luiz antonio mello

Jornalismo, Cultura, Comportamento

Luiz Antonio Mello

Último capítulo: alguns discos de rock e blues que acho fundamentais

Este é último capítulo de uma coletânea de resenhas de rock e blues que posto no Facebook e que decidi publicar aqui. Não há nenhuma regra, data, sequencia porque não me preocupo em construir uma discoteca básica. Apenas homenageio álbuns que acho fundamentais para várias gerações.


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OBVIOUS 1 PINK FLOYD.jpg Pink Floyd - Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81 Absolutamente sensacional, o álbum duplo “Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81” ao vivo do. Só foi lançado, sem alarde, em lançado em 2000.

É o último registro, em disco, de Roger Waters de David Gilmour ao vivo no Pink Floyd. O que os dois fazem nesse álbum é inacreditável, especialmente em momentos como "Run Like Hell" quando duelam nos vocais.

Este álbum foi gravado em 1980 e 1981 quando o Pink Floyd tocou ao vivo o lendário “The Wall” em Earls Court, Londres. O álbum chegou ao 19º lugar na tabela Billboard 200 e atingiu a platina (um milhão de cópias vendidas) em maio de 2000 nos Estados Unidos. As apresentações ficaram marcadas pela presença de duas faixas que não entraram no disco de estúdio, são elas:"What Shall We Do Now" e "The Last Few Bricks".

Disco 1

1. "MC:Atmos" (7 de agosto, 1980) Yudman 1:13 2. "In the Flesh?" (7 de agosto, 1980) Waters 3:00 3. "The Thin Ice" (7 de agosto, 1980/13 de junho, 1981) Gilmour, Waters 2:49 4. "Another Brick in the Wall (Part I)" (7 de agosto, 1980) Waters, Gilmour 4:13 5. "The Happiest Days of Our Lives" (7 de agosto, 1980) Waters, Gilmour 1:40 6. "Another Brick in the Wall (Part II)" (9 de agosto, 1980/14 de junho, 1981) Gilmour, Waters 6:19 7. "Mother" (16 de junho, 1981) Waters, Gilmour 7:54 8. "Goodbye Blue Sky" (17 de junho, 1981) Gilmour 3:15 9. "Empty Spaces" (14 de junho, 1981) Waters 2:14 10. "What Shall We Do Now?" (14 de junho, 1981) Waters 1:40 11. "Young Lust" (7 de agosto, 1980) Gilmour, Waters 5:17 12. "One of My Turns" (7 de agosto, 1980) Waters 3:41 13. "Don't Leave Me Now" (7 de agosto, 1980) Waters 4:08 14. "Another Brick in the Wall (Part III)" (7 de agosto, 1980) Waters 1:15 15. "The Last Few Bricks" (7 de agosto, 1980/9 de agosto, 1980) Instrumental 3:26 16. "Goodbye Cruel World" (9 de agosto, 1980) Waters 1:41 Disco 2 1. "Hey You" (16 de junho, 1981) Gilmour, Waters 4:55 2. "Is There Anybody Out There?" (7 de agosto, 1980) Waters, Gilmour 3:09 3. "Nobody Home" (8 de agosto, 1980/15 de junho, 1981) Waters 3:15 4. "Vera" (13 de junho, 1981) Waters 1:27 5. "Bring the Boys Back Home" (7 de agosto, 1980) Waters 1:20 6. "Comfortably Numb" (9 de agosto, 1980/15 de junho, 1981) Gilmour, Waters 7:26 7. "The Show Must Go On" (16 de junho, 1981) Gilmour 2:35 8. "MC:Atmos" (16 de junho, 1981) Yudman 0:37 9. "In the Flesh" (7 de agosto, 1980) Waters 4:23 10. "Run Like Hell" (15 de junho, 1981/17 de junho, 1981) Gilmour, Waters 7:05 11. "Waiting for the Worms" (13 de junho, 1981) Waters, Gilmour 4:14 12. "Stop" (9 de agosto, 1980) Waters 0:30 13. "The Trial" (9 de agosto, 1980) Waters 6:01 14. "Outside the Wall" (8 de agosto, 1980/9 de agosto, 1980) Waters 4:27 OBVIOUS 2 LENNON.jpg John Lennon - Walls and Bridges Walls and Bridges foi gravado entre junho e julho de 1974 e lançado em outubro do mesmo ano. O álbum atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos ganhando disco de ouro e trouxe duas músicas de grande sucesso: "Whatever Gets You Thru The Night" e "#9 Dream", lançadas também em compacto.

Em 1974, John Lennon passou metade do ano enchendo a cara com amigos, brigando em bares e namorando May Pang. Separado de Yoko Ono, John estava vivendo em Los Angeles. No período, ele participou das gravações do álbum de Ringo Starr, Goodnight Vienna, gravou com o músico Elton John e produziu o álbum Pussy Cats de Harry Nilsson.

Em L.A. participou de uma orgia organizada por Eric Burdon (The Animals) que fechou todos os bangalôs de um motel e contratou diversas mulheras. Muito bêbado, doido de LSD e maconha, John Lennon saiu nu pelos bangalôs até localizar Eric Burdon que, com três mulheres, mandava que elas espalhassem ovo cru no seu corpo, enquanto cantava, aos berros, o verso “I´m The Eggman” (“Eu sou o homem ovo”) de “I Am the Walrus”. Para a gravação do álbum, John chamou seu grande amigo Elton John para participar da música "Whatever Gets You Thru The Night". Em 28 de novembro do mesmo ano, quase um mês após o lançamento de Walls and Bridges, John apareceu ao vivo em um show de Elton no Madison Square Garden e cantou três músicas. Julian Lennon, filho de John com Cynthia, gravou a bateria da música "Ya Ya" aos onze anos de idade. Durante as gravações do álbum, John Lennon e May Pang retornaram a Nova York e mudaram-se para uma cobertura onde os dois alegaram ter visto um disco voador.

Lado A

"Going Down on Love" – 3:54 "Whatever Gets You thru the Night" – 3:28 "Old Dirt Road" – (John Lennon/Harry Nilsson) – 4:11 "What You Got" – 3:09 "Bless You" – 4:38 Endereçada a Yoko, que estava saindo com o guitarrista David Spinozza "Scared" – 4:36

Lado B

"#9 Dream" – 4:47 "Surprise, Surprise (Sweet Bird of Paradox)" – 2:55 "Steel and Glass" – 4:37 "Beef Jerky" – 3:26 "Nobody Loves You (When You're Down and Out)" – 5:08 "Ya Ya" (Dorsey/Lewis/Robinson) – 1:06 return false">OBVIOUS 3 RENATO.jpg Renato Russo - Stonewall Celebration Concert Acho esse disco fantástico. O site official do músico destaca:

Primeiro disco solo de Renato Russo, gravado entre fevereiro e março de 1994, é cantado totalmente em inglês – um impecável inglês, do ex-aluno e ex-professor da Cultura Inglesa. Renato Russo não é autor de nenhuma canção.O álbum foi uma homenagem aos vinte cinco anos da Rebelião gay de Stonewall em Nova Iorque.

O repertório traz standarts da música americana, novidades descobertas por ele e canções resgatadas de longa-metragens — muitos daqueles que fizeram parte de sua educação musical. Está lá “Cathedral Song”, música de Tanita Tikaram, fenômeno dos anos 90; Da trilha sonora de A Cor Púrpura, assinada por Quincy Jones, ele extraiu a canção “Miss Celia Blues”. E ainda fez a sua versão para o tema de Pinocchio, de Walt Disney, “When you wish upon a star”, assinado por Ned Washington e Leigh Harline. Também há “Cherish”, sucesso de Madonna, mas com um jeitão folk e sua forte impressão vocal. De Bob Dylan, regravou “If you see her, say hello”, original do álbum Blood on the Tracks, de 1975 – mas mudou o título para “If you see him, say hello”.

O encarte traz informações de vinte e nove entidades sociais, entre as quais o Grupo Gay da Bahia, ISER, Greenpeace, Sociedade Viva Cazuza e ABIA. Parte dos royalties foi doada a campanha de Betinho – Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.

"Send in the Clowns", de Stephen Sondheim "Clothes of Sand", de Nick Drake "Cathedral Song", de Tanita Tikaram "Love Is", de Kate, Anna e Jane McGarrigle "Cherish", de Madonna Ciccone e Patrick Leonard "Miss Celie´s Blues", de Quincy Jones, Rod Temperton e Lionel Richie "The Ballad Of The Sad Young Men", de Tommy Wolf e Fran Landesman "If I Loved You", de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II "And So It Goes", de Billy Joel "I Get Along Without You Very Well", Hoagy Carmichael "Somewhere In My Broken Heart", Billy Dean e Richard Leigh "If You See Him, Say Hello", de Bob Dylan "If Tomorrow Never Comes", de Kent Blazy e Garth Brooks "The Heart Of The Matter", de Mike Campbell, Don Henley e J.D.Souther "Old Friend", de Nancy Ford e Gretchen Cryer "Say It Isn´t So", de Irving Berlin "Let's Face The Music & Dance", Irving Berlin "Somewhere", de Leonard Bernstein "Paper of Pins", Música folclórica norte-americana "When You Wish Upon A Star", de Ned Washington e Leigh Harline "Close The Door Lightly When You Go", de Eric Andersen width="800" height="800" alt="OBVIOUS 4 SOM IMAGINARIO.jpg" class="mt-image-none" style="" /> Som Imaginário – Matança do Porco Tiago Ferreira, do site Na Mira do Groove, escreveu: Terceiro e derradeiro disco do supergrupo mineiro (o seguinte, Milagre dos Peixes (1974), seria creditado a Milton Nascimento e Som Imaginário), “A Matança do Porco” faz uma transição entre os caminhos abertos pelo Clube da Esquina (cuja sonoridade foi construída a partir do Som Imaginário, bom frisar) e as possibilidades de se encontrar com a música de Eumir Deodato e outros influentes sons jazzísticos daquele momento, principalmente o fusion.

Formada inicialmente para acompanhar o cantor Milton Nascimento no show Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário (1970), o grupo formado por Wagner Tiso (piano e órgão), Tavito (violão), Luiz Alves (baixo), Robertinho Silva (bateria), Fredera (guitarra) e Zé Rodrix (percussão, órgão e flautas) formou uma das mais saborosas cozinhas musicais brasileiras. Com o disco homônimo, de 1970, eles mostraram que a vertente tropicalista não era a única referência brasileira naquele momento quando o assunto era ótimas harmonias. Havia maior densidade psicodélica dentro de um outro tipo de libertinagem, como pode-se ver em “Pantera” e “Nepal”.

Em A Matança do Porco, eles decidiram suprimir os vocais para enfatizar novas buscas sonoras. Aí havia entrecruzamentos de rock progressivo com melodias cristalinas (“Armina”), uma estética que, a meu ver, pode ser entendida como bossa mineira (ouça “Armina 2″ e viaje você também), sem deixar de mencionar desenlaces musicais que formam uma sonoridade típica de um supergrupo. Com seus mais de 11 minutos, a faixa-título segue uma linha progressiva tácita com solos catárticos da guitarra de Fredera – tipo um “Interstellar Overdrive” do ET de Varginha. As linhas de piano de Tiso formam um modal sinistro, estabelecendo uma conexão entre Dave Brubeck e King Crimson. Arrepia.

Milton Nascimento também contribui com seus vocais na faixa-título. Mas não pense que é uma ‘forcinha’ dele ao grupo – na verdade, é um agradecimento. Não fosse o Som Imaginário, talvez não houvesse o Clube da Esquina. “A gente deu uma costela pop para o Milton”, disse recentemente o violonista Tavito ao jornal O Globo. “O Som Imaginário foi um embrião do que ele iria desenvolver com o Clube da Esquina. Éramos um grupo de músicos que não tinha nada a perder, só a ganhar”. Apesar de ser um dos álbuns mais emblemáticos de toda a música brasileira, A Matança do Porco é mais entendido como uma obra de Wagner Tiso, que formou todas as ideias de composições, que do próprio grupo. “O Som Imaginário acabou no segundo álbum. O terceiro é um solo do Wagner”, acusou Fredera nessa mesma entrevista de O Globo.

Para fãs de lindas melodias e explosivos temas instrumentais, fica difícil aceitar A Matança do Porco como uma bola fora. Pra mim, continua um acerto dos grandes, ainda que o disco tenha contribuído para o fim da banda naquele momento. Mas, se houve desavenças, elas ficaram pra trás. No ano passado, integrantes da banda se reuniram para tocar na íntegra este disco no Sesc Belenzinho, em São Paulo. O relativo sucesso garantiu que o Som Imaginário tocasse mais vezes, inclusive no Rio de Janeiro. Será que ainda há gás para um novo disco? Quem sabe…

Músicas:

01 Armina 02 A3 03 Armina (Vinheta) 04 A#2 05 A Matança do Porco 06 Armina (Vinheta 2) 07 Bolero 08 Mar Azul 09 Armina (Vinheta 3) OBVIOUS 5 BAD COMPANY.jpg Bad Company – Bad Company Lançado em junho de 1974, o disco de estreia da banda inglesa Bad Company foi batizado com o nome da banda. Foi lançado pela gravadora Swan Song, que pertencia ao Led Zeppelin. Paul Rodgers (que foi vocalista do lendário Free) só fez uma exigência para assinar com o selo: o empresário do Bad Company tinha que ser o mesmo do Led Zeppelin, o gigantesco Peter Grant, 2 metros de altura, 170 quilos, de uma sagacidade rara. Grant topou, desde que Rodgers mudasse o nome da banda (achava de mau gosto), mas o cantor se manteve firme, negociou e apesar de não ter gostado Grant acabou aceitando.

O álbum “Bad Company” ficou entre os cem mais vendidos da década de 1970 segundo a revista. Nele estão clássico Can't Get Enough e a faixa-título. De acordo com o colega inglês Gautam Baksi, o disco foi um dos passos mais bem sucedidos na evolução contínua do rock & roll, montada na aba de realização de artistas como os Eagles e Crosby, Stills, Nash e Young. Desde a simples lambida da guitarra elétrica em "Can not Get Enough" ao baixo assombrando em "Bad Company" e as batidas rápidas de "Movin 'On", Bad Company mostrou o rock & roll cru no seu melhor.

Lado 1

"Can't Get Enough" (Mick Ralphs) - 4:16 "Rock Steady" (Paul Rodgers) - 3:46 "Ready for Love" (Mick Ralphs) - 5:01 "Don't Let Me Down" (Paul Rodgers/Mick Ralphs) - 4:22 Lado 2 "Bad Company" (Paul Rodgers/Simon Kirke) - 4:50 "The Way I Choose" (Paul Rodgers) - 5:05 "Movin' On" (Mick Ralphs) - 3:21 "Seagull" (Paul Rodgers/Mick Ralphs) - 4:06 OBVIOUS 6 HENDRIX.jpg Jimi Hendrix - Miami Pop Festival Tudo por dinheiro. O canibalismo/necrofilia que a família de Jimi Hendrix promove até que rende coisas boas. Por exemplo, o álbum “Miami Pop Festival” que registra a bombástica passagem do Jimi Hendrix Experience pelo festival realizado na ensolarada Flórida em maio de 1968.

Lançado ano passado, Miami Pop Festival é um álbum ao vivo póstumo de Jimi Hendrix Experience, documentando sua grande apresentação em 18 de maio de 1968 no festival. São canções demolidoras, com arranjos anárquicos e, naturalmente, em altíssimo volume. Foi lançado junto com o documentário “Hear My Train A Comin” que saiu em DVD lá fora.

Músicas:

1. "Introduction" 1:53 2. "Hey Joe" Billy Roberts 6:22 3. "Foxey Lady" Jimi Hendrix 4:32 4. "Tax Free" Bo Hansson, Janne Karlsson 8:20 5. "Fire" Hendrix 2:47 6. "Hear My Train A Comin'" Hendrix 7:41 7. "I Don't Live Today" Hendrix 4:49 8. "Red House" Hendrix 12:06 9. "Purple Haze" Hendrix 4:18 10. "Fire (afternoon show)" Hendrix 3:07 11. "Foxy Lady (afternoon show)" OBVIOUS 7 CHEAP.jpg Big Brother and Holding Company – Cheap Thrills Lançado em agosto de 1968, Cheap Thrills é o segundo álbum da banda Big Brother and the Holding Company, lançado em 1968, e o último álbum com Janis Joplin como vocalista principal. O disco traz três músicas gravadas ao vivo e vendeu cerca de um milhão de cópias. A capa do disco foi desenhada por Robert Crumb, ícone da arte underground nos anos da contracultura.

Cheap Thrills foi gravado no Fillmore Auditorium e logo no início da primeira música, Combination of the Two, a voz possante de Janis Joplin se destaca. Com I Need a Man to Love e Ball and Chain, com duração de quase dez minutos, são as três músicas gravadas ao vivo. O disco foi lançado no verão de 1968, um ano depois de seu álbum de estréia e chegou ao número um da parada da Billboard ficando oito semanas no topo. No fim do ano, Cheap Thrills tinha se tornado o lançamento mais bem sucedido de 1968, com cerca de um milhão de cópias vendidas.

A capa do álbum foi desenhada pelo cartunista Robert Crumb, ligado ao underground americano dos anos 60, depois que a primeira idéia da banda, com todos os integrantes nus numa cama, foi vetada pela gravadora. A intenção de Crumb era usar os desenhos na contracapa com um retrato de Janis na capa. Mas a cantora, fã dos quadrinhos do cartunista e da capa desenhada por ele, pediu à gravadora que colocasse os desenhos na própria capa. A capa, que tornou-se extremamente popular, ocupa a nona posição entre as 100 melhores capas de álbuns de todos os tempos, na avaliação feita pelos leitores da revista Rolling Stone.

Inicialmente o álbum iria se chamar Sex, Dope and Cheap Thrills (Sexo, Narcóticos e Emoções Baratas), mas o título também não foi aceito pela gravadora, prevalecendo apenas a última parte dele. O grande sucesso da banda foi curto. Com saída de Janis Joplin para uma carreira solo e do guitarrista e compositor Sam Andrew em dezembro do mesmo ano, Big Brother and Holding Company entrou em declínio e acabou em 1972.

Lado A

"Combination of the Two" (Sam Andrew) – 5:47 "I Need a Man to Love" (Sam Andrew, Janis Joplin) – 4:54 "Summertime" (George Gershwin, Ira Gershwin, DuBose Heyward) – 4:00 "Piece of My Heart" (Bert Berns, Jerry Ragovoy) – 4:15

Lado B

"Turtle Blues" (Janis Joplin) – 4:22 "Oh, Sweet Mary" (Peter Albin, Andrew, David Getz, James Gurley, Janis Joplin) – 4:16 "Ball and Chain" (Big Mama Thornton) – 9:02 A reedição em CD traz essas faixas bônus: "Roadblock" (Janis Joplin, Peter Albin ) (studio outtake) "Flower in the Sun" (Sam Andrew )(estúdio) "Catch Me Daddy" (Peter Albin, Sam Andrew, David Getz, James Gurley, Janis Joplin) (ao vivo) "Magic of Love" (M. Spoelstra )(ao vivo) OBVIOUS 8 BEATLES.jpg The Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band Lançado em 1º. de junho de 1967 Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é o oitavo álbum de estúdio dos Beatles. Tornou-se imediatamente enorme sucesso comercial e crítico, permanecendo durante 27 semanas no topo das paradas de álbuns do Reino Unido e 15 semanas na primeira posição nos Estados Unidos. A revista Time chamou ao álbum "uma partida histórica no progresso da música”. Ganhou quatro Premios Grammy em 1968, incluindo album do ano, o primeiro LP de rock a receber a indicação.

Em agosto de 1966 os Beatles pararam permanentemente de tocar ao vivo e começaram um período de férias que durou três meses. Em novembro, durante um voo de regresso para Londres, Paul McCartney teve uma ideia para uma canção envolvendo uma banda militar da era Eduardiana que seria o conceito de Sgt. Pepper.

As gravações começaram em 24 novembro no Abbey Road Studio Two com a intenção de criar um álbum que fosse tematicamente ligado à infância dos membros da banda. "Strawberry Fields Forever" e "Penny Lane" foram as primeiras faixas gravadas para o projecto, mas, depois de serem pressionados pela EMI, os Beatles liberaram as canções para serem lançadas em um compacto duplo, logo, estavam fora do álbum. Em fevereiro de 1967, depois de gravarem a canção "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", McCartney sugeriu que os Beatles lançassem um álbum inteiro que representasse um espetáculo feito pela banda fictícia do Sargento Pimenta. Este grupo-alter ego acabou por lhes dar a liberdade para fazerem experiências quase absurdas.

Durante as gravações a banda esforçou-se para melhorar a qualidade da produção em comparação com os seus lançamentos anteriores, com a certeza de que não seria obrigada a tocar as canções ao vivo. Foram fundo na abordagem experimental não radical em "With a Little Help from My Friends", "Lucy in the Sky with Diamonds" e "A Day in the Life".

A gravação inovadora do álbum usada pelo produtor George Martin incluía o uso de uma orquestra de quarenta pessoas tocando crescendos aleatórios. As gravações terminaram a 21 de Abril de 1967. A capa, que mostra a banda de pose em frente a uma plateia de celebridades e de figuras históricas, foi criada pelos artistas britânicos Peter Blake e Jann Haworth, baseada num esboço de McCartney.

Sgt. Pepper é considerado um álbum conceitual sendo descrito como um dos primeiros LP's de rock arte rock, auxiliando o desenvolvimento do rock progressivo e dando-lhe crédito por ter marcado o inicio da ‘Era do Álbum’. Um importante trabalho da psicadelia britânica, o álbum de multi-generos incorpora diversas influencias estilísticas, incluindo vaudeville, circense, music hall, avant-garde, e música clássica ocidental e indiana. Em 2003, a Biblioteca do Congresso Americana colocou Sgt. Pepper no Registo Nacional de Gravações, honrando o trabalho como "culturalmente, historicamente e esteticamente significante". No mesmo ano, a revista Rolling Stone colocou-o em primeiro lugar na lista dos "500 Melhores Álbuns de Todosos Tempos” fizendo que é "uma aventura inultrapassável em conceito, som, composição, arte da capa e tecnologia de estúdio”. Até o ano passado já tinham sido vendidas mais de 30 milhões de cópias mundialmente, fazendo de Sgt. Pepper um dos álbuns mais vendidos da história da música. O Prof. Kevin J Dettmar, escrevendo para a Enciclopédia Oxford de Literatura Britânica, descreveu-o como o "o mais importante e influente álbum de rock and roll já gravado".

Lado A

1. "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" 2:02 2. "With a Little Help from My Friends" 2:44 3. "Lucy in the Sky with Diamonds" 3:28 4. "Getting Better" 2:47 5. "Fixing a Hole" 2:36 6. "She's Leaving Home" 3:35 7. "Being for the Benefit of Mr. Kite!" 2:37

Lado B

1. "Within You Without You" 5:05 2. "When I'm Sixty-Four" 2:37 3. "Lovely Rita" 2:42 4. "Good Morning Good Morning" 2:41 5. "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)" 1:18 6. "A Day in the Life" OBVIOUS 9 ERIC.JPG Eric Clapton, Pete Townshend, Ronnie Wood, Steve Winwood - Eric Clapton's Rainbow Concert Lançado em setembro de 1973, o álbum Eric Clapton's Rainbow Concert mostra um encontro de grandes nomes do rock em torno de Eric que, devido ao vício em heroína, estava há quase três anos fora dos palcos. O encontro foi organizado Pete Townshend (The Who) e foi um enorme sucesso de público e crítica. Situado em Londres, o Rainbow Theatre, fundado nos anos 1930 como Astoria Theatre, era um ícone do rock até ser transformado em uma filial da Igreja Universal do Reino de Deus do bispo Edyr Macedo.

Junto com Townshend e Clapton tocaram Steve Winwood, Ronnie Wood e Jim Capaldi. No ano seguinte, Clapton recuperado de seu vício em heroína gravou 461 Ocean Boulevard. Este show foi a primeira performance ao vivo de Clapton tocando sua famosa Fender Stratocaster "Blackie". A edição remasterizada do álbum foi lançada em janeiro de 1995. O disco pirata chama-se Eric Clapton and the Palpitations – The Rainbow Concert e foi lançado em quatro CDs, muito disputados no mercado negro do disco.

Músicos:

Eric Clapton - guitarra e vocais Pete Townshend - guitarra e vocais Ronnie Wood - guitara e vocais Ric Grech - baixo Steve Winwood - teclado e vocais Jim Capaldi – bateria Jimmy Karstein - bateria Rebop Kwaku Baah – percussão

Músicas:

Lado Um

"Badge" (Eric Clapton, George Harrison) – 3:32 "Roll It Over" (Clapton, Bobby Whitlock) – 6:43 "Presence of the Lord" (Clapton) – 5:37

Lado Dois

"Pearly Queen" (Jim Capaldi, Steve Winwood) – 7:00 "After Midnight" (J. J. Cale) – 5:12 "Little Wing" (Jimi Hendrix) – 6:32


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