luciana chardelli

As coisas mais importantes são banais.

Luciana Chardelli

Apaixonada por duas xícaras de café nublado em dias fortes.

O fim do amor é ridículo.

Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você.
-Kim Hubbad-


Eventually-itll-break-your-heart-via-ffffound.com_-450x318.jpg Ainda que haja um tempo determinado para a exposição da fossa, a fossa não é uma vergonha alheia é uma vergonha própria que te assombra sempre que você encontrar aquele amigo bonzinho e compreensivo na madrugada. Sim, porque este amigo é chato como todo bonzinho. Ele vai te lembrar das frases fatais e perguntar se você está melhor, mas antes mesmo de você responder ele irá te contar um novo, longo e comparativo drama de amor.

E o amigo animado? Aquele mesmo que te encorajou a fuxicar o facebook do seu ex e fodeu com sua noite, ou melhor, fudeu, porque fudeu dói mais. Você também vai encontrar este amigo em uma reuniãozinha de 11 pessoas em que você conhece apenas ele, a dona da casa e o cachorro e, por óbvio, ele vai te fazer a pergunta da noite em alta unidade utilizada na medida da intensidade do som, correspondente à décima parte do 3bel: Lembra daquela noite? E você experimentará 42 minutos de puro constrangimento, porque terá ouvido de uma boca desconhecida um entusiasmado "sei quem é!"

O fim do amor pode ser ridículo diria mesmo, cafona. Você chora em frente ao espelho, decora frases impactantes, escreve no facebook, sai do facebook, volta para o facebook e isto te persegue pelo resto do timeline da vida.

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Contudo se o fim do amor pode ser ridículo também pode ter seu charme. Você fica mais magro, mais contemplativo e mais generoso. Sofrer por amor arranca qualquer vestígio de presunção. Você também vai conhecer muita gente nova, irá em cerimônias de casamento de amigos do amigo da amiga, em festas hype e em batizados de cachorro.

Mas não é só o fim que pode esbarrar no ridículo, o começo também pode abalar reputações. O mi-mi-mi exagerado, o timbre infantilizado e coisa e tal passado o tempo também deixa marcas e recordações na mente de amigos acalorados.

O bom do amor é o continuar, quando você é totalmente você, um na sala o outro no quarto, não importa. Não importam as rugas nem as rusgas, o tempo caminha suavemente na intimidade conquistada. O silêncio não incomoda, sabe-se que o som chegará. E a tristeza existe, assim como a alegria e não é necessário máscaras. E é possível rir, chorar, dizer não, dizer sim, ter dor de barriga e assaltar a geladeira. É possível amar sem medo, sem dramas, com medo e com dramas. Amar é bom, no gerúndio. Mas em caso de mudança no tempo verbal do amor, amigos chatos, animados, loucos e dramáticos são essenciais e deliciosos.


Luciana Chardelli

Apaixonada por duas xícaras de café nublado em dias fortes..
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