les feuilles

Cinema | Música | Literatura | Fotografia

Felipe de Paula Lima

Muito prazer,

Felipe.

Nasci em Brasília, a cidade de concreto, feita para homens de concreto.

Morei no Rio de Janeiro por dois anos, depois em Santiago por nove meses. Depois São Paulo, de volta Rio, de volta São Paulo, agora por aí, em algum lugar.

Tenho 28 anos, sou jornalista. Ou narrador do próprio tempo, como prefiro. Ou ainda observador profissional.

Já fui atendente de padaria, atendente de protocolo, auxiliar de escritório, tesoureiro assistente, repórter de cidades e cultura, auxiliar de serviços gerais em spa para homens (rs), recepcionista em hostels, membro do coral da Sala Baden Powell e assessor de imprensa em escritório especializado em arquitetura, design e decoração; não exatamente nessa ordem.

Cantante (ouça meu primeiro single FLPE & Vei - “Rounds”, Youtube). Danço de forma esquisita. Tenho fé. Apaixonado por arte e por contato humano. À parte tudo isso, e sobretudo, escrevo.

Autor de Dentro da Pele, misto de ensaio e livro-reportagem sobre prostituição masculina em Brasília (disponível nas bibliotecas do Centro Universitário Unieuro) e As Nuvens Púrpuras, publicado na rede em limaofelipe.wordpress.com.

Atualmente, estudo escrita literária e dedico-me a escrever meu primeiro romance, além de dar andamento ao projeto/performance #PalavrasSóMudamPessoas pelas ruas do país (se você esbarrou comigo por aí, faça-me saber usando a hashtag :D).

Também me envolvo em projetos criativos em colaboração com outros artistas.

***

Se de alguma forma meus textos e minhas iniciativas tocam você a ponto de despertar sua generosidade, fique à vontade para colaborar com as loucuras que eu chamo de trabalho, depositando qualquer quantia usando os dados a seguir:

Felipe de Paula Lima

Caixa Econômica Federal

Operação 013

Agência 0995

Conta Poupança 19204-2

***

Quer falar comigo? Escreva para [email protected]

Norah Jones, Little Broken Hearts

Norah Jones teve o coração partido novamente - mas o resultado da decepção é ótimo para os fãs.


Norah Jones.jpg

Para algumas pessoas, decepções amorosas servem como combustível improvável para impulsos criativos diversos. Pense naquele amigo (ou em você mesmo) que, desiludido, se enterra no trabalho como modo de ocupar a cabeça; nos livros e filmes sobre dor de cotovelo; além, claro, dos álbuns que só existem por essa razão (um dos mais bem sucedidos, dependendo do ponto de vista, é 21, da britânica Adele e é uma quase unanimidade).

A mais nova – e dolorosa – contribuição para esse “gênero” tão peculiar vem de Norah Jones e atende por Little Broken Hearts. Produzido por Brian Burton (mais conhecido como Danger Mouse, parceiro de CeeLo Green no Gnarls Barkley e renomado produtor de música eletrônica), o novo álbum da cantora norte-americana é uma melancólica incursão em um território de traição, desilusão, ressentimento e vingança.

Nele, há alguns dos mais tocantes momentos da carreira de Norah, como a delicada “Good Morning”, que abre o disco desenhando uma triste e solitária paisagem mental na cabeça do ouvinte; “Killing Time” (faixa da versão deluxe do álbum), com suas frases repetidas sob uma atmosfera onírica (que envolve, aliás, outras faixas do disco) e uma guitarra que parece chorar; e o cativante primeiro single, “Happy Pills”. Há também outros bons momentos: a rancorosa “Miriam”, uma das mais controversas letras de Norah; as faroestes “Little Broken Hearts” e “For Broken Hearts” (esta última, assim como “All a Dream”, lembra algumas produções trip-hop do Morcheeba); o vocal abafado e a guitarra tímida de “She’s 22″ e os coros e cordas de “Take It Back”.

Lançado no início de maio após um hiato de dois anos depois de seu último trabalho, The Fall (outra obra com inspiração em um relacionamento amoroso fracassado), Little Broken Hearts é bastante coeso - o que é bom e ruim. Se por um lado indica um foco bem definido na construção do registro, por outro, soa exaustivo. A contribuição lírica ajuda nesse aspecto. A tristeza vaga e persistente das letras do álbum são, literalmente, de partir o coração. Às vezes, tem-se a impressão de que falta em Little Broken Hearts mais da alegria lírica e instrumental de “Out On The Road” e da fúria de “I Don’t Wanna Hear Another Sound” (outra faixa da versão deluxe do álbum). Afinal, é compreensível que as reflexões sobre nossas desilusões amorosas sejam dolorosas, mas corações partidos também precisam de regozijo.

No final das contas, contudo, sobram boas impressões: é notável como a guitarra faz bem ao álbum e como Burton conseguiu captar com profunda proximidade e intimidade os vocais de Norah. Nesse aspecto, é curioso notar como Norah lembra em alguns (bons) momentos do álbum os vocais brutos e tons confessionais de Cat Power, ainda que guarde suas características mais peculiares. Norah e Burton são grandes amigos, o que ajuda a explicar, também, o belíssimo trabalho de composição a quatro mãos das letras do disco. Há um misto de drama e sarcasmo ali e é fácil ter empatia com o híbrido de biografia e ficção das contruções líricas dos dois e com o sofisticado trabalho melódico nos arranjos e efeitos. São canções pop, por excelência. Claro, há folk, blues, jazz, uma pitada de country, mas há, sobretudo, um material bastante relacionável em todo o disco.

Norah tem um novo namorado, agora. Fazemos votos de que tudo corra bem, mas, em caso de nova decepção, estaremos seguros de que a carreira continuará em curva ascendente. Azar no amor…


Felipe de Paula Lima

Muito prazer, Felipe. Nasci em Brasília, a cidade de concreto, feita para homens de concreto. Morei no Rio de Janeiro por dois anos, depois em Santiago por nove meses. Depois São Paulo, de volta Rio, de volta São Paulo, agora por aí, em algum lugar. Tenho 28 anos, sou jornalista. Ou narrador do próprio tempo, como prefiro. Ou ainda observador profissional. Já fui atendente de padaria, atendente de protocolo, auxiliar de escritório, tesoureiro assistente, repórter de cidades e cultura, auxiliar de serviços gerais em spa para homens (rs), recepcionista em hostels, membro do coral da Sala Baden Powell e assessor de imprensa em escritório especializado em arquitetura, design e decoração; não exatamente nessa ordem. Cantante (ouça meu primeiro single FLPE & Vei - “Rounds”, Youtube). Danço de forma esquisita. Tenho fé. Apaixonado por arte e por contato humano. À parte tudo isso, e sobretudo, escrevo. Autor de Dentro da Pele, misto de ensaio e livro-reportagem sobre prostituição masculina em Brasília (disponível nas bibliotecas do Centro Universitário Unieuro) e As Nuvens Púrpuras, publicado na rede em limaofelipe.wordpress.com. Atualmente, estudo escrita literária e dedico-me a escrever meu primeiro romance, além de dar andamento ao projeto/performance #PalavrasSóMudamPessoas pelas ruas do país (se você esbarrou comigo por aí, faça-me saber usando a hashtag :D). Também me envolvo em projetos criativos em colaboração com outros artistas. *** Se de alguma forma meus textos e minhas iniciativas tocam você a ponto de despertar sua generosidade, fique à vontade para colaborar com as loucuras que eu chamo de trabalho, depositando qualquer quantia usando os dados a seguir: Felipe de Paula Lima Caixa Econômica Federal Operação 013 Agência 0995 Conta Poupança 19204-2 *** Quer falar comigo? Escreva para [email protected]
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