libertinagem literária amenidades de uma vida urbana

movimentos fixos em pensamentos aleatórios

Roberta Iza Grau

Junto estou, se feliz soul

Costumo dizer que estar próximo é diferente de estar junto, juntos estamos quando queremos, próximos ficamos quando não há opção. Por isso que é tão importante e gostosa aquela sensação de querer ficar e tão gratificante o convite a permanecer, daí a alma feliz grita “eu quero ficar e fico porque é o que quero”.


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Seria leviano da minha parte afirmar que todo ser humano deseja a liberdade, como seria impróprio gritar que todos desejam e precisam estar com alguém, porém cabe a mim, falar só por mim, que poder compartilhar o trajeto é prazeroso e ser uma alma convidada a seguir viagem com outra alma, nos torna brisa.

Costumo dizer que estar próximo é diferente de estar junto, juntos estamos quando queremos, próximos ficamos quando não há opção. Por isso que é tão importante e gostosa aquela sensação de querer ficar e tão gratificante o convite a permanecer, daí a alma feliz grita “eu quero ficar e fico porque é o que quero”.

Uns poderão dizer “mas isso não é alma”, inclusive, respeito sua opinião, mas eu gosto de denominar esta sensação de liberdade como Alma, e ainda arrisco a dizer, que ela tem fortes influências sobre as minhas decisões, pois ela mostra quando devo partir, e quando fico, é porque ela resolveu ficar.

Uma alma leve, flutua, uma alma leve paira e para onde deseja, ela é selvagem por natureza e cavalga por aí, engana-se quem afirma que ela não tem parada, seu endereço é onde a liberdade existe, ela é simples e só precisa de uma energia gostosa para beber e felicidade para se alimentar.

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Quem adestra a alma a deixa sobrecarregada, quem impõe sua permanência a deixa irada, briguenta e chateada. Creio que seja mais fácil manter um tigre selvagem dentro de um quarto, do que manter uma alma feliz fazendo dela uma presença forçada.

De vez em quando me pego triste, sem saber o motivo, quietinha no meu quarto ou fazendo uma caminhada, ela sussurra o motivo da minha insatisfação, brava diz que não estou dando ouvido as nossas necessidades.

Às vezes é necessário fazer algumas perguntinhas básicas e olhar para dentro, como por exemplo, o que tenho feito para alegrar a minha alma, tenho a mantido livre ou aprisionada? E com a alma dos outros, será que não tenho insistido na permanência de quem deseja voar?

Feliz daquele que leva sua alma para passear, que nota seus esgotamentos e que percebe as suas imposições e as imposições dos outros. Alma feliz é aquela que caminha sozinha e sabe que junto não é próximo.

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