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Eu, fingindo que sei criticar literatura

Lucas Coppio

Aspirante a escritor, leitor desleixado e desenhista frustrado. Apresentador do Vlog Li Finalmente, membro da "Tropa Lanterna Verde" e namorado grudento nas horas vagas.

Como a Ciência Destrói a Ficção Científica

Uma rápida análise sobre Marte fictícia do autor Rice Burroughs em sua obra A Princesa de Marte e como o conhecimento científico da época o influenciou.


Escritores de ficção científica do fim de 1910 até o início de 1960 pintavam Marte como um planeta avermelhado ou amarelado, cheio de vida, ou pelo menos, lutando para viver. No “A Princesa de Marte” de Edgar Rice Burroughs os marcianos eram imaginário, porém plausíveis dado o conhecimento científico daquela época.

564194_4386042336438_778050508_n.jpg Astrônomos como Percival Lowell, hipotetisou que Marte provavelmente tinha canais artificiais de água, bombeano água das calotas polares, e possivelmente manteria uma cultura avançada tentando sobreviver em um planeta moribundo [ vide livros de Percival Lowell – Mars, Mars and its canals, Mars as the abode of life]. Barsoom de Burrough's nada mais era que a visão teorética de marte naquele tempo. Suas ideias de marte populado não eram criação sua, mas de Percival. A teoria dos canais de água artificiais de marte não foram totalmente descartados até 1965, quando Mariner-4 tirou as primeira foto de close-up da superfície do planeta vermelho e provou que não haviam canais nele. A hipótese de Lowell foi muito discutida, e depois de sua morte, relevada pelos astrônomos mais sérios, porém as consequencias dela eram tentadoras demais para o público leigo e escritores ignorarem. Assim como muito da literatura da ficção científica da época, a ciência transformou “Uma Princesa de Marte” num conto implausível. E desde as missões Viking e Marines nos anos 60 e 70, toda a ideia de um planeta vermelho vivo teve que ser abandonada. A ciência provou que a teoria estava errada, portanto deixa de ser ficção científica; torna-se apenas ficção.


Lucas Coppio

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