As pessoas costumam ficar sensibilizadas e emotivas com filmes sobre animais, basta relembrar o sucesso mundial de Marley e Eu nas telas. Não gosto muito deles, mas assisti ao piloto de uma série cuja temática é a bicharada e que inicia no dia 26 de setembro, no canal norte-americano NBC. A nova sitcom chama-se Animal Practice e me fez pensar, com mais ênfase, sobre a validade de despertar o riso ou arrancar lágrimas usando seres irracionais.
Animal Practice é ambientada num hospital veterinário, chefiado por Justin Kirk, o hilário Andy Botwin, de Weeds. Ele interpreta o doutor George Coleman, que retém muito ainda das caras e bocas de Andy Botwin, o mesmo estilo de humor, o tipo galanteador mulherengo, mas o que caracteriza o veterinário é que está mais interessado em animais do que em humanos. Já rotulado de Dr. House do mundo animal, ele ama intensamente os bichos e não consegue entender ou apreciar seus donos.
Há um envolvimento romântico com a ex-namorada e proprietária do hospital, Dorothy Crane, interpretada por JoAnna Garcia e a tensão sexual entre eles e os métodos de tratamento pouco ortodoxos do médico são as molas propulsoras da graça do roteiro . Dois outros médicos e uma funcionária maluquinha completam o elenco que conseguiu me fazer rir bastante.
Mas, ao ver filmes como esse, em que os animais parecem tão inteligentes e bem dotados, "quase humanos", não posso deixar de refletir sobre como são treinados para que isso aconteça. Recentemente, li que o elefante que fez parte das filmagens de “Água para elefantes” recebeu eletrochoques durante as sessões de treinamento, segundo informações da Animal Defenders International (ADI).
Assistam ao vídeo para comprovar a denúncia:
Movie Star Electric Shocked
Assim como o elefante, outros animais que atuam nos filmes, possivelmente, estão sendo também molestados e machucados, já que são forçados a fazer algo contra a sua natureza: atuar. Existe a tendência mundial de eliminar a apresentação de animais em circos e, talvez em breve, eles também não sejam mais utilizados em produções comerciais que visam o nosso divertimento.
Mesmo tendo dado muitas gargalhadas ao assistir Animal Practice (o macaquinho "assistente" do veterinário é muito esperto e engraçado), me privaria delas, com certeza, para que os animais deixassem de ser explorados.
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