ler saber

O conhecimento é um tesouro, mas a prática é o mapa para alcançá-lo.

Mathias Gonzalez

Se você quiser comentar o meu artigo, por favor, envie-me um email e eu terei o maior prazer em responder: [email protected]

Salvem o Povo Brasileiro em vez de um traficante!

Crônica e trova sobre o traficante brasileiro morto na Indonésia.


Concordo com a execução de traficantes de drogas, seja ele brasileiro ou de qualquer outra nacionalidade. Eu não vejo qualquer problema em eliminarmos indivíduos que são ameaça à vida de inocentes e daqueles que cometerem atos que são considerados hediondos.

Precisamos compreender que alguns países desenvolveram suas próprias leis aplicadas aos nativos ou pessoas os visitam. Ora, o traficante brasileiro sabia muito bem o perigo que corria e mesmo assim assumiu o risco. É provável que ele esperasse que no fim do processo o Brasil interviesse (como de fato interveio) e que ele fosse solto. Claro, iria zombar das leis da Indonésia e chamar de trouxas os governantes brasileiros. Será que ele se emendaria ou iria traficar em outros países com a legislação mais frouxa? Não sabemos. Pouco importa. Ficamos livres de um bandido, cruel, ganancioso e imoral. Alguém que só pensava em seu próprio benefício sem dar a mínima se seu ato bárbaro afetaria a vida de outros seres humanos, inclusive matando-os ou aprisionando-os no tenebroso mundo das drogas. Sem querer ironizar a situação, eu me pergunto, se mesmo sabedor do risco de morte que corria, o tal traficante não estaria querendo mesmo era se suicidar. Fica o aviso: se querem de fato morrer, vão traficar na Indonésia.

Os chineses costumam matar não apenas os que cometem crimes bárbaros como tráfico de pessoas ou corrupção... matam também os pais do criminoso, pois acreditam eles, em última instância, são os pais, os principais responsáveis pela má formação dos filhos. Talvez não precisemos chegar a esse nível de profundidade e punição. Os chineses precisam eliminar muita gente para continuarem comendo arroz. Uma boca a menos naquele país faz diferença. Será que uma punição similar no Brasil para os corruptos ajudaria a limpar o país dessa corja que vem dilapidando o patrimônio público e gerando o caos em que proliferam os traficantes, os assaltantes, os estupradores e outros criminosos?

Sou a favor da pena de morte sim ao que estupram, matam para roubar, traficam drogas e cometem corrupção usando poder público. Uma morte de verdade, exemplar, punitiva em definitivo e sem chance de volta. O que a justiça da Indonésia fez foi só antecipar a morte do traficante. Ele tinha 54 anos e talvez fosse viver mais uns 20 anos. Iria morrer de qualquer jeito, não ia. O fuzilamento foi só uma antecipação da morte imprevista. Impediu que ele continuasse cometendo crimes. Ora, os cristãos devem ser a favor de uma pena assim, afinal, não é o próprio Deus cristão que vai acabar condenando os pecadores ao fogo do inferno (que vamos e convenhamos é até pior do que uma morte limpa), já que o tal inferno é a eternidade em tortura, pranto e ranger de dentes – um sadismo muito louco.

Não acho que quem faz maldades, tendo plena consciência de que o faz, mereça punição menor. Devem pagar com a própria vida por transgredirem as leis da paz, do amor, da fraternidade e da própria existência. Nós, humanos, condenamos diariamente os animais que comemos, matando-os para nos alimentarmos... afinal, que mal eles fizeram? Justificamos nosso ato de matar os animais como um ato de sobrevivência. Matamos inocentes para isso. Matar um ser desumano, um malfeitor que destrói vidas inocentes, não é um ato cruel ou banal, é um ato de autodefesa, um ato que nos ajuda a preservar a nossa própria existência e de muitos dos nossos semelhantes. Não basta parecer humano, tem que ser humano. Mathias Gonzalez é psicólogo e escritor http://www.clubedeautores.com.br/authors/42814

http://youtu.be/vhyYCnKaM7g - OUÇA A TROVA NO YOUTUBE

SALVEM O POVO BRASILEIRO

Por Tombaiano (*)

I

Há muito tempo não vejo

Um Governo tão preocupado

Com a morte de um irmão

Não um pobre-coitado

Que não tinha onde cair morto

Mas vivia em aeroporto

Com pinta de abonado

II

Professor de asa delta

De muitas celebridades

No Brasil e exterior

Gozando de impunidade

Marco Acher já sabia

O grande risco que corria

Com sua ilegalidade

III

Foi traficar na Indonésia

O pó que a muitos fascina

Levando na bagagem

Treze quilos de cocaína

Por seu ato inconsequente

Se tornou um delinquente

Ganância foi sua ruína

IV

Durante mais de dez anos

Depois da condenação

O traficante brasileiro

Pediu absolvição

Jurando ser bom escoteiro

Rogando ao mundo inteiro

Que o livrassem da prisão

V

Piedade, agora é tarde!

Porque não pensou, ordinário?

Que seu ato hediondo

Era um agente funerário

De homens, mulheres, crianças

Roubando-lhes a esperança

E o seu próprio adversário?

VI

Quis ganhar dinheiro fácil

Optou ser vagabundo

Vendendo drogas ilícitas

Que leva ao fosso imundo

Pois além de alienar

Certamente vai matar

Gente por todo o mundo!

VII

Quanta gente ele matou?

Sem a pátria defender?

Expondo o Brasil a chacota

E nada fez por merecer

Deve virar um herói?

Esse metido a playboy

Que se condenou a morrer?

VIII

Pra piorar a vil história

Vem a senhora presidenta

Pedir absolvição

Se envolver na trama nojenta

Não seria bem melhor

Salvar a Pátria do pior

E deixá-la mais contenta?

IX

Milhares de inocentes morrem

Nos hospitais, na fila do SUS

Nas estradas, nas favelas

Indigentes, sem pão e sem luz

Imploram piedade todos os dias

Querem sair da agonia

De arrastar a pesada cruz

X

Falo aqui dos condenados

Sem transporte, saúde e educação

Que se vivem pelo Brasil

Mendigando pelo pão

Por tantos anos de tortura

Cavando a própria sepultura

À espera de solução

XI

Peço aos nossos governantes

Que salve os compatriotas

Que lutam para sobreviver

Deixem o mal seguir sua rota

Salvem os que suam e trabalham

Que a paz e bem espalham

Em vez de um traficante idiota!

Tombaiano (*) é uns dos 10 pseudônimos de Mathias Gonzalez


version 1/s/// //Mathias Gonzalez