na brincadeira.

tarja branca 1.jpg Cena do filme Tarja Branca

Um dos atos mais ancestrais desenvolvidos pelo ser humano é justamente o de brincar. E é através dele que podemos entrar em contato com a linguagem do espontâneo, da liberdade e da criatividade. O lúdico abre as portas para que o senso de humor invada a nossa alma e, assim, conquistemos mais saúde física e mental. Ao brincar, também ficamos mais conectados com o mundo social. E quem não brinca, muitas vezes adoece, pois a sua capacidade de imaginação diminui, envelhecendo o seu espírito.

Engana-se quem acredita que brincar está relacionado à imaturidade ou falta de seriedade. O cientista, matemático e inventor, Arquimedes, já dizia que “brincar é a condição fundamental para ser sério”. Basta observar uma criança concentrada com algum de seus brinquedos. Neste momento, ela está completamente dedicada e leva muito a sério o que faz. Isto também vale para o adulto. Brincar não significa apenas jogar bola ou andar de patins. É possível também alcançar prazer em uma atividade profissional, e realizá-la com mais criatividade e diversão, sem que ela deixe de ser algo sério.

Eu poderia continuar falando dos inúmeros benefícios que brincar traz, mas vou terminar por aqui com uma sugestão: Se você pertence ao time dos que querem uma vida mais leve e feliz, sem precisar recorrer aos antidepressivos, escolha a sua foto preferida de quando era criança e deixe ativar o universo lúdico que existe em você. Só adianto que há grandes chances de você querer dançar na chuva, correr no parque e jogar para o alto todas as suas preocupações.

Aproveite e brinque sem moderação!

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Fotos: Google


Cláudia Zalaquett

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