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percursos de espaços & narrativas insurgentes

Leandro Andrade

Quando eu nasci veio um anjo me dizer: - Vai, guri, ser quase na vida... E eu achei bacana e fui... pois quasar é quase estrela ... o que pouca coisa não é!

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    POSIÇÃO DE AVANÇO: VER AS COISAS QUE ESTÃO NO MUNDO

    Afasto-me, nesta crônica, dos temas que comumente abordo, para falar sobre fotografia, e para abrir espaço às imagens reveladas por um ensaio que situa o olhar de uma jovem artista. A dificuldade começa, ou termina, em escolher as imagens a mostrar, e um título capaz de explicar o que vejo nesse olhar.

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    INSÔNIA

    Ou quando a vigília se torna um ato político.

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    Oitenta Balas

    Não vem que não tem! Eu te conheço faz muito. Eu te reconheço e tu a mim. Eu recomeço a luta a cada recomeço teu. Tu enganas, eu não me engano. Tu corrompes, eu resisto. Tu matas, eu semeio. E, aquilo que semeias, eu combato. Contra tuas balas, tenho meu escudo. Sempre que me matares, renascerei.

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    Patética: uma recordação juvenil

    "O que mais me interessa nessa peça é a parábola circense - os atores de circo que são atores de teatro, que fingem ser atores de circo, que representam uma peça de teatro, que é uma história verdadeira.” (Flávio Império)

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    A VIDA É UMA COISA ESTRANHA AO HOMEM E PENSAMENTOS AFINS: MANIFESTO IDIOTA SOBRE O TEMPO, A JUVENTUDE, A LITERATURA, A FILOSOFIA, A POLÍTICA, A GUERRA, A ESPERANÇA E A REVOLUÇÃO

    Lá por volta de 1976, bem no meio da ditadura militar à brasileira, dois caras inquietos, questionadores, artistas que acreditavam em alguma forma de revolução através da arte, Julio Plaza e Régis Bonvicino, escreveram em uma placa de rua o seguinte: "A vida é uma coisa estranha ao homem". Quando conheci essa ideia, trinta anos depois de pensada, isso me pareceu uma coisa muito poderosa, e é uma ideia que me levou a muitos pensamentos, mas era só uma espécie de objeto "readymade" bacana criado por dois artistas que alguns achavam idiotas e ninguém deu muita atenção. Tanto que a placa, hoje, não está em uma praça pública ou em um museu mas na sala de um apartamento. Eu cá penso que um bom lugar seria o monumental átrio da mais alta corte de justiça, como lembrete aos acusadores, aos juízes, ao júri e aos julgados, porque entendo que eles estavam falando de uma coisa importante que toda a tal humanidade está precisando escutar.

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    TRÊS HISTÓRIAS BREVES SOBRE TRÊS TEMPOS TRISTES

    Acho que Deus Nosso Senhor fez o mundo e fez também as contradições e depois, como não sabia onde as havia de meter, é que inventou o homem.
    (José Saramago, 1984)

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    epitáfios não verbais
    "Se minha vida durasse mais alguns anos, eu dedicaria cinquenta deles ao estudo do Livro do I, e então talvez eu me tornasse um homem sem grandes defeitos." (Confúcio, aos 70 anos de idade)
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    Multidão: um propósito para um primeiro de maio

    "Nada está perdido si se tiene el valor de proclamar que todo está perdido y hay que empezar de nuevo." (Júlio Cortázar, "Rayuela",1963)


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    saudades

    A ordem dos fatos e dos amores não altera a vida.
    Se nem tudo é verdade, mentira tampouco.
    Amar e mudar as coisas ainda me interessa mais.

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    FÁBULA DO MENINO QUE MORAVA EM UM CHINELO

    Era uma vez, lembranças e esperanças. Uma aventura para quem deseja enfrentar o medo da diferença.

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    FÁBULA LUCIFERINA (ÚLTIMO ROUND)

    Sobre o desejo, a tentação, e o que pode acontecer com o porvir.

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    CASA DO HUMBERTO (RAZÕES PARA SONHAR ARQUITETURA)

    Desenhar uma casa é um ato de amor. Amor/morar, palavras irmãs. Por isso as crianças desenham casinhas de duas águas, com portinha, janelinha e chaminé, mesmo quando moram em condomínios verticais. Mesmo quando moram onde não deveria morar ninguém. E sonham, porque sonhar é o mais sublime dos modos de projetar a existência. Quando crescem, algumas crianças se tornam arquitetos. E sonham. E arquitetos desenham, entre outras coisas, casas. Humberto foi uma dessas crianças, penso eu, e construiu a casa sonhada.

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    MUDANÇA (bibliotopia)

    Mudança (de casa, de pele, de cidade, de amor, ou de ponto de vista). Crônica de caminho à inesperada encruzilhada. Registro de ventura à aventura vivenciada. Cartografia de percurso ao trajeto irresolvível. Compêndio de palavras ao tempo amareladas. Memória da intensidade que torna e retorna ao coração. Manifesto do percorredor que esqueceu como esquecer as contingências do caminho. Geografias.

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    poemimagens

    Ou "Como desenhar uma linha reta: você desenha uma linha reta e ela fica torta e você desenha uma outra linha reta em cima daquela e ela fica torta de uma maneira diferente e, em seguida, você desenha uma outra e, eventualmente, você tem uma coisa muito rica em suas mãos e que é não uma linha reta." (Jasper Johns)

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    aeroportos (uma carta de amor)

    Às vezes, acontece de acontecer, e é simples assim, no aeroporto a ver navios.