manifesto das artes

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Jeferson Corrêa

Jeferson Corrêa é escritor, autor do livro "Além do que os olhos podem ver". É também organizador de eventos, blogueiro e apaixonado por todas as formas de artes.


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Suicídio: Morrer ou não morrer, eis a questão?

Vale a pena viver?


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Todos caímos, falhamos, hesitamos. Faz parte da vida passar por diversas etapas de crescimento pessoal, profissional e psicológico. Faz parte da vida adaptar-se as diversidades e temeridades que as situações lhe pedem. Entrar de cabeça em uma ideia, projeto ou sonho. Ter foco, ter visão. Ter vontade, ousadia, coragem. Destacar-se. Pelo que é, ou pelo que se tenta ser.

O que também faz parte da vida- ironicamente- é a morte. E por ela estar cada vez mais próxima de você, a cada milésimo, é que precisamos apressar o crescimento pois tudo tem seu prazo de validade. Principalmente no mercado de trabalho cada vez mais exigente. As pessoas te cobram, e a vida muito mais.

Mas e quando isso tudo não é suficiente? Seria a hora de parar? De vez? Quando um jogo de videogame está difícil demais, você pode parar de jogá-lo e trocar por outro. Quando uma música, filme, livro, atividade ou trabalho estão complicadas ou entendiantes pode-se desistir, e tentar outro(a). Não obstante, isso não ocorre com a existência. Não se poder tentar outra se não a sua. A única forma de terminar com o sofrimento definitivamente é com o suicídio. Um assunto deveras controverso.

Muitas pessoas justificam ser contra o suicídio por causa da Bíblia Sagrada, que o condena. E que pune com as chamas do inferno quem o fizer. Mas, se a vida é tecnicamente minha, por que eu deveria ser punido por acabar com a mesma? Por que Deus deveria ter direito sobre algo que é em tese meu? Por que uma vida vale tanto e tão pouco igualmente, se muitas fenecem o tempo todo e nem nos importamos? Suicídio é cultural? É um dogma religioso? É alma pedindo socorro ? Ou uma frustração de incapacidade que chegou aos limites?

Um exemplo de suicídio cultural é no Japão onde existe a maior taxa de suicidas do mundo. Cerca de um milhão de pessoas por ano. Já em países do ocidente, a taxa é mais baixa porque a maioria segue o Cristianismo.

Muitos fatores que levam ao suicídio são a desmotivação, o stress, a depressão, vontade de morrer por não se encaixar em algo, por não conseguir ser capaz de evoluir. Por não haver sentido em viver ou continuar vivendo. ( Mas existiria um sentido ou nós que criamos um?)

Inúmeras vezes chego a pensar o quanto vale a pena viver, pelo que, por quem e por quanto tempo. Particularmente, não sou contra o suicídio, acho um direito natural do ser humano. Contudo, sou contra as consequências do mesmo. Acredito que todas as vidas estão/são interligadas por algo/alguém. ( coloque isso da forma que quiser: Deus, o evolucionismo, as consequências do caos cósmico, Destino, qualquer coisa que se encaixar nas suas crenças/ideologias) E que se influenciam, mesmo que indiretamente, pois se eu tirar a minha vida, posso interferir na vida de um familiar, amigo ou mesmo terceiros, que podem sofrer por minha perda repentina; fazendo-os até perder (em) sua(s) vida(s). Somente por esse motivo, o suicídio pode ser prejudicial na minha visão.A vida é não é nossa por completo e não se pode fazer o que bem entender, há cicatrizes que ficam e demoram a ser curadas. Matar-se aos poucos muitos o fazem com o consumo exacerbado de drogas e atitudes imprudentes e irresponsáveis, algo que é aceito socialmente, mas o suicídio é sinônimo de fraqueza. Todavia, há outra ponto de vista, caso NÃO se tenha ninguém para chorar sua morte, caso sua vida não influencie muito as das outras, o suicídio pode ser a saída sim. Quem sabe. Nunca sabemos os pensamentos de cada pessoa. Hipocritamente, terminar sua vida as pouco é aceitável, no entanto fazê-la de forma definitiva não. Talvez esse tema encaixa-se perfeitamente com a eutanásia. Outro assunto que gera polêmica, contudo dá no mesmo.

Não sou contra o suicídio, independente da crença, cultura e ideologia, somente contra uma existência vazia. Contra a morte de seus sonhos e vontades. Contra uma existência forçada e sistemática. Pois, como supracitei: "Todos caímos, falhamos, hesitamos. Faz parte da vida passar por diversas etapas de crescimento pessoal, profissional e psicológico. Faz parte da vida adaptar-se as diversidades e temeridades que as situações lhe pedem. Entrar de cabeça em uma ideia, projeto ou sonho. Ter foco, ter visão. Ter vontade, ousadia, coragem. Destacar-se. Pelo que é, ou pelo que se tenta ser."

Viver é isso. Mas pode ser muito mais dependo do ponto de vista, por isso a cada novo dia que passa podemos renascer. Vale a pena a viver, nem que seja mais um dia.


Jeferson Corrêa

Jeferson Corrêa é escritor, autor do livro "Além do que os olhos podem ver". É também organizador de eventos, blogueiro e apaixonado por todas as formas de artes. Contato: [email protected]
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