luiz antonio mello

Jornalismo, Cultura, Comportamento

Luiz Antonio Mello

Alguns discos de rock e blues que acho fundamentais (parte 2 de 3)

Esse é o segundo capítuto de uma coletânea de resenhas de rock e blues que posto no Facebook e decidi publicar aqui nesse espaço. Não há nenhuma regra, data, sequencia porque não me preocupo em construir uma discoteca básica. Apenas homenageio álbuns que acho fundamentais para várias gerações. Vamos lá.


FACEBOOK CAPA ROCK.jpg

BLUES BOY.jpg Celso Blues Boy – Som na Guitarra Primeiro álbum do maior guitarrista de blues do Brasil. Conheci Celso Blues Boy (1956-2012) antes mesmo da Rádio Fluminense FM, a Maldita, entrar no ar. Ele apareceu lá na fase experimental (outubro de 1981 até 1 de março de 1982) com uma fita K7 gravada num estúdio caseiro.

Em 1984, conversei com o amigo Roberto Menescal, na época diretor da gravadora Polygram (hoje Universal Music) e disse que estava na hora do Blues Boy gravar um LP. Menescal topou desde que Blues Boy fosse contratado por minha produtora e essa, em outro contrato, fosse ligada a Polygram. O disco foi gravado e lançado em 1984, pelo selo Philips, que era da Polygram. Celso só fez uma exigência, que me deixou emocionado: eu teria que ser o produtor do disco já que, segundo ele “você é o cara que melhor conhece o meu trabalho e também manja muito de blues”. Por isso, antes de entrar em estúdio mandei vir de Nova Iorque um livro que descreve, passo a passo, como Jimmy Page (além de grande músico, o melhor produtor que conheço) produziu a obra do Led Zeppelin.

A minha produtora Provence (que eu e na época meu sócio Zeca Mocarzel mantivemos até o início de 1989), assinou com Celso e com a Polygram. Entrei no estúdio 1 da Polygram e foi aí que vacilei: não fizemos um diário de gravação e, por isso, não vou registrar aqui quem participou do disco já que foram muitos artistas.

Não quero omitir ninguém, mas semana que vem um cara de Blumenau ficou de me mandar um encarte do álbum que não tenho! Não tenho porque os 20 exemplares que guardava foram roubados numa mudança de endereço nos anos 2000.

Acho “Som na Guitarra” não só o melhor disco de Celso Blues Boy como um dos mais importantes do blues brasileiros. Apliquei muitos macetes que Jimmy Page narra no livro como, por exemplo, manter os microfones sempre numa boa distância dos amplificadores (usamos Marshall, Fender e Roland para as guitarras e Ampeg para o baixo) para que o som “abrace o ar”, explica Page. Foi o que fizemos com sucesso.

O impressionante e bizarro é que esse disco NÃO EXISTE MAIS. Celso queria lançar em CD, mas morreu antes de realizar o seu sonho. Se alguém souber onde está a fita máster de gravação, por favor me avise.

Celso usou duas guitarras Fender, uma Stratocaster e uma Telecaster, além de um violão de Chico Buarque que estava gravando um disco no mesmo estúdio em outro horário. Fiz uma “cama acústica nas bases de todas as músicas, inserindo violão e guitarra sem distorção e, em vários momentos, órgão Hammond e piano. Em algumas músicas chegamos a usar oito guitarras em overdubs, mais violão e o baixo no mais grave possível. E o resultado foi muito bom.

Até hoje a crítica é unânime em afirmar que “Som na Guitarra” é o melhor disco do Blues Boy. Como produtor da obra, agradeço a esse saudoso amigo por sua dedicação, disciplina, e extremo talento ao longo dos três meses de gravação, em sessões diárias de oito horas. A foto da capa é de Maurício Valladares.

Faixas:

1 - Aumenta que isso aí é rock and roll (Celso Blues Boy) 2 - Fumando na escuridão (Celso Blues Boy) 3 - Tempos difíceis (Celso Blues Boy) 4 - Brilho da noite (Geraldo D'Arbilly, Celso Blues Boy) 5 - Amor vazio (Celso Blues Boy) 6 - Rock fora da lei (Celso Blues Boy) 7 - Filhos do bomba (Celso Blues Boy) 8- Blues motel (Celso Blues Boy) ELP_-_Brain_Salad_Surgery.jpg Emerson, Lake & Palmer -Brain Salad Surgery Lançado em novembro de 1973, Brain Salad Surgery é o quarto álbum de estúdio do trio britânico Emerson, Lake & Palmer. A faixa mais conhecida é "Karn Evil 9 - 1st Impression, Part 2" (famosa pelo bordão “Welcome back my friends to the show that never ends...”). "Karn Evil 9" como um todo teve que ser originalmente dividida nos lados A e B do álbum. O CD mais recente apresentam a obra em uma só faixa.

O álbum contém o que havia de mais avançado em instrumentos musicais eletrônicos até então. Keith Emerson foi o primeiro e único músico a utilizar o protótipo Moog Constellation desenvolvido pela Moog Music Inc, apresentando pela primeira vez um sintetizador polifônico. Nos créditos do álbum, o aparato é descrito como Moog Ppolyphonic Ensemble e pode ser mais claramente ouvido nas faixas Benny The Bouncer e Karn Evil 9: 3rd Impression. O protótipo foi devolvido por Emerson a Moog Music após o final das turnês deste álbum, e não foram produzidas outras unidades.

Na faixa instrumental "Toccata", baseada no primeiro concerto para piano de Alberto Ginastera, efeitos especiais de sintetizador foram produzidos não por Keith Emerson mas por Carl Palmer, usando a técnica recém desenvolvida de sintetizadores para bateria. Ginastera aparentemente não ligou para a utilização de sua obra pela banda, nem cobrou seus direitos autorais. O compositor gostou muito da nova versão.

As letras foram co-escritas por Greg Lake e seu companheiro e ex-membro do King Crimson Peter Sinfield. A capa do álbum foi desenhada por H. R. Giger, que também criou a arte do filme Alien.

Produção – Greg Lake

Músicos:

Keith Emerson – órgão, piano, cravo, acordeom e sintetizadores Greg Lake – vocal, baixo, guitarra, violão de 12 cordas Carl Palmer – bateria e percussão

Músicas:

"Jerusalem" (William Blake, Hubert Parry como adaptado por Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer) – 2:44 "Toccata" Adaptação do primeiro concerto para piano de Ginastera (Alberto Ginastera, arranjos por Emerson) – 7:22 "Still...You Turn Me On" (Lake) – 2:53 "Benny the Bouncer" (Emerson, Lake e Peter Sinfield) – 2:21 "Karn Evil 9" (Emerson, Lake, Sinfield) – 29:54 "Karn Evil 9: 1st Impression, Pt. 1" (Emerson, Lake, Sinfield) – 8:43 "Karn Evil 9: 1st Impression, Pt. 2" (Emerson, Lake) – 4:46 "Karn Evil 9: 2nd Impression" (Emerson, Lake) – 7:07 "Karn Evil 9: 3rd Impression" (Emerson, Lake) – 9:03 "The Making of Brain Salad Surgery" (somente no lançamento de 1996 pela Rhino Records) O Terço.jpg O Terço – Criaturas da Noite O álbum “Criaturas da Noite”, o quarto do grupo O Terço, quebrou vários paradigmas e consagrou, definitivamente, o mineiro Flávio Venturini como um dos mais importantes músicos (piano, órgão, sintetizadores, violões, violas, etc.) e compositores da história não só do rock, mas da música brasileira.

Além de participar de todas as composições, é de autoria dele o clássico “1974” que com seus 12 minutos e 27 segundos de duração, jogou o nome do terço no exterior, especialmente Europa e Japão. Um grande disco onde os músicos não economizaram talento, energia e criatividade. De acordo com o jornalista e pesquisador Fernando Rosa, integraram o grupo, em suas diferentes formações, além dos fundadores Sérgio Hinds, Jorge Amiden e Vinicius Cantuária, os músicos César das Mercês, Sérgio Magrão, Flávio Venturini, Luiz Moreno, Sérgio Kaffa, Ruriá Duprat, Zé Português e Franklin, entre outros.

A discografia oficial do grupo inclui os discos ‘O Terço’ (69), ‘Terço’ (72), ‘Criaturas da Noite/Creatures of Night’ (75), ‘Casa Encantada’ (76), ‘Mudança de Tempo’ (78), ‘Som Mais Puro’ (82), ‘O Terço’ (90), ‘Memória da Música Brasileira’ (92, coletânea), ‘Time Travelers’ (92), ‘Live At Palace’ (94).

Também merece registro o compacto com ‘Visitante’, ‘Adormeceu’, ‘Doze Avisos’, ‘Mero Ouvinte’ e ‘Trecho da Ária Extraída da Suíte em Ré Maior – Bach’ (71). No álbum “Criaturas da Noite”, a formação da banda era a seguinte: Sérgio Hinds - guitarra, viola e vocal; Sérgio Magrão - baixo e vocal; Luiz Moreno - percussão e vocal; Flávio Venturini - piano, órgão, sintetizador, viola e vocal. Produção Musical: O Terço; Direção Artística: Paulo Rocco; Arranjos Orquestrais: Rogério Duprat; Participações Especiais: Cezar de Mercês (percussão); Marisa Fossa (vocal).

Faixas:

A1 - Hey Amigo – Cesar De Mercês 3:32 A2 - Queimada – Cesar De Mercês, Flávio Venturini 3:04 A3 - Pano De Fundo - Cesar De Mercês, Sérgio Magrão 3:44 A4 - Ponto Final – Luiz Moreno 4:38 A5 - Volte Na Próxima Semana – Sérgio Hinds 2:59 B1 - Criaturas Da Noite - Flávio Venturini, Luiz Carlos Sá 3:41 B2 - Jogo Das Pedras Cesar De Mercês, Flávio Venturini 3:25 B3 - 1974 – Flávio Venturini 12:27 DIRE.jpg Dire Straits – Alchemy Álbum duplo, “Alchemy” foi o primeiro disco gravado ao vivo do Dire Straits, lançado em março de 1984. Gravado no teatro Hammersmith Odeon, em Londres, nos dias 22 e 23 de julho de 1983, o álbum tornou-se lendário m todo o mundo. No Brasil, vendeu 90 mil cópias. Como era duplo, significou 180 mil LPs vendidos.

No repertório, canções da banda gravadas em seus quatro primeiros discos: ”Dire Straits” (1978), “Communiqué” (1979), “Making Movies” (1980) e “Love Over Gold (1982). O grupo tocou também alguns fragmentos do álbum-solo “Local Hero” (1983) do fundador, guitarrista, cantor, compositor e band leader do Straits, Mark Knopfler, trilha sonora do filme com o mesmo nome. A capa de “Alchemy” é uma pintura do australiano Brett Whiteley (1939-1992), artista mundialmente premiado com passagens por Londres e Nova Iorque.

Muitas músicas ganharam novos e geniais arranjos. A gravação ao vivo, perfeita, ganhou também um vídeo que, em versão VHS na época, bateu recordes de vendas em todo o mundo. Mais tarde, a versão foi reeditada e ampliada para DVD, lançado em 2010. O disco foi produzido por Mark Knopfler.

A banda:

Mark Knopfler - guitarra, vocais Alan Clark - teclados John Illsley - guitarra baixo Hal Lindes - guitarra Terry Williams - bateria

Músicos adicionais

Mel Collins - saxofone Tommy Mandel - teclados Joop de Korte – percussão

Faixas do CD

Disco Um

1. "Once Upon a Time no Ocidente" 13:01 2. "Expresso Love" 05:45 3. "Romeu e Julieta" 08:17 4. "Love Over Gold" 03:27 5. "Private Investigations" 07:34 6. "Sultans of Swing" 10:54 Disco Dois

1. "Two Lovers Jovens" 04:49 2. "Tunnel of Love" (citação a "The Carousel Waltz", de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II) 14:29 3. "Telegraph Road" 13:37 4. "Solid Rock" 06:01 5. "Going Home - Theme from 'Hero Local'" Quadrophenia.jpg The Who – Quadrophenia Quadrophenia é a segunda ópera-rock (a primeira foi Tommy) escrita pelo líder do The Who, Pete Townshend (guitarrista, cantor, pianista, escritor, arranjador...) e considero o melhor disco da banda.

Neste 2015, The Who comemora oficialmente 50 anos de vida (o primeiro disco, “My Generation”, é de 1965) com uma turnê gigantesca de despedida que, diz a lenda, pode passar pelo Brasil. O nome Quadrophenia é uma variação não-científica da esquizofrenia, no disco abordada como uma doença de personalidade múltipla; o protagonista da ópera sofre de personalidade quádrupla, cada uma delas associadas a um integrante do Who. O encarte do álbum traz as descrições:

- Um cara durão, um dançarino incapaz. ("Helpless Dancer" - Roger Daltrey) - Um romântico, sou eu por um momento? ("Is It Me?" - John Entwistle) - Um maldito lunático, eu até carrego tuas malas. ("Bell Boy" - Keith Moon) - Um mendigo, um hipócrita, amor, reine sobre mim. ("Love Reign O'er Me" - Pete Townshend)

Lançado em 19 de outubro de 1973, o álbum duplo fecha um ciclo de discaços: Tommy (1969), Live at Leeds (1970) e Who´s Next (1971). As gravações de Quadrophenia foram caóticas. Foram tantas as brigas que a banda chegou a se separar no meio do trabalho e quase foi anunciado o fim do The Who. Townshend continuaria gravando o disco (uma obsessão dele) que sairia como álbum-solo. Graças a intensas, insistentes, estressantes negociações do produtor Kit Lambert o trem seguiu. Pete Townshend chegou a atirar uma guitarra na cara de Roger Daltrey (vocalista) que conseguiu desviar. Daltrey reclamou que sua voz estava muito baixa em uma faixa.

John Entwistle (baixista) também foi se lamuriar com Townshend dizendo que estava se sentindo alijado. O líder da banda foi seco: “Então, caia fora! Não fico em ambientes que me fazem mal, portanto faça o mesmo”. O baterista Keith Moon estava no auge de sua forma e o que ele fez com o instrumento nesse disco foi até tese de doutorado em música de uma aluna de Cambridge. Mesmo assim, num ataque de fúria, Townshend quase o botou pra fora.

Por tudo isso, o álbum demorou muito a ser gravado: de maio de 1972 a agosto de 1973. Genial, genial, genial. É a palavra que me vem cabeça quando escrevo sobre Quadrophenia. Nada como abrir um novo ano com algo que está a muitos e muitos quilômetros de distância, no futuro de todos nós, falando dos mistérios da alma, de nossas frustrações, rejeições, quando imploramos para que o amor impere sobre nós.

A banda em Quadrophenia: Pete Townshend (guitarras, violões, banjo, piano, sintetizadores, órgão), Roger Daltrey (voz e gaita), John Entwistle (contrabaixo e instrumentos de sopro), Keith Moon.

Produtor – Kit Lambert. Produtor Assistente – Glyn Johns.

Faixas:

Disco Um

"I am the Sea" - 2:08 "The Real Me" - 3:22 "Quadrophenia" - 6:15 "Cut my Hair" - 3:46 "The Punk and the Godfather" - 5:10 "I'm One" - 2:39 "The Dirty Jobs" - 4:30 "Helpless Dancer" - 2:32 "Is it in my Head" - 3:46 "I've Had Enough" - 6:14

Disco Dois

"5:15" - 5:00 "Sea and Sand" - 5:01 "Drowned" - 5:28 "Bell Boy" - 4:56 "Doctor Jimmy" - 8:42 "The Rock" - 6:37 "Love, Reign O'er Me" - 5:48 DEEP.jpg Deep Purple – In Concert ´72 Uma relíquia gravada em 1972 e que finalmente o Deep Purple liberou. Deep Purple - In Concert '72 é um álbum ao vivo sensacional, gravado no Teatro Paris na Lower Regent Street, em Londres, para o programa de rádio da BBC "Sounds Of The Seventies" em 9 de março de 1972.

O álbum foi remixado em 2012 e agora está disponível no formato de CD, incluindo a faixa bônus ”Maybe I’m A Leo” (versão Soundcheck) disponível pela primeira vez para o público. A banda tinha a seguinte (e bombástica) formação: Ritchie Blackmore – guitarras; Ian Gillan – vocal; Roger Glover – baixo; Ian Paice – bateria/ percussão; Jon Lord – teclado

Faixas:

01. Introduction - '0:16 02. Highway Star - '7:41 03. Strange Kind Of Woman - '9:32 04. Maybe I'm A Leo - '5:35 05. Smoke On The Water - '7:32 06. Never Before - '5:18 07. Lazy - '9:21 08. Space Truckin' - '22:11 09. Lucille - '7:30 10. Maybe I'm A Leo - (soundcheck) '4:32 JIMI.jpg Jimi Hendrix – Are You Experienced Jimi Hendrix gravou quatro álbuns entre 1967 e 1970, ano de sua morte, em Londres. Tinha 27 anos. Durante sua curtíssima vida profissional, ele tocou muito ao vivo e, por isso, até hoje saem discos que foram gravados nos shows. O mais recente foi gravado num showzaço em Miami, em 1968. Ano passado saiu um álbum de raridades que ele gravou em estúdio chamado “People, Hell & Angels”.

O disco de hoje é o primeiro que Jimi Hendrix gravou: “Are You Experienced”, lançado em maio de 1967 no Reino Unido. Só mais tarde saiu nos Estados Unidos. Após desembarcar em Londres em setembro de 1966, levado por Chas Chandler (baixista do The Animals), ele formou The Jimi Hendrix Experience com os também inleses Mitch Mitchell na bateria e Noel Redding no baixo.

Após trabalhar para a gravadora Polydor e rapidamente mudar para o mesmo selo do The Who, a Track Records, Hendrix lançou três singles que figuraram entre as 10 mais tocadas na Inglaterra: "Hey Joe", "Stone Free" (Dezembro de 1966), "Purple Haze","51st Anniversary" (Março de 1967) e "The Wind Cries Mary", "Highway Chile" (Maio de 1967). Durante a produção destes singles, The Jimi Hendrix Experience gravou seu disco de estreia, “Are You Experienced”, produzido por Chas Chandler.

Músicas –

Versão do Reino Unido "Foxy Lady" - 3:19 "Manic Depression" - 3:42 "Red House" - 3:42 "Can You See Me" - 2:33 "Love Or Confusion" - 3:11 "I Don't Live Today" - 3:55 "May This Be Love" - 3:11 "Fire" - 2:43 "Third Stone From The Sun" - 6:44 "Remember" - 2:48 "Are You Experienced?" - 4:14

Versão dos Estados Unidos "Purple Haze" - 2:51 "Manic Depression" - 3:42 "Hey Joe" (Billy Roberts) - 3:30 "Love Or Confusion" - 3:11 "May This Be Love" - 3:11 "I Don't Live Today" - 3:55 "The Wind Cries Mary" - 3:20 "Fire" - 2:43 "Third Stone From The Sun" - 6:44 "Foxy Lady" - 3:19 "Are You Experienced?" - 4:16 free-live-51f7d37d40743.jpg Free – Free Live! Lançado em abril de 1971, Free Live! é o álbum ao vivo da magistral banda inglesa Free, que já havia implodido. Possivelmente por causa da publicidade causada por sua separação (que também resultou no sucesso de despedida, o single "My Brother Jake"), o álbum foi um enorme sucesso na Europa e Estados Unidos.

O álbum (incluindo as faixas extras) foi gravado em jams feitas no Reino Unido, em janeiro e setembro de 1970. O engenheiro Andy Johns (irmão do landário produtor Glyn Johns) só poderia usar duas faixas, "The Hunter "e" All Right Now " por causa do ensurdecedor ruído da plateia histérica.

Com a tecnologia de remasterização foi possível aproveitar o áudio em outros pontos do show para o CD reedição, juntamente com alguns takes alternativos de faixas gravadas na segunda das duas sessões da cidade de Croydon.

O disco abre com "All Right Now", que dura mais de seis minutos. A voz de Paul Rodgers vacila nitidamente por um segundo durante esta canção, mostrando como o álbum não sofreu qualquer tipo de “acerto” em estúdio. É um registro ao vivo genuíno.

O álbum fecha com a última das quatro faixas de estúdio gravado pela banda antes de acabar, uma música lenta, suave, acústica bem que soa completamente diferente das outras faixas. Depois do Free, Paul Rogers montou o Bad Company. Depois, em 1982, cantou no The Firm banda montada por Jimmy Page, pai do Led Zeppelin. Na sequência, uma intensa carreira-solo que culminou nos anos 2000 quando cantou no Queen. Depois voltou a vida de free lancer.

Produção – Andy Johns

Músicos: Paul Rodgers – vocal Paul Kossoff – guitarra Andy Fraser – baixo Simon Kirke – bateria Músicas: "All Right Now" – 6:24 "I'm a Mover" – 3:46 "Be My Friend" – 5:56 "Fire and Water" – 3:56 "Ride on a Pony" – 4:30 "Mr. Big" (Fraser, Kirke, Kossoff, Rodgers) – 6:13 "The Hunter" (Cropper, Dunn, Jackson, Jones, Wells) – 5:29 "Get Where I Belong" – 4:19 POLICE.jpg The Police – Synchronicity É o quinto e último álbum de estúdio do The Police, lançado em 1983. Está na lista dos discos definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Considero o melhor trabalho da banda. Apesar de ter sido o projeto mais ousado do trio inglês, foi também o mais elaborado e caro. De toda a discografia do Police foi o que mais vendeu em todo o mundo, inclusive no Brasil. Nos Estados Unidos assumiu o primeiro lugar da Top 200, arrancando Michael Jackson que se mantinha na liderança há quase 40 semanas com o disco “Thriller”.

O clima entre Sting, Andy Summers e Stewart Copeland estava péssimo, tanto que acabaram com o Police logo após a turnê de lançamento de “Syncronicity”. O nome do disco foi sugerido por Sting, na época fazendo psicanálise junguiana que é calcada, basicamente, em símbolos, arquétipos, sonhos e na Teoria da Sincronicidade, desenvolvida pelo psiquiatra e psicanalista suíço Carl Gustav Jung (1875-1961).

Synchronicity foi produzido por Hugh Padgham.

Faixas

1. "Synchronicity I" 3:26 2. "Walking In Your Footsteps" 3:36 3. "O My God" 4:02 4. "Mother" Summers 3:05 5. "Miss Gradenko" Copeland 2:00 6. "Synchronicity II" 5:02 7. "Every Breath You Take" 4:14 8. "King Of Pain" 4:58 9. "Wrapped Around Your Finger" 5:16 10. "Tea In The Sahara" 4:11 11. "Murder By Numbers"


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