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Rodrigo Ferreira

Rodrigo Ferreira é um pesquisador apaixonado por cinema, música e literatura. Ocasionalmente, escreve contos e artigos científicos. Sonha em publicar um livro um dia

Planeta dos Macacos: o confronto

Quase um experimento sociológico, o longa discute exatamente aquilo que nos faz humanos.


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Planeta dos Macacos – O Confronto (EUA, 2014) é o segundo filme do reboot da franquia O Planeta dos Macacos. O mundo entra em colapso após os acontecimentos narrados no primeiro filme, onde pesquisas para a cura do Alzheimer acabam tornando os símios inteligentes. A causa é o vírus ALZ-113. O composto criado pelo Dr. Will Rodman (James Franco) torna os macacos inteligentes, porém se mostra fatal para os seres humanos. O contágio é rápido e dentro de dez anos a espécie humana está à beira da extinção.

O filme conta a história de uma colônia de sobreviventes da cidade de São Francisco liderada por Dreyfus (Gary Oldman) que, prestes a ficar sem energia, procura reativar uma usina hidrelétrica que fica em uma floresta próxima. Acontece que é exatamente nessa área que César (Andy Serkis) e os outros macacos estabeleceram a sua comunidade.

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Por conta de alguns desentendimentos, se torna difícil a convivência entre humanos e macacos naquela região. Enquanto Dreyfus deseja enfrentar os macacos para poder conseguir a energia de que precisam, Malcom (Jason Clarke), também fundador da colônia, prefere usar a diplomacia e tentar chegar a uma solução pacífica para o impasse. Entretanto, apesar dos esforços de César e Malcom, a convivência pacífica se torna cada vez mais difícil devido ao ódio do macaco Koba (Toby Kebbell) pelos humanos.

O longa é melhor que o primeiro. Além da impressionante computação gráfica, que volta a chamar a atenção com a realidade que consegue transmitir, o filme agrada pelo seu roteiro e pela maneira muito acertada como narra o conflito entre humanos e símios. O filme conta ainda com belas cenas de ação e alguns momentos tocantes que podem levar os mais emotivos às lágrimas.

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O saldo final é muito positivo. Quase um experimento sociológico, o longa discute exatamente aquilo que nos faz humanos. O que diferencia humanos e macacos inteligentes? Daquilo que vi, posso dizer que muito pouco. Não se trata de qual raça é melhor, mas de entender que tanto em uma como na outra existem exemplares bons e maus. Os macacos se deparam com o fato de que a inteligência é uma bênção e uma maldição, e de que o verdadeiro poder e ameaça está na capacidade de fazer escolhas.


Rodrigo Ferreira

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