luiz antonio mello

Jornalismo, Cultura, Comportamento

Luiz Antonio Mello

Alguns discos de rock e blues que são fundamentais (parte 1 de 3)

Fiz uma coletânea de resenhas de rock e blues que posto no Facebook e decidi publicar aqui nesse espaço. Não há nenhuma regra, data, sequência porque não me preocupo em construir uma discoteca básica. Apenas homenageio álbuns que são fundamentais para várias gerações. Vamos lá.


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Foi quase sem querer. Numa noite de dezembro último decidi publicar no Facebook uma dica chamada “Disco do Dia”. Postei uma resenha sobre o álbum “Are You Experienced”, de Jimi Hendrix. Foram tantos comentários que no dia seguinte falei de outro álbum e assim estou até hoje, publicando uma resenha de disco todos os dias. Fiz uma coletânea e decidi publicar aqui nesse espaço, lembrando que não há nenhuma regra, data, sequência porque não me preocupo em construir uma discoteca básica. Apenas homenageio álbuns que são fundamentais para várias gerações do rock e do blues. Vamos lá.

The Who – Tommy

Primeira ópera-rock da história, “Tommy” é o quarto álbum de estúdio do The Who, o primeiro trabalho musical explicitamente chamado desta maneira. Lançada em maio de 1969, a ópera foi composta pelo líder da banda, o guitarrista, pianista, escritor Pete Townshend, com duas faixas do baixista John Entwistle e uma creditada ao baterista Keith Moon, que na verdade foi composta por Townshend. “Tommy” foi lançado originalmente como LP duplo, com um encarte com as letras das músicas e ilustrações e uma espécie de capa tripla que se desdobrava. Todos os três painéis foram tirados de uma única pintura der Mike McInnerney. O desenho é uma esfera com buracos no formato de losango, com um fundo formado por nuvens e gaivotas voando. No outro lado uma mão estrelada parece rasgar o papel enquanto aponta com o dedo. Os executivos da gravadora insistiram que uma foto da banda fosse incluída na capa. Por isso foram inseridas algumas pequenas imagens, quase irreconhecíveis, dos quatro integrantes nos buracos da esfera. O CD remasterizado traz a arte original de McInnerney, sem os rostos do The Who. As ilustrações internas consistem de algumas fotos de malabaristas/mágicos e algumas pinturas simples que meramente ilustram a história. Além de CD, “Tommy” foi relançado em vinil.

Produção de Kit Lambert

The Who: Pete Townshend – guitarras, violões, banjo, violas, piano, teclados, voz. Roger Daltrey – voz e gaita. John Entwistle (1944-2002) – baixo e metais. Keith Moon (1947-1978) – bateria e percussão.

Faixas:

Lado 1 "Overture" - 5:21 "It's A Boy - 0:38 "1921" - 2:49 "Amazing Journey" - 3:24 "Sparks" - 3:46 "Eyesight To The Blind (The Hawker)" - 2:13

Lado 2 "Christmas" - 4:34 "Cousin Kevin" - 4:07 "The Acid Queen" - 3:34 "Underture" - 10:09

Lado 3 "Do You Think It's Alright?" - 0:24 "Fiddle About" - 1:29 "Pinball Wizard" - 3:01 "There's A Doctor" - 0:23 "Go To The Mirror" - 3:49 "Tommy Can You Hear Me?" - 1:36 "Smash The Mirror" - 1:35 "Sensation" - 2:27

Lado 4 "Miracle Cure" - 0:12 "Sally Simpson" - 4:12 "I'm Free" - 2:40 "Welcome" - 4:34 "Tommy's Holiday Camp" - 0:57 "We're Not Gonna Take It" - 7:08

Genesis – Genesis Live

Fui apresentado ao Genesis em 1973, pelos amigos Marcos Kilzer e Jorge Davidson, na época produtores da rádio rock Federal AM. Comecei a trabalhar em rádio com eles; entrei como estagiário e depois fui contratado como produtor musical. Eu achava que conhecia rock. Nada disso. A Federal tinha todos os álbuns de bandas inglesas, norte-americanas, alemãs, italianas e, evidentemente, brasileiras. Eram vinis importados e eu passei semanas e mais semanas trancado num estúdio conhecendo o Neu, Can, Amon Duul, Faust, Curved Air, Mott The Hoople, Genesis. O disco do Dia, “Genesis Live” é o primeiro álbum ao vivo lançado pelo grupo em julho de 1973. Justamente 1973, um ano lendário para mim. A banda não havia planejado lançar um álbum ao vivo naquele momento. A gravadora decidiu enquanto o Genesis gravava “Selling England by the Pound” em meados de 1973. “Genesis Live” foi a única gravação ao vivo da banda (com Peter Gabriel no vocal) em 25 anos. Em 1998 foi lançado o box set “Genesis Archives 67/75”, com dois shows da fase com Gabriel, um no Rainbow Theatre em 1973 e outro em Los Angeles em 1974, onde o grupo apresentou na integra o disco “Lamb Lies Down on Broadway”. “Genesis Live” foi gravado no De Montfort Hall, Leicester, em 25 de fevereiro de 1973 na turnê do álbum “Foxtrot”. Uma versão remasterizada digitalmente foi lançada em CD em 1994 pela Virgin Records na Europa e Atlantic Records nos Estados Unidos.

Produção: John Burns e Genesis

O grupo: Peter Gabriel - vocal, flauta e tamborim Steve Hackett - guitarra Tony Banks - órgão Hammond, mellotron, guitarra de doze cordas e vocal de apoio Mike Rutherford - baixo, guitarra de doze cordas e vocal de apoio Phil Collins - bateria e vocal

Faixas:

"Watcher of the Skies" – 8:34 "Get 'Em Out by Friday" – 9:14 "The Return of the Giant Hogweed" – 8:14 "Musical Box" – 10:56 "The Knife" – 9:47

Led Zeppelin: Celebration Day

Jimmy Page estava mordido, muito mordido. Sem ensaio, com problemas técnicos, o guitarrista-compositor-produtor achou que mandou muito mal nas duas vezes em que se apresentou com Robert Plant e John Paul Jones, formando parte do Led Zeppelin, depois que a banda acabou. O monumental e genialmente explosivo baterista John Bonham morreu em setembro de 1980 provocando o fim da banda. Em 13 de Julho de 1985, Page e Plant se reuniram para o concerto do Live Aid, no JFK Stadium, na Filadélfia, tocando com os bateristas Tony Thompson e Phil Collins e o baixista Paul Martinez. Collins havia contribuído nos dois primeiros álbuns solo de Plant, enquanto Martinez era um membro do Band of Joy. O desempenho foi prejudicado pela falta de ensaio com os dois bateristas, brigas de Page com uma guitarra desafinada, amplificadores funcionando mal e pela voz rouca de Plant. Page descreveu a performance como "caótica", enquanto Plant a caracterizou como uma "atrocidade". Page, Plant e Jones se encontraram em 14 de maio de 1988, para o concerto do 40º aniversário da Atlantic Records, com o filho de John Bonham, Jason Bonham, na bateria. O resultado foi mais um desempenho lamentável já que tocaram "Stairway to Heaven" sem ensaio. Além disso, o som dos teclados de Jones sumiu. Jimmy considerou a performance como "uma grande decepção", e Plant disse que "o show foi podre". Page não sabia, mas teria uma nova (e provavelmente derradeira) chance de se redimir perante seu aguçado e radical senso crítico. Em 2007, um show beneficente para comemorar a vida do executivo musical Ahmet Ertegun foi produzido com uma reunião do Led Zeppelinl no Arena 02, Londres. Page, Plant Jones e Jason, tocaram várias músicas para uma multidão enlouquecida. Jimmy Page coordenou a gravação (em áudio e vídeo em HD) profissional do show com 16 câmeras, para um provável lançamento de DVD e CD. Page disse que o lançamento em CD não era certo e que para mixar o material teria que trabalhar muito, mas na verdade quem estava embarreirando o lançamento era Robert Plant que, como se sabe, tornou-se fóbico em relação ao Led Zeppelin. Mas em 13 de setembro de 2012, a banda revelou que o filme chegaria aos cinemas em 17 de outubro, com estreia em Berlim, Londres, Los Angeles, Nova Iorque e Tóquio e que o lançamento do CD e do DVD estava marcado para 19 de novembro. Eu soube em cima da hora e tentei assistir em um cinema do Rio, mas a lotação estava esgotada. Fiquei enfurecido e muito frustrado. Logo que saiu a caixa com o CDs (dois) e o DVD (foi lançado em outubro de 2012) comprei e vi confirmadas as promessas de Jimmy Page. Certamente é o melhor show do Led Zeppelin lançado em disco, desde o início da banda, em 1969. Na época com quase 64 anos, Page (hoje com 71) domina o palco e para responder aos críticos que diziam que ele não sabia tocar ao vivo solos de clássicos como Stairway to Heaven, ele passou meses ensaiando cada música como se não as conhecesse. Robert Plant, John Paul Jones e Jason Bonham também passaram várias semanas trancados ensaiando exaustivamente com Page. O resultado foi um massacre de talento, entrega, genialidade dos quatro. Pena que o som do contrabaixo esteve anêmico nas primeiras músicas, especialmente em “Ramble On”, que exige muito dos graves. Culpa do engenheiro de som que vacilou e, com certeza, entrou no livrinho vermelho de Jimmy Page que é perfeccionista ao extremo. Como a coletânea “Mothership” de 2007, a capa foi desenhada por Shepard Fairey. Alan Moulder trabalhou com Jimmy Page na mixagem do álbum, mas usaram apenas uma quantidade mínima de overdubs e correções. Optaram por manter a fidelidade máxima ao som do show ao vivo. Um disco fundamental. Quem gosta de música (não apenas de rock), deve ter “Celebration Day” que é vendido junto com o também sensacional DVD, que já assisti mais de 20 vezes.

Produção - Jimmy Page

Led Zeppelin:

Jason Bonham – bateria, percussão, vocais de apoio em "Good Times Bad Times" e "Misty Mountain Hop" John Paul Jones – baixo e teclados Jimmy Page – guitarra e produção Robert Plant – vocal; gaita em "Nobody's Fault But Mine", e pandeiro em "In My Time of Dying" e "Stairway to Heaven"

Faixas:

Disco Um 1 - Good Times Bad Times -John Bonham / John Paul Jones / Jimmy Page – 3:11 2 - Ramble On- Jimmy Page / Robert Plant 5:44 3 - Black Dog - John Paul Jones / Jimmy Page / Robert Plant 5:53 4 - In My Time of Dying -John Bonham / John Paul Jones / Jimmy Page / Robert Plant 11:10 5 - For Your Life- Jimmy Page / Robert Plant 6:40 6 - Trampled Under Foot- John Paul Jones / Jimmy Page / Robert Plant - 6:19 7 - Nobody's Fault But Mine - Jimmy Page / Robert Plant 6:43 8 - No Quarter - John Paul Jones / Jimmy Page / Robert Plant 9:21

Disco Dois

1- Since I've Been Loving You - John Paul Jones / Jimmy Page / Robert Plant 7:52 2- Dazed and Confused Jimmy Page- 11:44 3- Stairway to Heaven - Jimmy Page / Robert Plant 8:49 4- The Song Remains the Same - Jimmy Page / Robert Plant 5:46 5- Misty Mountain Hop - John Paul Jones / Jimmy Page / Robert Plant 5:08 6- Kashmir - John Bonham / Jimmy Page / Robert Plant 9:06 7 - Whole Lotta Love- John Bonham / Willie Dixon / John Paul Jones / Jimmy Page / Robert Plant 7:26 8 - Rock and Roll - John Bonham / John Paul Jones / Jimmy Page / Robert Plant 4:34

Michael Hedges – Aerial Boundaries

Michael Hedges era um gênio. Era porque morreu quando seu carro, uma BMW 1986, rolou uma ribanceira em Mendocino, Califórnia, em 2 de dezembro de 1997. Chovia muito. Michael não usava cinto de segurança e por isso seu corpo foi arremessado para o fundo de um abismo, onde permaneceu vários dias até ser encontrado. Ele tinha 43 anos e estava finalizando o álbum “Torched”. Já tinha gravado as bases de todas as faixas do álbum. O disco foi concluído por dois grandes amigos, David Crosby e Graham Nash. Foi o CD “Aerial Boundaries” (lançado em 1985) quem me apresentou a Michael Hedges. O disco é tão forte, os violões que ele toca exibem sons tão revolucionários (eu julgava inexistentes), que fiquei com um nó na garganta. Como toda a obra de Hedges (deixou oito álbuns de estúdio e um ao vivo) “Aerial Boundaries” é completamente emocional. É a reinvenção do violão, afinado de uma maneira que o músico inventou. Ele criava instrumentos de corda, vivia buscando novos sons, novas possibilidades musicais. “Aerial Boundaries” foi indicado ao Grammy de melhor produção. Autodidata desde criança, estudou violão clássico na Universidade de Phillips, em Oaklahoma. Depois cursou Composição no Peabody Institute, de Baltimore. Numa entrevista, Hedges disse que “fui para a escola da Composição Moderna do Século 20. Ouvi Leo Kottke, Martin Carthy, e John Martyn, mas a minha cabeça estava em Stravinsky, Varese, Webern e um monte de compositores experimentais como Morton Feldman". Seu interesse por música eletrônica o levou, em 1980, para à Universidade de Stanford e seu renomado departamento especializado. Michael fez mestrado lá. Michael Hedges manteve o altíssimo nível de composição, arranjos, produção até o fim. Mais: tocou no Rio e muita gente (eu, inclusive) não soube. A divulgação foi péssima. Gostaria muito de tê-lo assistido, pegar um autógrafo, fazer uma entrevista. A produção do disco é de Will Ackerman, por sinal um outro giga violonista. Depoimentos: - Eu sinto que eu sempre posso ouvir seu coração quando ele toca, e felizmente tive a chance de dizer isso a ele pessoalmente. Ele respeitava os instrumentos tocando muitíssimo bem. Isso me emociona. - Pete Townshend. - Michael era único. Sua música transcende gênero e tendências. Ele era autenticamente musical, divertido e generoso - Steve Vai. - Seu modo de tocar tem uma sensação e timbre muito próprios - tecnicamente brilhante, mas sempre orgânico e verdadeiro." - Joe Satriani. - Um dos músicos mais brilhantes da América. - David Crosby. - Eu o considerava um gênio e quando ele morreu eu perdi um grande amigo. Grande amigo. - Graham Nash. - "Simplesmente não havia ninguém como ele." - Bonnie Raitt. - Ele era um músico de verdade que permaneceu humilde até quando chegou ao estrelato. Um cara muito raro. - Alvin Lee.

Produção - Will Ackerman, Michael Hedges, Steven Miller

Faixas:

1- Aerial Boundaries - 4:45 2 – Bensusan- 2:30 3 - Rickover's Dream 5:00 4 – Ragamuffin 3:15 5 - After the Gold Rush – de Neil Young - 4:10 6- Hot Type 1:31 7 - Spare Change 5:45 8 - Ménage a Trois 7:10 9 - The Magic Farmer 3:50

Queen: A Night at the Opera

Março de 1981. Quando entrevistei o guitarrista do Queen, Brian May, o grupo estava lançando a trilha sonora do filme Flash Gordon e tocou no Morumbi, São Paulo. Tranquilo, muito franco, extremamente humilde, May disse que estava feliz com a trilha. Perguntei se tinha saudade do álbum “A Night at the Opera”. Ele deu um meio sorriso, coçou a cabeça, e disse que “vai ser difícil inovar mais. É um disco especial, feito num momento especial.” Até hoje não esqueço do impacto deste álbum na primeira vez que ouvi. Lançado em dezembro de 1975, custei a acreditar numa nota escrita na contracapa: “Na gravação deste disco não foram usados sintetizadores. Somente guitarras”. Como Brian May conseguiu a façanha? “A Night at the Opera” é o quarto álbum de estúdio do Queen. Nesse disco o grupo adotou uma sonoridade radicalmente diferente comparada com seus discos anteriores, usando muito o piano e outros instrumentos nunca experimentados pelo grupo até então. Eles queriam mostrar que era possível fazer revoluções sonoras sem o uso dos sintetizadores. Conseguiram Canções como "Love of my Life" e "Bohemian Rhapsody" fizeram um enorme sucesso, sendo tocadas em todos os shows do grupo desde então, e jogaram o álbum muito sofisticado nos braços do povo. Freddie Mercury e Brian May compuseram a maioria das letras, mas o baixista e o baterista, John Deacon e Roger Taylor, também contribuíram com canções próprias e todos trabalharam igualmente no arranjo das melodias. "Bohemian Rhapsody" é a canção mais inovadora. Dividida em três partes e sem refrão, a faixa mescla rock e ópera e foi recebida com descaso pela gravadora do grupo, que não acreditou em seu sucesso devido a sua complexa estrutura. Mas assim que foi lançada fez grande sucesso nas paradas e tornou-se a marca registrada da banda. Todo o instrumental do álbum foi gravado separadamente por cada membro do grupo em diferentes estúdios. A capa foi obra de Freddie Mercury. Assim que foi lançado, “A Night at the Opera” entrou direto no topo da UK Albums Chart, do Reino Unido e chegou ao quarto lugar na Billboard 200 dos Estados Unidos, sendo o disco que levou o Queen a atingir popularidade mundial e a se consagrar no mundo da música. O disco também foi um sucesso de crítica, frequentemente apontado como um dos melhores discos de música em geral, tendo vendido mais de cinco milhões de cópias nos anos 70, um número impressionante para a época.

Produção - Roy Baker e Queen

Queen:

Freddie Mercury – vocal, piano e vocal de apoio Brian May – violões, guitarras, koto, ukelele, harpa, vocal e vocal de apoio Roger Taylor – bateria, gongo, tímpano, pandeiro, vocal, efeitos de guitarra e vocal de apoio John Deacon – baixos elétrico e acústico e piano

Faixas:

Lado A 1."Death On Two Legs (Dedicated To...)" Freddie Mercury 3:43 2. "Lazing on a Sunday Afternoon" Mercury 1:08 3. "I'm in Love with My Car" Roger Taylor 3:05 4. "You're My Best Friend" John Deacon 2:50 5. "'39" Brian May 3:25 6. "Sweet Lady" May 4:01 7. "Seaside Rendezvous" Mercury 2:13

Lado B 1. "The Prophet's Song" May 8:17 2. "Love of My Life" Mercury 3:38 3. "Good Company" May 3:26 4. "Bohemian Rhapsody" Mercury 5:55 5. "God Save the Queen" tradicional, arr. May 1:11

Bônus do relançamento de 1991 I'm in Love with My Car" (1991 remix de Mike Shipley) (Taylor) – 3:28 "You're My Best Friend" (1991 remix de Matt Wallace) (Deacon) – 2:52


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